Previdência privada ou COE: o que saber para investir certo

Home / Previdência privada ou COE: o que saber para investir certo

Previdência privada ou COE

Reservar uma parte da receita para investimentos é uma boa prática para quem deseja ter mais segurança financeira. Na aposentadoria, quando a pessoa para de trabalhar e passa a depender da remuneração do INSS conforme a contribuição que fez ao longo da vida, essas reservas fazem bastante diferença e garantem um complemento de renda. Há inúmeras opções de investimentos e neste post vamos falar de dois deles: previdência privada ou COE, o que você precisa saber para aplicar em cada um deles.

Mas antes de colocar seu dinheiro em uma previdência privada ou COE (ou em qualquer outro ativo) é importante conhecer as características desses produtos. Siga conosco no texto e aprenda mais sobre eles para poder fazer seus investimentos.

O que é previdência privada

A previdência privada é uma modalidade de investimento a longo prazo que possui basicamente duas fases: acumulação e usufruto. A acumulação é o período em que a pessoa junta recursos em um fundo, deixando render. O usufruto é quando o investidor resgata a verba depositada e seus rendimentos.

O objetivo da previdência privada é ser um complemento de renda na aposentadoria. Ela é um investimento bem democrático porque o aporte inicial pode ser baixo, assim como os depósitos mensais. Há possibilidade também de fazer uma aplicação única na contratação ou depósitos mais espaçados, um ou duas vezes por ano, por exemplo.

Existem dois planos de contratação de previdência privada 1) Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e 2) Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). A principal diferença entre eles é a forma de pagamento de imposto de renda (saiba mais do assunto neste post).

É possível também escolher entre duas modalidades de tributação da previdência privada: progressiva e regressiva (confira mais sobre o pagamento de impostos neste post). Na tributação regressiva a alíquota pode baixar de 35% para 10%, dependendo do tempo que o investimento fica rendendo. É uma porcentagem considerada bastante atrativa para investimentos tributáveis. 

O que é COE?

O Certificado de Operações Estruturadas (COE) é um investimento feito em títulos emitidos por bancos. Trata-se de uma aplicação de médio prazo (geralmente variando entre 2 e 5 anos), que combina renda fixa e variável.

O grande diferencial do COE é a segurança de investir em ativos variáveis, que permitem maior possibilidade de rendimento, porém com a segurança de não perder dinheiro. Você pode aplicar uma quantia e se a variação do período for negativa você retira exatamente o mesmo valor que havia depositado. Mas como isso acontece?

Há duas modalidades de COE: capital protegido e capital em risco. No capital protegido o banco garante ao investidor todo o dinheiro aplicado em caso de variação negativa. Isso é possível porque ao combinar renda fixa e variável o COE se torna um investimento mais seguro.

Além disso, para ter essa vantagem, esses títulos possuem também uma limitação de ganhos. Se o seu contrato considera uma variação máxima de 20%, por exemplo, e seus investimentos renderam 25% no período da aplicação, você só receberá os 20% contratados.

No caso do COE com capital em risco, caso haja variação negativa você pode perder até o limite do valor inicial que investiu, mas não há chance de ficar devendo por conta de queda nos ativos. Essa também é uma segurança oferecida pelos bancos na contratação de COE.

A única maneira de você não ter essas garantias é se precisar resgatar o dinheiro antes do prazo previsto. Se você contratou um COE com prazo de dois anos e quiser retirar o dinheiro um ano antes, por exemplo, esses títulos poderão ser vendidos pelo preço abaixo do esperado.

O COE possui um modelo de tributação regressiva variando com o tempo de investimento, conforme a tabela:

Até 180 dias: 22,5%

De 181 até 360 dias: 20%

De 361 até 720 dias: 17,5%

Acima de 720 dias: 15%

Principais diferenças entre Previdência privada e Certificados de Operações Estruturadas

Na comparação previdência privada ou COE podemos observar basicamente três diferenças: 1) o tempo de investimento e objetivo final da aplicação: 2) o perfil do investidor e o rendimento; e 3) as taxas para cada um deles.

