Como a tabela regressiva impacta no seu plano de previdência

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Todo plano de previdência privada sofre tributação do imposto de renda no momento em que o dinheiro é resgatado. A forma como essa tributação será feita é escolhida pelo próprio beneficiário, durante a contratação do plano, dentre duas opções de regime: o regressivo e o progressivo.

Dada a importância dessa escolha, que tem influência direta no rendimento final do investimento, é indispensável entender como funcionam os regimes de tributação da previdência privada e suas respectivas tabelas.
No texto abaixo, vamos falar um pouco mais sobre a tabela regressiva da previdência.

O que é a tabela regressiva da previdência

A tabela regressiva da previdência é uma das duas opções de tributação que toda pessoa que adere a um plano de previdência privada precisa escolher – a outra possibilidade é a tabela progressiva. Na prática, elas definem a porcentagem de abatimento do imposto de renda que se incidirá sobre o dinheiro aplicado – chamada alíquota. Assim, na tabela regressiva a alíquota do IR diminui à medida que os anos vão passando e o dinheiro fica mais tempo aplicado na previdência.

Tal forma de tributação faz da tabela regressiva da previdência a opção ideal para investir a longo prazo, de preferência por mais de 10 anos, diminuindo a carga de impostos conforme a aplicação durar mais tempo. É uma característica oposta à da tabela progressiva, que aumenta a alíquota de abatimento de acordo com os valores que serão resgatados – quanto maior o valor, maior a alíquota. A tabela progressiva é uma opção mais indicada para investidores que pretendem resgatar o dinheiro em pouco tempo, em no máximo seis anos, ou todo de uma vez.

Vale lembrar que, na hora de contratar um plano de previdência, além de escolher um regime de tributação, é preciso optar por uma dentre duas modalidades de planos: Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) ou Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). Enquanto a tabela define qual será a alíquota de abatimento do IR, o tipo de plano define se a mesma alíquota incidirá sobre o valor total que foi acumulado (caso do PGBL) ou somente sobre o rendimento acumulado (caso do VGBL).

Como a tabela regressiva se aplica na previdência


A estratégia proposta pela tabela regressiva é bem clara: quanto mais tempo o dinheiro ficar investido na previdência, menos impostos o investidor terá que pagar. Se o dinheiro for resgatado nos primeiros dois anos de aplicação, por exemplo, a alíquota do IR será de 35%; passados dez anos, no entanto, essa alíquota vai sendo reduzida até chegar ao mínimo de 10%. Lembrando que essa porcentagem é calculada e taxada, no momento do resgate do dinheiro, sobre o valor total acumulado (planos PGBL) ou sobre o rendimento que foi acumulado (planos VGBL).

Confira abaixo a tabela regressiva da previdência:  

Prazo de acumulaçãoAlíquota
Até 2 anos35%
Acima de 2 anos e até 4 anos30%
Acima de 4 anos e até 6 anos25%
Acima de 6 anos e até 8 anos20%
Acima de 8 anos e até 10 anos15%
Acima de 10 anos10% 

Vale a pena escolher a tabela regressiva

Assim como ocorre com qualquer outro tipo de investimento, as escolhas que a previdência privada impõe no momento da contratação dependem muito do perfil de cada investidor. Assim, a tabela regressiva da previdência é indicada para quem tem a possibilidade de manter o dinheiro aplicado por um longo período, mesmo décadas, sem precisar resgatá-lo para situações emergenciais. Se o objetivo for criar uma fonte de renda confortável para a futura aposentadoria, contando com mais de dez anos de contribuição, a tabela regressiva é o caminho mais adequado do que a progressiva.

Confira alguns motivos para optar pela tabela regressiva:

🡪 Objetivo do investidor é criar fonte de renda para a vindoura aposentadoria;

🡪 Investidor pretende manter o dinheiro aplicado por mais de 10 anos;

🡪 Investidor pretende usufruir do dinheiro com o recebimento de uma renda mensal.

Cinco cuidados na hora de contratar uma previdência privada

Independentemente do regime de tributação e da modalidade de plano a serem escolhidos pelo investidor, existem alguns cuidados que todo mundo deve observar antes de contratar um plano de previdência privada:

1.Defina um objetivo claro para o dinheiro que será aplicado na previdência – aposentadoria, seguro para emergências etc.

2.Pesquise os planos que são oferecidos no mercado prestando especial atenção às taxas cobradas, ao histórico de rendimento dos fundos atrelados a cada plano e às estratégias de investimento de cada um;

3.Faça uma simulação para cada plano de previdência privada que lhe pareça atraente e escolha aquele que ofereça as melhores possibilidades;

4.Escolha a modalidade de plano de acordo com seu perfil e objetivo: o PGBL permite deduzir as contribuições na declaração anual do IR e a alíquota incide sobre todo o valor acumulado no momento do resgate; o VGBL não permite deduzir as contribuições na declaração e a alíquota incide sobre o rendimento acumulado no momento do resgate;

5.Opte por um regime de tributação que se adeque a seu perfil e objetivo: o regime progressivo é mais indicado para pessoas com alta renda mensal que pretendem resgatar o dinheiro em poucos anos e o regime regressivo é mais indicado para quem tem uma renda mensal menor e pretende manter o dinheiro aplicado por um longo período.

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