O que é a roda dos ratos e como ter sucesso fora dela

Home / O que é a roda dos ratos e como ter sucesso fora dela

roda dos ratos

Se você está entre os milhões de pessoas ao redor do mundo que já leram o livro Pai Rico, Pai Pobre, do empresário e investidor norte-americano Robert Kiyosaki, certamente já sabe um pouco sobre o conceito de roda dos ratos.

Mas, caso ainda não o conheça, este artigo vai explicar um pouco sobre essa comparação, que fez muito sucesso em diversas nações e idiomas por trazer um conceito universal.

A roda dos ratos, ou corrida dos ratos, é a exemplificação dada ao fluxo constante de uma vida regrada e previsível que, muitas vezes, passa de pai para filho, de geração para geração.

Se por um lado trata-se do movimento que agrega segurança e previsibilidade, por outro essa continuidade pode estagnar a vida do indivíduo e o impedir de ter novas conquistas profissionais, sociais, financeiras etc.

O livro e a roda dos ratos

A obra de Kiyosaki foi lançada em 1997 e, desde então, é um enorme e contínuo sucesso de vendas que ultrapassa nove milhões de exemplares.

Um dos diferenciais do livro está justamente na abordagem intimista e pessoal: é a história de um filho que narra os ensinamentos de um pai rico.

Para chegar à prosperidade financeira, estão alguns caminhos que não costumam ser os mais comumente escolhidos durante a vida adulta – em especial, na realidade do Brasil. Isso mostra como o livro traz alguns conceitos universais.

Dentre os preceitos que não são colocados em alta pela narrativa, estão alguns desejos comuns entre os cidadãos, como arranjar um emprego estável ou comprar uma casa.

Essa é justamente uma das quebras de paradigma propostas por Pai Rico, Pai Pobre. O ciclo da busca pela estabilidade e pelo patrimônio compõe um conjunto de valores que são passados naturalmente de pai para filho.

Por isso o impacto já no título do livro. Costumamos ter, dentro de casa, esse incentivo em busca do estudo perfeito, do emprego perfeito, casamento, casa própria, filhos, escola dos filhos, previdência etc.

Sem planejamento nem ousadia, essa conta faz com que as pessoas passem a maior parte do tempo da vida trabalhando, para poder pagar os encargos acumulados com essas metas estipuladas desde a juventude.

Nesse momento, o escritor fez a comparação com a roda dos ratos ou, então, com a corrida dos ratos.

Com forte influência dos desenhos animados, imaginamos aquela cena em que o roedor fica correndo, numa roda, movendo freneticamente suas patas e fazendo-a girar, sem levá-lo a lugar algum.

Porém, o ritmo o desgasta, consome suas energias e faz com que dedique suas forças a algo que não vai render resultados.

Manter-se na corrida dos ratos é ruim?

Nesse sentido, quando estamos falando de uma rotina de toda uma geração que seja apenas de excesso de trabalho, para pouca prosperidade, sendo basicamente a manutenção de um ciclo, a roda dos ratos pode, sim, ser encarada como negativa.

Como as metas estabelecidas têm características cíclicas, a cada novo passo dado, é preciso trabalhar ainda mais para conseguir manter esse novo gasto. Um processo que não leva a lugar algum e, aos poucos, tende a consumir a felicidade das pessoas envolvidas.

Quando se percebe, a tal corrida dos ratos mostra que, na verdade, estamos trabalhando não para nós mesmos, mas para os patrões, os governos e as empresas de cartão de crédito.

A entrada nesse fluxo onde o dinheiro passa a ser cada vez mais exigido já começa logo cedo, provavelmente com o primeiro emprego. E a cada nova etapa, essa exigência de mais recursos também vai aumentando.

Seja culturalmente ou por metas estabelecidas, manter-se na roda dos ratos significa, paralelamente, aumentar as necessidades e gastos e, assim, trabalhar mais e mais.

Aliás, sobre esse mesmo assunto, leia um pouco sobre a relação entre dinheiro e felicidade neste artigo exclusivo aqui.

Como sair da roda dos ratos?

Se a entrada nesse caminho cíclico parece ser algo natural e arraigado em nossa cultura, por outro lado, sair da roda dos ratos é um desafio e tanto.

No livro que popularizou o conceito ao redor do mundo, o que se aprende é que o rico, ou seja, a pessoa com a mentalidade de rica, tem sua vida focada na aquisição de ativos, investimentos que vão gerar renda para ele.

Nesse âmbito estão os imóveis, fundos, sociedade em empresas, entre outros.

Já o pobre, segundo a obra, vai dedicar sua vida e sua energia de trabalho à busca de passivos que vão gerar dívidas, como empréstimos, parcelas, mensalidades etc.

Para sair desse padrão, é preciso seguir os passos descritos pelo Pai Rico, ou seja, mudar o foco dos passivos financeiros e passar gradativamente para os ativos financeiros.

A mudança em sua natureza de investimentos pode ser um bom começo, para trocar a forma como o dinheiro se movimenta na sua conta e na de sua família. Escrevemos mais sobre o assunto nesse artigo que fala sobre a mudança de Mindset Financeiro.

Paralelamente, escapar da roda dos ratos exige, também, uma mudança de estilo de vida. Para algumas pessoas, essa guinada será radical. É preciso despertar um pouco mais de aventura e estilo empreendedor na sua jornada.

Isso significa buscar novos rendimentos, novas formas de enxergar o dinheiro, a sobrevivência e seus planos. Sair da roda dos ratos é, acima de tudo, deixar para trás uma vida previsível.

Leia conteúdos exclusivos sobre finanças e gestão financeira no site Sua Previdência Privada.

About Author

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *