Estresse financeiro: as melhores dicas para se livrar desse problema

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Felicidade e estresse. Duas faces da mesma moeda quando o assunto é a relação dos brasileiros com o dinheiro (com o perdão do trocadilho!). Se por um lado, ele auxilia na realização de sonhos e traz mais qualidade de vida; por outro, o dinheiro também pode ser causador de uma das doenças mais comuns nos dias de hoje: o estresse, nesse contexto chamado de “estresse financeiro”.  

Vários estudos científicos explicam como dinheiro traz felicidade, contrariando a máxima do senso comum (veja os detalhes neste post). Mas quando a pessoa não tem uma boa relação com ele, especialmente quando tem dificuldades de administrá-lo e há falta dele, o dinheiro afeta negativamente a saúde e gera estresse financeiro. 

Uma pesquisa realizada pela gestora de ativos global BlackRock sobre o sentimento e as atitudes das pessoas em relação aos investimentos mostra que para 56% dos entrevistados o dinheiro é a principal fonte de estresse, superando saúde, família e trabalho.

Mas antes de falar sobre dinheiro, vamos entender melhor o estresse. O estresse é reação natural do corpo em situações de perigo e em certa medida pode ser benéfico. Ele aumenta os níveis de um hormônio chamado cortisol na corrente sanguínea. 

De acordo com estudos do neurocientista e professor da Universidade Rockefeller, em Nova York, Bruce McEwen, o estresse nos deixa prontos para tomar decisões com mais rapidez e guardar informações que podem ser decisivas para encarar desafios e perigos. 

A capacidade de agir rápido em situações estressantes está relacionada com a evolução do ser humano. Nossos antepassados que tiveram capacidade de tomar as melhores decisões em cenários adversos foram os que sobreviveram. 

O problema é que se encaramos situações difíceis com muita frequência, o aumento de cortisol no sangue pode afetar a mente e levar a doenças como o estresse. Várias podem ser as causas para isso, entre elas muitas de origem financeira. 

Conheça as causas do estresse financeiro

O estresse financeiro é uma doença causada por preocupações excessivas com dinheiro (ou com a falta dele). O estresse prejudicial à saúde se manifesta por meio de diversos sintomas e é importante estar atento a eles. 

Sentimentos como ansiedade, angústia, nervosismo, irritação, impaciência e dificuldades em tomar decisões são característicos de estresse. Há também sintomas físicos como tontura, dificuldade de concentração e falta de memória, dificuldades para dormir, queda de cabelo, insônia, dores musculares, entre outros. 

As causas do estresse financeiro podem ser bastante variadas. Instabilidades, de maneira geral, como momentos de crise da economia, são fatores que geram muita preocupação que pode evoluir para um quadro de estresse. 

Outra motivação comum para o estresse financeiro é o medo de perder o emprego ou de perder clientes no caso de profissionais autônomos, empresários e empreendedores. A possibilidade de ficar sem renda faz com que as pessoas tenham ansiedade pensando em como se manter, como pagar as contas e como manter o mesmo estilo de vida sem a mesma receita. 

Quem possui dinheiro em aplicações também pode ter estresse financeiro pelo medo de perder renda. Isso é mais comum nos investimentos de maior risco, como Bolsa de Valores, e para pessoas quem têm dificuldade em lidar com a variação dos índices. 

O medo de envelhecimento e também de não estar preparado para viver bem na aposentadoria é mais um fator de estresse financeiro. É comum ter mais gastos durante a terceira idade, especialmente com itens de saúde como remédios e consultas médicas, e muitas pessoas se preocupam excessivamente com esse cenário, chegando a um quadro de estresse.  

A incapacidade de realizar sonhos ou adquirir bens por não ter dinheiro suficiente também é motivo de estresse financeiro. Não conseguir fazer o que deseja gera frustração que, em doses muito altas, evolui para doenças emocionais. 

Mas provavelmente a maior causa do estresse financeiro são as dívidas acumuladas. Ter contas a pagar e não ter recursos para honrar seus compromissos é uma situação que afeta significativamente a saúde da maioria das pessoas que passam por isso. 

Essa é a realidade de milhões de brasileiros: segundo o mais recente dado do Serasa, 63,8 milhões de brasileiros estão inadimplentes, ou seja, não conseguem pagar suas dívidas. Isso não significa que todas elas desenvolverão estresse financeiro, mas certamente elas terão mais probabilidade do que quem não está nessa situação. 

Quem está mais propenso ao estresse financeiro

O primeiro fator que deixa uma pessoa mais propensa ao estresse financeiro é a falta de educação financeira. A habilidade de administrar seu próprio dinheiro pode perfeitamente ser aprendida e desenvolvê-la é uma forma de “prevenção” contra o estresse na medida em que a pessoa tem menos chances de contrair dívidas e mais condições de se preparar para situações como a perda do emprego.  

