Previdência privada aberta: saiba tudo o que precisa

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A previdência privada aberta é uma boa alternativa à Previdência Social, aquela descontada do salário de todos os assalariados. Primeiramente porque ela pode ser considerada como um tipo de investimento e uma ótima forma de obter ganhos ao longo dos anos. Depois, porque quem tem previdência privada aberta conseguirá garantir uma aposentadoria mais tranquila, financeiramente falando.

Neste artigo falaremos mais sobre a modalidade de previdência privada aberta, quais os seus aspectos essenciais, os fatores de risco e qual o modelo mais adequado para você. Vamos lá!

Aspectos essenciais de uma previdência privada aberta

No Brasil, existem diferentes tipos de previdências. Geralmente quando as pessoas ouvem falar sobre o assunto, a primeira coisa que vem na cabeça é a aposentadoria que é paga pelo INSS (Instituto Nacional de Seguro Social).

Essa é, na realidade, a chamada Previdência Social. Esse sistema está apoiado em um regime financeiro de repartição simples, ou seja, os benefícios são pagos com o dinheiro recolhido de quem está trabalhando.

Nesse modelo, não existe uma conta individualizada, em que você receberá de volta exatamente aquilo que pagou, mas sim uma espécie de “pacto social” entre as diferentes gerações. Ele também é compulsório, ou seja, todas as pessoas que trabalham com carteira assinada (contratos geridos pela CLT, Consolidação das Leis Trabalhistas) e os funcionários estatutários são obrigados a contribuir.

Já a previdência privada é considerada como complementar. Isso significa que ela não é obrigatória, mas as pessoas podem contribuir mensalmente. O intuito é, assim como a Previdência Social, formar uma reserva de dinheiro para a aposentadoria, invalidez ou para o caso de doenças graves.

Existem dois tipos de previdência privada: a fechada e a aberta. A diferença entre elas é, basicamente, a forma como é feita a administração dos fundos e dos benefícios e do público alvo. Veja as diferenças:

  • previdência privada fechada: são os chamados fundos de pensão e são formados por sociedades civis sem fins lucrativos. Essas previdências são criadas por empresas para os seus funcionários com o intuito de complementar a aposentadoria. Somente funcionários da empresa podem participar. Eles escolhem se querem ou não contribuir para o plano e, geralmente, a empresa paga uma parte da contribuição;
  • previdência privada aberta: nesse sistema, os benefícios são administrados por empresas privadas com o intuito de ter lucros. Essas instituições são chamadas de EAPCs (Entidades Abertas de Previdência Complementar). Qualquer pessoa pode participar desse tipo de previdência, independentemente das atividades exercidas ou vínculos profissionais.

Quais as possibilidades da previdência privada aberta?

Uma das vantagens de ter um plano de previdência privada é que, para quem escolhe o PGBL, é possível obter uma dedução de imposto. Existem basicamente dois tipos de planos:

  • Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL);
  • Plano Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL).

Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL)

Nas previdências privadas abertas do tipo PGBL, o principal intuito é a complementação da aposentadoria. Quem optar por esse tipo de previdência fará o depósito mensal (ou periódico) de um determinado valor, efetuando o resgate após um determinado período. Esse resgate pode ser feito por parcelas mensais ou de uma só vez.

Além disso, os PGBLs não possuem um rendimento pré-determinado. Isso porque o dinheiro depositado será aplicado em um Fundo de Investimentos Especial. Esse fundo é gerido por instituições financeiras como bancos e corretoras de valores. O dinheiro que forma esse fundo de investimento será aplicado em diferentes ativos, dependendo das características do plano.

As pessoas que fazem esse plano podem descontar uma parte do valor do Imposto de Renda a ser pago. Esta dedução de impostos está limitada a 12% da renda bruta anual e o desconto é feito sobre os rendimentos tributáveis do período.

É importante mencionar ainda que essa medida não se trata de uma isenção fiscal. Isso porque o imposto será recolhido quando o resgate do benefício for feito. Ela é apenas uma forma de estimular o acúmulo de capital na previdência.

Plano Vida Gerador de Benefícios Livre (VGBL)

Já para a previdência privada aberta do tipo VGBL, o principal intuito é, além da complementação da aposentadoria, também ter um seguro de vida. O resgate pode ser feito da mesma forma que os PGBL, mensalmente ou em uma única vez.

Em termos de tributação, o titular da previdência não terá nenhum tipo de desconto de impostos durante o período de acúmulo de capital, como ocorre com o PGBL. Entretanto, esse valor será descontado no momento do resgate do dinheiro. O Imposto de Renda incidirá exclusivamente sobre os rendimentos.

Os fatores de risco

Na hora de contratar o seu plano de previdência, é importante ficar atento a diversos fatores, já que alguns deles podem fazer com você escolha um plano de previdência privada aberta que não seja tão vantajoso. Veja a seguir quais são esses fatores:

  • taxa de carregamento: ela irá reter uma parte do seu dinheiro quando você efetuar o depósito;
  • taxa de administração: cobrada pelas empresas que administram os planos de previdência;
  • tributação: alguns planos possuem altas taxas de contribuição de Imposto de Renda, que dependem de quanto tempo você deixará o seu dinheiro na previdência. Quanto maior o tempo, menor a porcentagem de imposto paga;
  • rentabilidade: cada administradora oferecerá diferentes rentabilidades para o seu plano de previdência.

Escolha o modelo de previdência mais adequado para você

Na hora de escolher o melhor modelo de previdência para você, é imprescindível analisar todas as vantagens e desvantagens de cada um deles. A Previdência Social provavelmente não será suficiente para que você mantenha o padrão de vida durante a aposentadoria.

Já alguns planos de previdência têm taxas altas e baixa rentabilidade, ou seja, você pode acabar perdendo dinheiro ao invés de ganhar. Por outro lado, tenha certeza de que você não irá precisar do dinheiro antes do término do plano de previdência escolhido. Caso contrário, você vai acabar pagando mais caro pela retirada antecipada ou — pior — pode não conseguir efetuar o saque.

Continue acompanhando o blog Sua Previdência Privada para mais dicas de como escolher a melhor previdência.

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