Previdência privada ou tesouro direto: Qual a melhor opção?

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Com certeza, você já deve ter ouvido falar de previdência privada ou tesouro direto como opções para investimentos de médio e longo prazo. Também já deve ter percebido que contar apenas com a aposentadoria do regime previdenciário estatal não é uma boa opção, principalmente após a reforma da previdência. Mas surge a dúvida: previdência privada ou tesouro direto? Qual deles é a melhor opção para investir? Isso é o que este texto irá responder a você, portanto, continue acompanhando!

O que é previdência privada

A previdência privada, também chamada de previdência complementar, é um fundo de investimento que serve não somente para a aposentadoria, mas para qualquer objetivo definido em longo prazo, como o pagamento da faculdade dos filhos, a realização de uma grande viagem ou qualquer outro propósito que você desejar.

A previdência privada pode ser aberta ou fechada. Ela é aberta quando é oferecida por um banco ou uma corretora para qualquer pessoa, e fechada quando é oferecida aos colaboradores de uma empresa, também  chamada de fundos de pensão. A diferença entre elas é que na aposentadoria fechada a empresa pode auxiliar com algum valor mensal e as taxas são menores, já que as seguradoras a cargo desse tipo de previdência não possuem fins lucrativos. Já na aberta, você contrata individualmente e pode pagar uma taxa administrativa um pouco maior (por isso é sempre bom pesquisar).

O que é o tesouro direto

O tesouro direto, por sua vez, é um investimento de renda fixa, que pode ser realizado pela internet. É um programa do Tesouro Nacional, em conjunto com a B3, pelo qual qualquer pessoa pode investir em títulos da dívida pública do Governo Federal. 

Existem três formas de se investir em tesouro direto:

Por meio de títulos prefixados, ou seja, a rentabilidade será definida no contrato e, dentro de um prazo, o investidor retira o valor inicial mais os rendimentos.

Pelo tesouro pós-fixado, com rentabilidade atrelada a algum indicador econômico – geralmente a Selic.

Pelo tesouro híbrido, cuja rentabilidade provém de uma parte fixa e outra variável a um indicador.

Principais diferenças entre previdência privada e tesouro direto

O tesouro direto é muito simples de ser entendido. São três possibilidades e alguns desdobramentos dentro delas, como a variação de taxas no pós-fixado – Selic, IPCA, etc. – e os juros semestrais, entre outros. São basicamente títulos de renda fixa, e, como todo título de renda fixa, há um ganho constante, porém baixo.

Já a previdência privada disponibiliza aos seus investidores uma série de opções de fundos de investimento, que vão desde fundos de renda fixa até fundos multimercados, que englobam renda fixa e variável (como ações, por exemplo). Os fundos de previdência podem incluir também o tesouro direto entre os ativos, não há nada que impeça essa ação.

4 critérios para escolher entre previdência privada ou tesouro direto

  • Taxas de administração

Os fundos de previdência privada possuem taxas administrativas, a depender da corretora ou banco que você escolher, podendo variar de 0% a 2% ao ano. Já a maioria das corretoras não cobra taxa administrativa para o tesouro direto, mas o governo cobra uma pequena taxa de custódia, para manter a plataforma em funcionamento, que é de 0,25% ao ano.

  • Imposto de Renda

Como estamos falando de previdência privada, estamos falando de investimentos em longo prazo. O tesouro direto obedece à tabela do IR de investimentos de renda fixa, sendo de 22,5% dos rendimentos até 180 dias entre a aplicação e o resgate, diminuindo a alíquota de acordo com o aumento do prazo. Acima de 720 dias, a porcentagem do IR é de 15%.

Já na previdência privada, existem duas formas de arrecadação do IR, que acontece por meio da escolha entre dois planos, o VGBL e o PGBL, sendo que:

  1. No VGBL – Vida Gerador de Benefícios Livres -, o Imposto de Renda incide apenas sobre os rendimentos, na hora do resgate.
  1. No PGBL – Plano Gerador de Benefícios Livres -, a base de cálculo do IR ao fim do contrato será sobre o total do dinheiro, ou seja, investimentos mais rendimentos. No entanto, nesse plano, o contribuinte tem a possibilidade de abater todas as contribuições para a previdência no Imposto de Renda para Pessoa Física anual. 
  • Disciplina

Muita gente acha difícil poupar, mas sabe da necessidade de se ter um investimento de longo prazo. A previdência privada incentiva as pessoas a pouparem, já que é preciso realizar um aporte mensal para receber os rendimentos ao fim de um prazo. No tesouro direto, assim como em qualquer outro investimento, não há necessidade de se aportar, mas, sem isso, os rendimentos ficarão bem abaixo do que você deseja.

  • Gestão

Em um fundo de previdência, você conta com um gestor que irá realizar mudanças necessárias de tempos em tempos nos seus ativos, visando sempre ao maior rendimento possível. No tesouro direto, é você quem gerencia seu investimento, e, como ele está vinculado a um prazo, não há possibilidade de mudanças.

Na previdência privada, inclusive, pode-se realizar uma ação de portabilidade, ou seja, mudar toda a sua carteira para um outro fundo ou outra corretora, sem perda de rendimento.

Vantagens de ter previdência privada e tesouro direto

Concluindo, se você se perguntar “qual é o melhor? Previdência privada ou tesouro direto?”, a resposta será: depende de seu perfil de investidor e de seu prazo para investir.

Para garantir uma boa aposentadoria, o mais correto seria aplicar em um bom fundo de previdência privada, que equilibre renda fixa e variável.

Já para um objetivo de curto ou médio prazo o tesouro direto pode ser uma boa aplicação, com basicamente zero riscos e com rendimento maior que a poupança, além de menores taxas administrativas. 

Dúvidas sobre previdência? Acesse www.suaprevidencia.com.br e fique bem informado!

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