Quer investir? Entenda a rentabilidade da Previdência Privada

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A rentabilidade é sempre um fator decisivo na contratação de qualquer investimento. Ao analisar a da Previdência Privada e compará-la com a da Caderneta de Poupança, por exemplo, fica claro porque cada vez mais brasileiros estão priorizando a primeira em detrimento da segunda. Tradicionalmente mais popular, a Poupança perdeu força nos últimos anos devido às reduções da taxa que define os juros de seu rendimento, a Selic. Além de baixo, seu retorno é estabelecido e inalterável.

A Previdência Privada, por outro lado, dispõe de diversos tipos de planos com diferentes rendimentos – cabe ao investidor encontrar aquele que melhor se adequa ao seu perfil para obter mais lucros e ter uma aposentadoria financeiramente tranquila. Essa rentabilidade da Previdência Privada, por sinal, depende de uma série de fatores: o principal deles é planejar-se para manter o dinheiro aplicado por um bom período. Mas não é o único.

Como calcular a rentabilidade da Previdência Privada?

O dinheiro aplicado em um plano de Previdência Privada geralmente vai para um fundo de investimentos, onde é gerido para que renda melhor pela instituição financeira escolhida pelo investidor. Só que esses fundos variam muito em estratégia: enquanto uns são mais conservadores e trabalham só com renda fixa, outros mais arrojados investem até 70% do patrimônio em renda variável. Quanto mais positivo for o cenário econômico, mais eles rendem.

Ou seja: esses fundos também sofrem com as oscilações do mercado financeiro. É na hora de contratar o plano que o investidor irá escolher, de acordo com seu próprio perfil, em que tipo de fundo o dinheiro da previdência será aplicado. Investimentos em renda fixa oferecem segurança com rendimentos estáveis e reduzidos enquanto a renda variável apresenta mais riscos e a chance de obter maiores lucros. De qualquer forma, uma coisa é certa: quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado, maiores as chances de um bom rendimento.

Ainda que de maneira geral a Previdência Privada seja uma das aplicações mais seguras, a balança risco/lucro também vale para as estratégias dos fundos onde o recurso é aplicado. Mas a valorização mensal do fundo não é a única maneira de ajudar o dinheiro a acumular: ao contratar um plano, o investidor decide se realizará novos aportes de forma obrigatória, mensalmente ou livremente. 



O que influencia na rentabilidade da previdência privada

Como já explicamos, a rentabilidade da Previdência Privada depende do desempenho do fundo onde o dinheiro é aplicado, de novas contribuições por parte do beneficiário e de uma gestão eficiente por parte da instituição financeira – mas não só destes fatores. A maneira como o Imposto de Renda será incidido, as diferentes taxas que cada instituição financeira exige, o tipo de plano de previdência escolhido e a própria forma de resgatar o dinheiro são outros quesitos que influenciam na rentabilidade da Previdência Privada.

Confira abaixo:

🡪 O cálculo de abatimento do Imposto de Renda sobre a Previdência Privada depende, resumidamente, das escolhas do investidor quanto ao tipo de plano (PGBL ou VGBL) e o modo de resgate do dinheiro após o período estabelecido em contrato.
Duas opções de plano:

Plano Gerador de Benefício Livre – PGBL 🡪 Permite abater as contribuições mensais na declaração do IR (máximo de 12% da renda bruta) e, na hora do resgate, o IR incide sobre todo o valor acumulado ao longo do tempo;
Vida Gerador de Benefício Livre – VGBL 🡪
Não permite abater as contribuições na declaração do IR e, na hora do resgate, o IR incide somente sobre os lucros que foram acumulados ao longo do tempo.

Duas opções de regime de cobrança:

Saque total = Regime Regressivo 🡪 Se o beneficiário optar por sacar todo o valor após o tempo concordado, a alíquota de abatimento diminui à medida que os anos vão passando;
Renda mensal = Regime Progressivo
🡪 Se o beneficiário optar por receber uma renda mensal após o tempo concordado, a alíquota aumenta de acordo com o valor da renda que receberá.

As alíquotas de abatimento de cada regime obedecem as tabelas abaixo:

Tabela Regressiva:

PRAZO DE INVESTIMENTO ALÍQUOTA IR
Até 2 anos 35%
2 a 4 anos 30%
4 a 6 anos 25%
6 a 8 anos 20%
8 a 10 anos 15%
Acima de 10 anos 10%

Tabela Progressiva:

R$/MÊS ALÍQUOTA IR
Até 1.903,98 Isento
De 1.903,99 até 2.826,65 7,5%
De 2.826,66 até 3.751,05 15%
De 3.751,06 até 4.664,68 22,5%
Acima de 4.664,68 27,5


🡪 As taxas que cada instituição financeira cobra para gerenciar a Previdência Privada e os fundos onde o dinheiro é aplicado merecem toda a atenção do investidor. Elas influenciam diretamente na rentabilidade da Previdência Privada e podem prejudicar uma rentabilidade aparentemente promissora.

Taxa de Administração: exigida pela maioria dos planos, costuma variar entre 1% e 6% ao ano;

Taxa de Carregamento: nem sempre exigida, incide sobre cada nova contribuição que o investidor faz e pode ser de até 8%;

Taxa de Saída: de cobrança cada vez mais rara, incide sobre todo o montante acumulado no momento do resgate do dinheiro.


Como acompanhar a rentabilidade da Previdência Privada

No fim, após serem pesados todos os fatores que listamos nesse texto – taxas, IR, desempenho dos fundos, rendimento bruto, etc. – é que se chega ao que realmente interessa ao investidor: a taxa de juros real da Previdência Privada. Ela é calculada pelo rendimento bruto do plano descontado de todas as taxas e descontos que estão atreladas a ele.

Uma boa forma de medir a rentabilidade da Previdência Privada é acompanhar a média de rentabilidade dos planos de previdência. Caso o seu plano esteja apresentando um juro real de 1% ao ano ou menos, talvez seja hora de transferir seu dinheiro para outra previdência que ofereça 3% ou mais. Essa mudança é plenamente possível devido à lei da portabilidade, garantindo ao investidor o direito de “trocar” de Previdência Privada – contanto que seja de VGBL para VGBL ou PGBL para PGBL.

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