Conheça os riscos da previdência privada

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Conheça os riscos da previdência privada

09/04/2020 | Previdência | Nenhum comentário

Previdência Privada ou Poupança

A previdência privada é sempre vendida como uma ótima opção para a aposentadoria ou outro objetivo qualquer de longo prazo. Ela é tida também como um investimento sólido e seguro, ótimo para o crescimento do patrimônio pessoal. Todas essas afirmações são verdadeiras. No entanto, existem sim riscos da previdência privada, como acontece com qualquer outro investimento dito seguro. Neste artigo, pontuamos os principais deles para você ter em mente na hora de contratar um plano de previdência. Confira!

Quais os riscos da previdência privada

Perda de valor do dinheiro

Existe uma possibilidade de, ao final do plano, na hora de se beneficiar dos rendimentos, haver uma perda real de valor. Isso porque muitos planos possuem altas taxas de carregamento e administração, o que pode diminuir muito os rendimentos. Além disso, qualquer previdência terá um desconto de Imposto de Renda, nas suas duas grandes modalidades: VGBL e PGBL.

Quebra do banco ou corretora

A previdência privada não possui a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que assegura investidores de várias modalidades de renda fixa. Ou seja, se o banco ou a corretora quebrarem, será preciso entrar com processo judicial para reaver seu investimento.

Má gestão do seu patrimônio

Como a previdência privada é constituída de fundos de investimentos, você dará o aval para um banco ou corretora administrar esse fundo, trocando de ativos quando necessário – inclusive pagando uma taxa para isso. Se você for um investidor mais experiente, provavelmente irá querer gerenciar suas aplicações de perto. Senão, é preciso escolher uma corretora ou banco de muita confiança.

Riscos inerentes aos fundos

Um dos riscos da previdência privada está nos ativos dos quais ela é constituída. Se sua opção for por fundos de renda variável, essa aplicação correrá mais riscos do que se você optar por fundos de renda fixa. No entanto, há uma possibilidade de maiores rendimentos no primeiro caso.

4 cuidados na hora de contratar uma previdência privada

Agora que você conhece os principais riscos da previdência privada, saiba alguns cuidados para se tomar na hora de adquirir o seu plano:

  1. Escolher a modalidade ideal para você

Existem duas modalidades de planos de previdência privada: o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

O PGBL é indicado a quem utiliza a declaração completa do Imposto de Renda e  realiza contribuições para a Previdência Social, o INSS. Por esse plano, o investidor precisa contribuir para o plano com até 12% da renda anual tributável para conseguir a dedução anual do IR. No resgate, o imposto incidirá sobre o montante total, e não apenas sobre os rendimentos.

Já o VGBL é indicado para pessoas isentas ou que utilizam a declaração simplificada do IR, contribuem ou não para o INSS ou pretendem contribuir com mais de 12% da renda anual em previdência privada. No VGBL, os valores depositados não são deduzidos da base de cálculo do IR, mas o montante a ser pago na hora de retirar o investimento incide apenas sobre os rendimentos.

  • Conferir as taxas de cada instituição

Existem basicamente duas taxas que incidem sobre os planos de previdência: a taxa de carregamento e a taxa administrativa.

A taxa de carregamento incide sobre os aportes realizados ao investimento, e pode ocorrer de três formas: no momento de cada aporte, somente em caso de portabilidade ou resgates ou em ambos os momentos. Essa taxa, em muitos casos, podem ser decrescentes, dependendo do número de aportes e do prazo do plano, chegando muitas vezes a zero. Assim, informe-se bem sobre essa taxa na hora de definir o melhor plano de previdência privada, e escolha de acordo com a sua previsão de número de aportes e retiradas.

Já a taxa administrativa é cobrada pelo trabalho de gerir os seus recursos. Geralmente, quanto mais complexo é esse trabalho, maior a taxa cobrada, e, assim, fundos previdenciários que somente possuam ativos de renda fixa terão taxas menores de fundos de ações, por exemplo. Nesse caso, é preciso pensar menos no valor da taxa e mais no seu perfil de investimento para escolher a melhor previdência privada.

  • Equilibrar os rendimentos de acordo com seu objetivo

A previdência privada nada mais é que um fundo de investimento pelo qual você garante rendimentos no longo prazo. Existem fundos mais ousados e fundos mais conservadores. Os mais ousados, por exemplo, são formados por ações, e os mais conservadores, exclusivamente por ativos de renda fixa.

Como a previdência privada é uma forma de se garantir no futuro, idealmente esses fundos precisam ser de conservadores a moderados, e isso significa uma carteira que pode ser composta de ativos tanto de renda fixa, como CDB, tesouro direto e LCI, como de renda variada, como ações.

Para escolher a melhor previdência privada, acesse o histórico de rendimento dos fundos mais atrativos para você e faça um comparativo antes de optar por um ou outro.

  • Escolher uma boa instituição financeira

A previdência privada pode ser disponibilizada por bancos ou corretoras. Converse com quem já investe em uma instituição, procure informações disponíveis na internet e escolha um estabelecimento de confiança. Afinal, é essa instituição que irá gerenciar seu futuro.

Dúvidas sobre previdência? Acesse www.suaprevidencia.com.br e fique bem informado!

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