Com relação ao tempo de investimento, a previdência privada é considerada um investimento de longo prazo, enquanto o COE pode ser considerado de médio prazo. E o tempo de investimento influencia no objetivo da aplicação. Com uma previdência a primeira finalidade é o acúmulo para complemento de renda na aposentadoria.

Já no COE, como o resgate acontece em média em até cinco anos, esse dinheiro pode ser reinvestido pensando em aposentadoria ou utilizado para outros objetivos pessoais, como adquirir algum bem.

Na avaliação de perfil de investidor, o COE é indicado para quem não está disposto a correr muitos riscos, enquanto a previdência privada possui opções que vão do baixo risco, passando pelo moderado e chegando ao alto risco. Ter um fundo mais ou menos arrojado de previdência vai depender do investidor no momento da contratação. E com isso o rendimento também varia.

Quanto maior o risco, maiores as possibilidades de ganho. Sendo assim não é possível afirmar que a previdência é mais ou menos rentável que o COE. Essa comparação dependerá do fundo de previdência contratado.

Por fim, com relação às taxas, o COE pode ser um investimento sem taxas. Por ser um produto das instituições financeiras que tem o objetivo de captar recursos de investidores, o COE muitas vezes é isento de taxas para se tornar mais atrativo.

Por outro lado, a previdência privada possui taxa de administração. Alguns planos de previdência possuem também taxas de carregamento (quando são feitos os aportes), outros são isentos desse pagamento (isso dependerá do banco que oferece o plano). 

3 critérios para escolher Previdência privada ou COE

Os critérios para escolher previdência privada ou COE estão relacionados às diferenças que mencionamos no tópico anterior: tempo e perfil de investimento. Se você possui um recurso e pode deixá-lo rendendo por muito tempo, a previdência tende a ser uma opção mais adequada, já que é de longo prazo.

O segundo critério é o risco que o investidor está disposto a correr. Se a ideia é investir num ambiente bastante controlado, tanto o COE quanto a previdência são boas opções (neste último caso basta escolher um plano conservador). Se é possível arriscar mais, a pessoa pode optar por uma previdência privada em um fundo com mais ativos de renda variável e consequentemente mais possibilidades de ganhos.

A quantia a ser investida também devem ser um critério observado. Se você só consegue poupar pequenas quantias mensalmente, a previdência é mais indicada. Por outro lado, se você tem um montante maior para aplicar de uma única vez, o COE pode ser uma opção tanto quanto a previdência.

Vantagens de ter previdência privada e investimentos em Certificados de Operações Estruturadas

Para escolher entre previdência privada ou COE é importante também entender as principais vantagens e desvantagens de cada um desses tipos de investimento. Confira a seguir:

Vantagens da previdência privada:

  • Tributação: poder optar por modelo progressivo ou regressivo e poder restituir parte do investimento no imposto de renda.
  • Portabilidade: possibilidade de migrar seu plano de previdência de uma instituição financeira para outra sem nenhum custo caso você esteja insatisfeito.
  • Ausência de come-cotas: a previdência privada é um investimento isento de come-cotas (nome dado à antecipação da alíquota de Imposto de Renda).
  • Sem inventário: no caso de falecimento do investidor, o valor investido será repassado ao beneficiário indicado na contratação do plano sem a necessidade de declaração em um inventário.

Entre as desvantagens da previdência privada está o fato de ela não ser é garantida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A necessidade de pagamento de taxas também conta pontos contra esse investimento.

Vantagens do COE:

  • Risco controlado: possibilidade de investir em renda variável sem correr o risco de perder o valor inicial ou sem ficar negativo.
  • Sem taxas para realizar o investimento.
  • Modelo regressivo de tributação.

Entre as desvantagens do COE estão:

  • Não possui boa liquidez: você não pode resgatá-lo a qualquer momento, sob pena de perder dinheiro caso não espere o tempo de contratação do título. Por essa razão ele não é indicado para quem não tem reserva de emergência (a recomendação para essa reserva é ter um investimento de alta liquidez no valor de seu custo de vida por seis meses).
  • Não possui garantia do FGC.

Agora que você já entendeu as características da previdência privada e do COE, já decidiu como você vai fazer seu dinheiro render mais? Ainda tem dúvidas sobre previdência? Acesse www.suaprevidencia.com.br e fique bem informado

About Author

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.