Previdência privada é seguro? Confira os pontos essenciais para um investimento de sucesso

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Previdência privada é seguro, de fato? Essa é uma questão relativa. 

Afinal, cada tipo de aplicação possui suas vantagens e desvantagens que, na análise do investidor, deve ser avaliada como arriscada ou não. 

Portanto, para saber se a previdência privada é de fato segura, analise os aspectos inerentes a cada plano, como mostraremos a seguir.

Quais mecanismos garantem que a previdência privada é seguro?

A previdência privada é regida basicamente pelo Susep e pelo Previc, respectivamente para previdências privadas abertas e fechadas. Entender essa diferença é importante principalmente para recorrer aos órgãos certos, caso a empresa na qual está associada declare insolvência ou mesmo falência.

Embora hajam de forma similar, os órgãos possuem administrações e legislações sensivelmente diferentes.

Enquanto o Susep tem sua base entre as próprias seguradoras, o Previc é alinhado diretamente ao Ministério da Fazenda, com suas regras e administrações definidas diretamente pelo governo federal.

As empresas responsáveis pelos ativos não têm acesso direto a suas carteiras. Para colocar de uma forma mais clara, vamos mostrar como funcionam os processos de previdência privada:

  1. o cliente interessado entre em contato com uma empresa de investimentos;
  2. após o contrato assinado, os valores aplicados por todos os associados são feitos conjuntamente, no formato conhecido como condomínio. 
  3. a empresa responsável por esses investimentos aplica no mercado conforme detalhado nos contratos. 
  4. os cotistas recebem os lucros dessas aplicações na carteira em porcentagens relativas à sua aplicação.

Empresas de fundos de investimentos operam com um CNPJ próprio, ao contrário de bancos e instituições que são cobertas pelo FGC.

Por conta disso, há toda uma legislação responsável pelo segmento, com regras ainda mais restritas para garantir a segurança dos clientes.

A importância dos órgãos reguladores é fundamental para garantir a confiança dos investidores.

Para previdências privadas abertas, uma das formas mais simples de buscar as empresas responsáveis é pelo próprio site da Susep, que providencia as empresas autorizadas a oferecer os serviços, como os tipos de produtos também.

Para as previdências privadas fechadas, informe-se dentro da empresa na qual trabalha se a opção dos Fundos de Pensão está disponível, bem como os seus detalhes.

É comum nestes casos que haja uma parceria entre a empresa e o órgão que oferece a alternativa de previdência.

Quais os riscos reais?

Todo investimento tem riscos e vantagens, e cabe aos interessados avaliar essa relação de acordo com seu perfil de investidor.

Sobre os riscos em si, eles estão diretamente relacionados a projeção que os investidores desejam para suas aplicações.

Independente da flutuação do mercado, cabe aos investidores avaliarem esses fatores de risco antes de abrirem suas carteiras, para não serem pegos de surpresa.

Quanto aos riscos em si, alguns deles são melhor explicados abaixo.

Baixa rentabilidade e volatilidade do mercado

Uma das consequências diretas das taxas de administração empregadas pelas instituições pode ser os ganhos muito abaixo do ideal, mesmo com uma análise prévia.

Além disso, as flutuações do mercado podem fazer com que os ganhos fiquem abaixo do esperado. 

Tempo de contribuição

Para quem busca um retorno relativamente rápido, em menos de 10 anos, por exemplo, a previdência privada não é a melhor das opções.

Embora haja uma alta taxa de rendimento, elas pedem que as contribuições sejam relativamente longas, o que, conceitualmente, não se difere de uma previdência tradicional.

Para quem deseja um retorno mais rápido, é mais adequado investir em outras modalidades de investimento.

Valores de Tributação 

Por fim, os tipos de tributação no momento do resgate do seu investimento também podem pesar ao final da contribuição.

Sabemos que há maior flexibilidade aos contribuintes ao retirar esses valores, mas parte da análise antes de começar as aplicações é saber como essas tributações funcionam de fato.

Para a previdência privada, existe dois tipos de tributação.

  • Progressiva: a tributação do IR nesses casos é referente ao valor total do resgate. O limite vai de 0% até 27,7%, a depender do valor retirado.
  • Regressiva: nesses casos, o valor tributado no R relaciona-se com o tempo de contribuição. Logo, quanto mais tempo levar para retirar esse valor, menores serão as taxas em cima do resgate, com o mínimo de 10% após 10 anos.

Tudo isso pode ser evitado com uma boa análise do mercado, com antecedência aos seus ativos. E caso não tenha conhecimento sobre onde procurar, há consultorias especializada para que reduzam os riscos.

Contudo, cabe lembrar que, independente de todos os avisos, as flutuações do mercado não são totalmente previstas. Sendo assim, todo investidor deve estar consciente do quanto quer se arriscar.

Outros benefícios da previdência privada

Se por um lado a previdência privada apresenta seus riscos, por outro ela também garante uma liberdade singular aos contribuintes.

Em primeiro lugar, ela pode ser feita de maneira comunitária ou individual, o que por si só já oferece um panorama do que você deseja no futuro para você e outros cotistas.

Para garantir mais segurança, inclusive como um negócio familiar, se preferir, é possível fazer a compra desses ativos junto a parentes, por exemplo.

As vantagens tributárias, especialmente no imposto de renda, são outro grande benefício da previdência privada. Há um leque maior de opções quanto à maneira de pagar essas tributações, sem infrações às normas estabelecidas.

Essa mesma flexibilidade diz respeito a quanto tempo você deseja deixar o dinheiro aplicado.

A maior parte das empresas responsáveis pelos fundos de investimento não estabelece contratos longevos, o que dá liberdade para definir quando um cliente pode e quer parar com suas aplicações.

A previdência privada vale a pena?

Independentemente dos riscos, que são iguais ou até maiores em outros tipos de investimentos, é fundamental que o interessado saiba como está aplicando seu dinheiro, e como ele quer ser que seja utilizado ao longo dos anos. 

Como a intenção primordial é garantir um futuro sustentável e financeiramente seguro, cabe aos investidores estabelecerem quando e como desejam fazê-lo.

Para tanto, uma análise de mercado é fundamental, e a oferecemos de forma acessível e prática. Entre em contato conosco para saber como.

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