Teste do marshmallow: entenda as lições que ele ensina sobre finanças

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O teste do marshmallow não é novo, mas segue como um dos mais bem-sucedidos (e impressionantes) experimentos científicos sobre o comportamento humano.

Ele vem de encontro ao que dizem as pesquisas sobre os hábitos de consumo dos próprios brasileiros. Afinal, segundo o Indicador de Bem-Estar Financeiro do SPC Brasil, sete em cada dez pessoas não estão preparadas para uma emergência financeira.

Preocupante? Sim, até certo ponto. De qualquer modo, sempre é tempo de buscar informação e realinhar prioridades, tanto na vida, quanto nas finanças. Vamos ver então como fazer isso, conhecendo detalhes sobre o teste do marshmallow?

Teste do marshmallow: o que é?

O teste do marshmallow foi realizado nos anos 1970 na Universidade de Stanford, liderado pelo psicólogo Walter Mischel.

A ideia era muito simples: avaliar o quanto somos inclinados a ceder aos nossos impulsos desde cedo e de que forma isso gera reflexos em decisões e na qualidade de vida quando adultos.

Para testar isso, a equipe de pesquisa colocou crianças de cerca de 4 anos de idade em uma sala (sem elas saberem que era um teste). À frente delas, uma mesa com um prato em que estava um tentador marshmallow. 

Como o teste do marshmallow funciona?

Então, será que elas conseguiriam resistir ao impulso de devorar o doce?

Para responder a essa pergunta, os cientistas faziam uma proposta. Se as crianças esperassem, em vez de apenas um, ganhariam dois marshmallows. Não lhes era dito o quanto a espera duraria, que era de aproximadamente 15 minutos.

O mais interessante é que esse estudo foi conduzido ao longo de anos, período mais que suficiente para confirmar um padrão de comportamento. No caso, ⅔ das crianças não resistiram à tentação e comeram o marshmallow antes que um segundo chegasse.

Algumas tiveram, ainda, comportamentos curiosos e até divertidos. Na ânsia de comer o doce, muitas o lambiam, tiravam pequenos pedaços ou tentavam comê-lo sem que ninguém visse.

Outro dado interessante é que as crianças que participaram do teste continuaram a ser monitoradas depois de adultas. É aí que a experiência se revelou ainda mais intrigante, embora não seja surpreendente.

As crianças que conseguiram esperar pelo marshmallow se mostraram menos propensas a desenvolver obesidade e a usar drogas quando crescidas. Além disso, apresentaram Índice de Massa Corporal (IMC) mais equilibrado e rendimento escolar superior.

Teste do Marshmallow 2

Um experimento como esse certamente gerou, e ainda gera, muitos debates, dentro e fora da comunidade acadêmica. Prova disso é que, nos anos 2000, pesquisadores da Universidade de Minnesota replicaram o teste do marshmallow, e, para surpresa de todos, os resultados apontaram evolução.

Ao contrário do que se possa imaginar, as crianças dos anos 2000 eram menos imediatistas e, em média, conseguiam esperar 2 minutos a mais que as dos anos 1970.

É bom ressaltar que as condições desse segundo teste, como o perfil das crianças, o gênero e a situação socioeconômica, eram similares às do primeiro experimento. Interessante, não?

Teste do marshmallow x sucesso financeiro

Esse importante estudo comprova que práticas impulsivas afetam não só a saúde física e mental, como também a própria saúde financeira. Embora tenha sido feito nos Estados Unidos, é impossível não fazer um paralelo com a nossa realidade e vinculá-lo à falta do hábito de poupar dos brasileiros.

O que o teste do marshmallow ensina?

A partir do célebre experimento, uma série de importantes lições podem ser tiradas. Com base nos relatos e materiais disponíveis sobre o teste do marshmallow, é possível chegar a algumas conclusões.

O imediatismo cobra um preço

A verdade é que ceder aos impulsos mais básicos (fome, sede, sono etc.) acaba por nos privar de segurança. Ou seja, o comportamento imediatista nos impede de planejar o futuro e, dessa forma, o “sofrimento” só é adiado.

Nesse aspecto, um outro bom exemplo de que existe uma tendência humana a decidir com base apenas no agora é o filme “O Poço”.  A história se passa em um presídio sui generis, em formato de poço. Nele, os presos dos pavimentos mais altos comem o melhor da ceia que é servida em uma mesa que desce em um elevador. Naturalmente, quanto mais baixo for o andar da cela, menos chances de comer.

É uma boa história que exemplifica os efeitos nocivos gerados pela dificuldade em planejar e raciocinar quando sob pressão ou privados de alguma coisa.

Poupar é questão de hábito

Pelo teste do marshmallow, comprovou-se que as crianças que dominavam seus impulsos tornaram-se adultos com menos problemas. Isso prova, de certa forma, que poupar é um hábito que, quanto mais for praticado, mais natural se torna ao longo da vida.

Dominar os impulsos é difícil

O teste também evidencia que a condição humana pode ser bem frágil e que, para superar essa fragilidade, precisamos sempre de ajuda e orientação. Por isso, ajudar os brasileiros a melhorar seus hábitos em relação às finanças é uma das missões que nós, da Sua Previdência Privada, nos propomos a cumprir.

Acompanhe os conteúdos publicados em nosso blog e aprenda de forma simples e descontraída a ter hábitos melhores em relação ao seu dinheiro. Afinal, é o seu futuro que está em jogo.

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