Finanças comportamentais: o que são e quais seus efeitos na vida

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Quando o assunto é dinheiro, a regra deveria ser tomar decisões de maneira racional, mas as finanças comportamentais mostram que nem sempre é assim. Aliás, já parou para pensar como as questões emocionais interferem nas escolhas financeiras que você faz? Muitas delas sequer são percebidas, mas geram grande impacto.

Para entender melhor o assunto e descobrir como fugir dessas armadilhas, siga na leitura deste artigo. Conhecer o conceito das finanças comportamentais vai te ajudar a ser mais racional no controle do seu dinheiro.

O que são finanças comportamentais?

As finanças comportamentais são um campo de estudo que busca compreender as decisões que o indivíduo toma sobre como gasta o seu próprio dinheiro. Trata-se de um ponto de encontro entre os campos da Psicologia e da Economia, em que teorias cognitivas são postas ao lado de análise comportamentais.

A área começou verdadeiramente a avançar a partir da década de 1970, com base em dois importantes trabalhos. O primeiro, dos psicólogos Daniel Kahneman e Amos Tversky, deu origem à chamada Teoria da Perspectiva, que questiona a racionalidade dos investidores trazida pelas teorias clássicas.

O segundo trabalho é do economista Richard Thaler, publicado em 1980. Nele, o autor também aborda anomalias não explicadas pelas teorias anteriores. Uma das questões centrais era a incapacidade tida até então em abordar padrões que não se encaixavam no comportamento que seria economicamente racional.

Funcionamento das finanças comportamentais

A mente pode ser mesmo traiçoeira. Afinal, o lógico seria que as pessoas sempre fizessem escolhas financeiras que as beneficiassem. Porém, há momentos em que a irracionalidade toma o controle das ações. Um dos principais focos da área de finanças comportamentais é justamente entender esses equívocos.

Para isso, são utilizadas duas categorias principais: a de heurísticas e a de vieses. O primeiro grupo representa atalhos que o cérebro cria para que as decisões sejam tomadas de forma mais rápida.

Ainda que as heurísticas possam ser positivas no dia a dia, elas também podem acabar levando a decisões equivocadas por simplificar demais o raciocínio.

Já o segundo está relacionado a padrões equivocados de julgamento. Essa categoria é tão importante para entender as finanças comportamentais, que vamos fazer uma análise mais detalhada a seguir.

Os vieses nas finanças comportamentais

Ao falarmos de investimentos, uma decisão enviesada ou tomada de forma automática pode acabar com a sua rentabilidade e até mesmo fazer com que você perca dinheiro. Os vieses abaixo descrevem situações exatas em que isso acontece.

Viés da ancoragem

O viés de ancoragem mostra como a tomada de decisão pode ser influenciada pela exposição a informações prévias, ainda que a sua relevância seja pequena ou nula.

Uma situação comum é desconsiderar o orçamento definido para comprar uma televisão nova ao ver uma promoção anunciada como imperdível, mesmo que ela não se encaixe nas características procuradas.

Entre os investidores, é comum encontrar aquele que decide se ancorar no valor de compra de um papel para tomar a decisão futura sobre continuar com a aplicação ou não — ainda que isso signifique esperar por uma recuperação que não parece possível.

Viés da confirmação

Esse é o tipo de viés que todo mundo já praticou: buscar informações e interpretações que confirmem as suas opiniões e decisões, deixando de lado questionamentos e visões contrárias. Isso acontece quando, por exemplo, você admira uma empresa e decide comprar ações ligadas a ela sem considerar os dados de mercado, ignorando todos os alertas.

Viés do comportamento de manada

O comportamento de manada, como o próprio nome sugere, é a tendência de seguir a maioria, optando sempre pelos consensos.

Mesmo que esse raciocínio possa fazer sentido em algumas situações, ele é extremamente perigoso. Pense na caderneta de poupança: ela ainda é a opção mais conhecida e adotada pelos brasileiros, o que não significa que é a melhor em termos de rendimento.

Viés da falácia do apostador

O viés da falácia do apostador tem origem na falha em entender a interdependência de acontecimentos e qual é a probabilidade de que eles voltem a ocorrer.

Se uma moeda for jogada para cima, a chance de dar cara é de 50%, assim como a de dar coroa. Se por quatro vezes seguidas der cara, isso não significa que existe uma chance maior de dar coroa da próxima vez – por mais que a sensação possa ser a contrária.

Agora, imagine o que isso representa quando falamos de alguém que está de olho na bolsa de valores diariamente.

Como ser mais racional nas finanças?

A principal forma de evitar todas essas armadilhas é manter um bom planejamento das finanças, que evite deixar margem para decisões tomadas de forma irracional.

Pense sempre nas questões objetivas relacionadas às suas resoluções, especialmente no que diz respeito aos benefícios de optar por uma escolha ou outra.

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