Como funciona a previdência privada no Brasil?

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Os planos de Previdência Privada existem para auxiliar brasileiros a realizar projetos de longo prazo, como garantir uma aposentadoria tranquila ou pagar a faculdade dos filhos que acabaram de nascer. 

Com quantias a partir de R$ 35 mensais é possível aderir a um plano, mas é preciso se atentar ao tempo e aos objetivos para uso do dinheiro para que possa ser feito um planejamento adequado. 

Entenda como funciona uma previdência privada e avalie as suas vantagens.

Quem pode ter uma previdência privada?

Todo mundo pode ter uma previdência privada no Brasil, inclusive bebês e crianças, já que se trata de um investimento a longo prazo. Ela deve ser vista como uma oportunidade de renda complementar em determinado período da vida, como a aposentadoria, por isso é necessário planejamento prévio e tempo suficiente para que uma boa reserva seja criada.

Os planos a serem contratados podem ser o PGBL ou o VGBL. O primeiro, Plano Gerador de Benefício Livre, tem como principal diferencial a possibilidade de usar o valor das contribuições para deduzir até 12% da base de cálculo do Imposto de Renda, sendo um plano de previdência complementar. 

Já o segundo, denominado Vida Gerador de Benefício Livre, é uma boa alternativa para quem quer deixar a sua família coberta em caso de morte, atuando como um seguro de vida.

Entenda a tributação da previdência privada

Um dos fatores que mais geram dúvidas na hora de contratar um plano de previdência privada é a tributação, por isso é preciso entender bem como essa parte funciona para que não haja perdas.

É possível escolher entre dois tipos de tributação: regressivo e progressivo. Cada um deles tem as suas vantagens de acordo com o perfil e os objetivos do contribuinte.

Regressivo

É indicado para quem planeja fazer o resgate do dinheiro após um longo período. Como o nome sugere, nesse modelo a alíquota do IR regride com os anos, portanto quanto mais tempo o dinheiro permanecer investido no plano de previdência, menor será o imposto pago na retirada.

Progressivo

Esse é indicado para quem ainda não sabe por quanto tempo manterá seu plano de previdência ativo. Na hora do resgate, haverá retenção de impostos de 15%. Além disso, os valores recebidos devem ser informados na Declaração de Ajuste Anual de Imposto de Renda, que será levado em consideração junto com a renda mensal do contribuinte para se enquadrar na alíquota correta de retenção da fonte do imposto de renda. Quanto maior é o valor recebido, maior será a incidência de imposto sobre ele.

Onde posso contratar a minha previdência privada?

Para contratar um plano de previdência, basta entrar em contato com uma instituição financeira, como bancos e corretoras, que ofereça esses planos. Algumas operadoras disponibilizam informações completas de seus planos nos sites oficiais das empresas, mas é preciso conversar com um gerente ou agente de corretora para tirar todas as dúvidas e entender qual a melhor estrutura para cada objetivo.

Quais os riscos de contratar uma Previdência Privada?

A previdência privada é vantajosa para quem busca uma renda complementar durante determinado tempo de sua vida, mas, para isso, é preciso selecionar as opções mais adequadas para os seus objetivos. Isso envolve decidir se o plano deve ser um PGBL ou um VGBL e qual o melhor modelo de tributação (progressivo e regressiva). 

Uma escolha errada nesse sentido pode ser uma desvantagem. Isso porque as incidências de impostos têm influência direta sobre os valores resgatados ao final do plano e, caso as escolhas não sejam as mais adequadas, os impostos podem comprometer os rendimentos.

Outro fator que deve ser considerado é a instituição em que a contratação do plano está sendo feita, já que cada uma atua da sua forma na cobrança das taxas de administração, rentabilidade dos planos e carência para retirada. É preciso analisar todos os pontos para entender qual a mais indicada, assim como sua credibilidade em cumprir com os contratos.

Apesar das turbulências no setor econômico brasileiro, em alguns planos o beneficiário tem o direito de receber os valores devidos da renda vitalícia da previdência privada mesmo que a instituição quebre, mas para isso é preciso escolher um plano que tenha essa especificação. Esse é mais um motivo para avaliar bem a situação do mercado e conversar com o corretor para entender de fato o que aquele plano oferece. 

Mesmo com a lei ao lado do cliente, caso a instituição quebre e não tenha dinheiro suficiente para fazer o pagamento, o cliente estará desamparado, já que a portabilidade para outra instituição apenas é autorizada na fase de acumulação, e não de recebimento.

O que mudou na previdência privada depois da reforma da Previdência Social?

De forma direta, não houve mudanças na previdência privada, porém a reforma da Previdência mexeu com o planejamento financeiro de muitas pessoas e, para aqueles que têm condições financeiras, a previdência privada passou a ser uma opção para manter o padrão de vida, mesmo na aposentadoria.

Para o presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), Jorge Nasser, “o mercado retomou seu ponto de equilíbrio de crescimento pela procura de planos de previdência”. A instituição acredita que 2020 será ainda melhor, impulsionado pela reforma e pela queda na taxa Selic, que estimulou a busca dos clientes pelos planos, e resultou, ainda em 2019, em aumento de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para saber mais sobre como funciona a Previdência Privada no Brasil, fique de olho em nossos conteúdos.

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