Fundos de previdência privada: o que são e como investir

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Fundos de previdência privada

Os fundos de previdência privada representam algumas das melhores opções para quem busca uma aposentadoria financeiramente tranquila. Eles funcionam como fundos de investimentos em que o investidor faz um aporte inicial e vai acumulando dinheiro com a realização de novos aportes e pela própria valorização do fundo – que é gerido por uma instituição financeira justamente com o intuito de aumentar o valor do fundo. Após a Reforma de Previdência que entrou em efeito em 2019 e alterou muitas das regras para aposentar-se pelo INSS, os fundos de previdência privada tornaram-se ainda mais atraentes para o trabalhador brasileiro.

O que são fundos de previdência privada

Os fundos de previdência privada são aplicações que estão disponíveis para qualquer tipo de investidor. A possibilidade de acumular recursos de forma segura e contando com uma gestão especializada faz com que este seja o investimento ideal para:

– Complementar a aposentadoria do INSS, caso o trabalhador tenha carteira assinada e contribua mensalmente;
– Seja a fonte de renda da própria aposentadoria, caso o trabalhador não contribua com o INSS;
– Funcionar como uma fonte de segurança financeira para emergências ou para cumprir um objetivo, como comprar uma casa ou um automóvel.


Os planos de previdência privada são oferecidos por instituições financeiras como bancos e seguradoras e cada um desses planos possui sua própria estratégia de valorização – que pode ser conservadora (menos riscos) ou arrojada (mais riscos)
– e exige um aporte inicial para que o investidor entre para o fundo. Esse aporte inicial é variável, assim como a exigência ou não de novos aportes mensais.

A instituição financeira escolhida aplica o dinheiro em um fundo de investimentos (há vários tipos disponíveis) para que ele siga valorizando. Após um período que é definido em contrato, o investidor tem o direito de receber o dinheiro acumulado – tudo de uma vez ou na forma de renda mensal, e isso também é definido no contrato.

Assim, existem basicamente duas fases em qualquer previdência privada:
1. Acumulação de capital
2. Usufruto do capital


Como funcionam os fundos de previdência privada

Os fundos de previdência privada são divididos em duas categorias de planos:

PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) 🡪 Nesta opção, os novos aportes que o investidor faz no fundo ao longo do ano podem ser abatidos no Imposto de Renda (no máximo 12% da renda total). Ao fim do plano, quando o dinheiro pode ser usufruído, a taxação do IR é calculada e incidida em cima de todo o valor acumulado.

VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) 🡪 Esta opção não permite o abatimento dos aportes na declaração anual do Imposto de Renda. Ao fim do plano, porém, a taxação do IR é calculada e incide somente sobre o rendimento do fundo, e não o valor total.

Ao contratar um plano, o investidor deve optar pelo regime de tributação regressivo ou progressivo. No regime regressivo, a alíquota de abatimento do IR é reduzida à medida que o dinheiro fica aplicado por mais tempo. No regime progressivo, a alíquota de abatimento do IR aumenta de acordo com o valor que será sacado mensalmente durante o usufruto do capital.

Além da tributação do IR, as instituições privadas que oferecem os fundos de previdência privada também exigem suas próprias taxas – e essas variam de empresa para empresa. As mais comuns são a Taxa de Administração e a Taxa de Carregamento, mas podem haver outras, como de Entrada e de Saída. O investidor precisa ficar especialmente atento a essas taxas para escolher a previdência privada que irá lhe trazer maior rendimento.

Como investir em fundos de previdência privada

Os fundos de previdência privada são investimentos que visam o longo prazo. Para funcionar corretamente, o dinheiro deve ficar aplicado por um longo período – anos ou, de preferência, décadas. A realização de novos e constantes aportes após o aporte inicial também é recomendável para que os recursos sigam crescendo e oferecem tranquilidade financeira no futuro.

O primeiro passo para quem deseja fazer um plano de previdência é compilar e comparar os planos disponíveis no mercado. Avalie a exigência do aporte inicial e as taxas que cada instituição cobra. Escolha entre o plano PGBL ou VGBL de acordo com seus rendimentos e a forma como declara o Imposto de Renda. Selecione ainda o regime de tributação de acordo com o que será melhor para suas economias. Observados esses quesitos, contrate seu plano de preferência.


Vale a pena investir em fundos de previdência privada

Feita com planejamento e disciplina, a previdência privada pode significar a futura independência financeira do trabalhador. Escolher um plano que irá investir o dinheiro em um fundo de investimentos com lucros constantes e confiáveis é uma boa forma de garantir o acúmulo de capital. Um fundo com taxas excessivas e injustificadas, por outro lado, pode diluir todo um rendimento que parecia promissor.

O ideal é visualizar o que você deseja para daqui a 10, 15 ou 20 anos e ir realizando aportes constantes. Se, após um tempo, você perceber que há outros fundos de previdência privada rendendo mais, não tem problema: os bancos são legalmente obrigados a lhe garantir a portabilidade do seu dinheiro. Assim, você pode transferir o dinheiro para outro fundo ou até mesmo aplicá-lo em outra opção de investimento.

Dúvidas sobre previdência privada? Acesse o site Sua Previdência e fique bem informado!

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