Previdência Complementar: mais tranquilidade na aposentadoria

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O brasileiro não está financeiramente preparado para a aposentadoria. É isso que mostra uma pesquisa divulgada em 2019 realizada pelo SPC Brasil e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o Banco Central, que aponta que seis entre dez brasileiros não estão preparados para quando o momento da aposentadoria chegar. Você faz parte desta estatística?

Entenda como se planejar para o futuro de uma maneira que não comprometa a renda mensal, por meio da Previdência Complementar.

Previdência complementar: para que serve?

A previdência complementar é caracterizada como um complemento aos valores recebidos pela Previdência Social, sendo facultativa e de responsabilidade do próprio contribuinte. Ela serve como uma reserva que é acumulada ao longo dos anos para ser utilizada de forma planejada, como durante a aposentadoria.

O plano faz parte do Regime de Previdência Complementar como uma Previdência Privada Aberta. O objetivo é que as contribuições, feitas às instituições financeiras que comercializam os planos, tenham incidência em rendimentos e sirvam como um investimento a longo prazo.

Há, ainda, outro tipo de Regime de Previdência Complementar chamado Fundo de Pensão, que são as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) que atuam em formato de Sociedades Civis ou Fundações. Nesse, empresas, patrocinadores e empregados contribuem para formar uma reserva para uso desses colaboradores futuramente, sendo este o único objetivo, sem fins lucrativos. 

Então, previdência complementar e previdência privada são a mesma coisa?

Sim, previdência complementar e privada são a mesma coisa, são dois nomes para o mesmo produto. Os planos de previdência privada têm o objetivo de ser uma renda complementar à aposentadoria ou até mesmo para outros tipos de uso, contanto que seja a longo prazo. 

Existem dois modelos de planos de previdência privada disponíveis no mercado: PGBL e VGBL. As principais diferenças entre os dois diz respeito à tributação, já que o PGBL permite dedução de até 12% da renda tributável para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda, e é de fato uma previdência complementar, enquanto o VGBL é indicado para quem faz a declaração simplificada e não permite abatimento, mas atua como um tipo de seguro de vida.

Previdência complementar x Previdência Social

Uma das principais diferenças entre os tipos de previdência é sua origem: um é disponibilizado pelos órgãos públicos enquanto o outro vem de instituições privadas.

A Previdência Social é gerenciada pelo Ministério da Previdência Social e pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Para ter direito à aposentadoria e outros benefícios sociais, é preciso cumprir alguns requisitos básicos que são estipulados pelo governo federal, e esses requisitos podem ser alterados conforme a necessidade, pois estão diretamente ligados à arrecadação.

Atualmente, a contribuição social de um empregado vai para uma reserva que paga o benefício de todos que estão aposentados naquele mesmo período. Ou seja, a origem da verba da aposentadoria vem de uma reserva geral em que os valores são distribuídos entre os beneficiados. 

Têm direito à Previdência Social aposentados por tempo de serviço, idade ou incapacidade permanente, além dos que necessitam de outros benefícios, como salário-maternidade, auxílio-doença ou pensão por morte, mas para isso é preciso que tenham contribuído para a previdência de modo autônomo ou através das contribuições mensais descontadas do empregado CLT.

Já na previdência complementar, é preciso que o beneficiário contrate um plano em alguma instituição financeira e faça aportes, seja único ou mensais, para formar a sua própria reserva com adicional dos rendimentos conforme categoria escolhida. 

Não há obrigatoriedade de contribuição, nem de tempo nem de valores, sendo o contratante do plano o único responsável por isso. Também é possível escolher o tipo de resgate, se vai ser feito de uma vez ou mensalmente, ou ainda se será deixado aos herdeiros. O principal objetivo da previdência complementar é, como o nome sugere, ser um complemento aos valores recebidos da Previdência Social, garantindo a qualidade de vida e padrões financeiros de quando era um trabalhador ativo.

Planeje a sua aposentadoria

Este assunto requer planejamento prévio e isso não quer dizer antecedência de dois ou três anos, já que a previdência complementar é um investimento de longo prazo.

Quando começar?

Qualquer um em qualquer momento da vida pode contratar um plano de previdência complementar, seja um jovem que acabou de entrar no mercado de trabalho, um empreendedor de 35 anos ou os pais de um recém-nascido que querem planejar os gastos para a formação superior de seu filho. 

É preciso saber qual a média de valor que se deseja acumular, quando será feito o resgate e, então calcular o valor e o tempo necessário para fazer os aportes únicos ou mensais para que o objetivo seja alcançado. Dessa forma, será possível saber qual o melhor momento para começar.

Por onde começar?

Primeiro é preciso entender como a previdência complementar atua e suas possibilidades dentro de sua realidade. Para isso você pode acessar nossos materiais de apoio com muita informação. Com isso, será possível analisar qual o melhor modelo, PGBL ou VGBL, com base em sua declaração de Imposto de Renda e qual a melhor forma de tributação para o seu caso, considerando as possibilidades das tabelas progressiva e regressiva.

Após analisar todas as informações, o cliente estará pronto para começar seu plano de previdência.

Quer mais informações sobre previdência privada? Confira nossos conteúdos e fique por dentro das novidades do mercado.

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