Mas a educação financeira é uma disciplina pouco frequente entre os brasileiros (prova disso são os números de inadimplentes no país) e mesmo quem tem mais escolaridade não é isento de ter problemas que podem levar ao estresse financeiro. De acordo com um estudo feito pelo Serasa Experian em parceria com o Ibope, o comportamento financeiro dos brasileiros com renda acima de cinco salários mínimos não é melhor do que os dos demais brasileiros.  

A falta educação financeira se manifesta de diferente formas. Quem não tem controle de suas finanças pessoais e gasta mais do que ganha por mês mostra que não desenvolveu essa habilidade e está mais propenso a ter estresse. Usar cheque especial com frequência, precisar parcelar a fatura do cartão de crédito e pedir muitos empréstimos são sinais de alerta. Pessoas que não possuem reserva de emergência, ou seja, um dinheiro guardado para momentos de instabilidade e imprevistos, também têm maiores chances de ter estresse financeiro. 

E mesmo pessoas com muita organização nas contas pessoais podem ter problemas de ansiedade relacionados ao dinheiro. Neste caso, a propensão se dá pela própria personalidade da pessoa, que tem dificuldade de lidar com situações difíceis. Para essas pessoas, a perda do emprego, mesmo que elas provavelmente consigam se recolocar no mercado com facilidade, pode ser motivo de muito estresse.  

O estresse financeiro gera queda de produtividade nas atividades profissionais. Usar o horário de trabalho para pensar em como resolver seus problemas financeiros e ter mais erros ao executar as tarefas por perda de atenção são indicadores de que a preocupação com seu dinheiro não está em um nível saudável. 

Dicas para lidar com o estresse financeiro

Mais do que uma simples preocupação, o estresse financeiro é uma doença e em muitos casos é necessário ajuda profissional de um psicólogo, psicanalista ou psiquiatra. Mas para lidar com ele quando ainda não está num grau muito avançado e evitar que ele se desenvolva e atrapalhe sua saúde é possível tomar vários cuidados. 

A primeira dica é buscar autoconhecimento para situações de estresse em geral. Como você costuma reagir em situações difíceis? Você tende a se preocupar muito mesmo com pequenos imprevistos? Qual o seu mindset, da abundância ou da escassez? Você tem mindset financeiro fixo ou de crescimento (entenda esses conceitos no post)? Conheça a sua mente e comece a trabalhá-la para lidar melhor com o estresse. 

Conhecendo seu perfil, evite situações que lhe causam ansiedade. Se você tem muita dificuldade de lidar com perdas, especialmente no curto prazo, não invista em bolsa de valores, por exemplo. Procure aplicações mais adequadas ao perfil conservador-moderado. 

Também não tenha investimentos de alto risco se você precisar do dinheiro em pouco tempo. Numa situação hipotética, uma pessoa resolve aplicar os recursos que seriam utilizados para pagar uma dívida na bolsa de valores com a expectativa de altos rendimentos no curto prazo. Porém, nesse período, a economia passa por uma crise causada por algum fator externo, como fenômeno climático ou doença, e a pessoa acaba perdendo o dinheiro sem ter tempo de recuperá-lo na data prevista de saque para pagamento da conta.

Imagine o estresse financeiro pelo qual essa pessoa irá passar, mesmo que ela saiba lidar bem com situações adversas em geral. Neste exemplo o estresse foi gerado muito mais pela imprudência da pessoa do que pela instabilidade do mercado.

Outra dica muito importante para diminuir o estresse é: controle suas finanças. Não gaste mais do que você ganha e fuja da desorganização financeira. Planejar suas contas e ter uma reserva de emergência irá lhe ajudar a diminuir o estresse. 

Com um bom dinheiro guardado você terá menos medo de passar por situações de crise e menos ansiedade pensando em como se manter caso você perca receita mensal, como emprego ou clientes da empresa (para mais dicas sobre organização financeira confira este post). 

Por fim, planeje-se e tenha sempre que possível um plano B. Não considere que você será sempre saudável, tenha um plano de saúde. Organize-se para contratar um seguro de vida e um seguro para seus bens como carro e casa. Esse tipo de investimento também diminui o medo de instabilidades que causa estresse. Tenha um planejamento para a aposentadoria e invista para ter uma renda extra nesse período, para não precisar depender exclusivamente da previdência social. 

Gostou das dicas deste post? Tem outras dicas para diminuir o desenvolvimento de estresse financeiro? Deixe sua contribuição nos comentários do post. 

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