Educação financeira nas escolas: entenda a importância para os negócios

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Educação financeira nas escolas

Uma das maiores preocupações de um pai é garantir o futuro dos seus filhos. Não é à toa que muitos se esforçam a vida inteira para construir o seu próprio negócio, a fim de passá-lo como herança e ser uma garantia aos descendentes.

Porém, mesmo que seus filhos se formem em uma das melhores faculdades do país para tomar a frente dos seus negócios, será que eles estarão preparados em tão pouco tempo?

O ideal é que este assunto seja abordado com os filhos ainda pequenos, mas como fazer isso de forma correta e ensinar sobre dinheiro? Muitas vezes os pais deixam para depois, até porque não estão acostumados a terem este tipo de conversa em família.

Então, que tal se as escolas dividirem essa responsabilidade com você, por meio da educação financeira em sala de aula? Confira!

O que é uma educação financeira?

Segundo os princípios e as recomendações da OCDE de 2005, educação financeira é o processo mediante o qual os indivíduos e as sociedades melhoram a sua compreensão em relação aos conceitos e produtos financeiros, de maneira que, com informação, formação e orientação, possam desenvolver os valores e as competências necessárias para se tornarem mais conscientes das oportunidades e riscos neles envolvidos.

Tudo isso para poderem fazer escolhas bem informadas, saber onde procurar ajuda e adotar outras ações que melhorem o seu bem-estar. Assim, podem contribuir de modo mais consistente para a formação de indivíduos e sociedades responsáveis, comprometidos com o futuro.

O que nos leva a dois pontos:

1) População com alto índice de problemas financeiros

Você sabia que mais de 40% da população não tem educação financeira? Um dos grandes motivos diz respeito exatamente a problemas financeiros. Cada vez os adultos têm mais dificuldade em pagar suas contas em dia, e isso fica claro analisando a tabela de inadimplência de 2019 do Serasa:

Viu só? Analise as duas tabelas liberadas pelo Serasa e note que existe uma pequena margem de diferença entre os inadimplentes de 18 a 25 anos e os de maior porcentagem — de 48,4%.

O mais preocupante é que esses jovens acabaram de se formar na escola, ou seja, se formaram sem nenhuma base de educação financeira e, devido a isso, não conseguiram vida financeira saudável.

2) Consumismo desenfreado

Garantia estendida, vendas a prazo e muito mais. As armadilhas da sociedade de consumo, que levam ao consumismo desenfreado, podem ser claramente abordadas em uma sala de aula, ensinando o aluno a ter comprometimento com sua renda e saúde financeira.

Educação financeira nas escolas se tornou obrigatória?

De acordo com as determinações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o ensino dessa competência se tornou obrigatório no Ensino Infantil e no Fundamental a partir de 2020.

O Conselho Nacional de Educação, homologado pelo MEC, informou que as redes de ensino públicas ou particulares já deveriam estar adaptadas neste ano.

Por que a educação financeira nas escolas é importante?

Como já foi informado, mais de 40% da população adulta tem contas atrasadas, e isso nos leva a uma conclusão preocupante: a sociedade formou adultos com pouca (ou nenhuma) base para cuidar de sua vida financeira.

Sendo assim, este cenário precisa mudar! A educação financeira nas escolas traz essa premissa. Além disso, garante uma padronização de conhecimento, ou seja, todos terão acesso e isso influencia (e muito) num futuro próximo.

Qual é o papel que as instituições de ensino terão no assunto?

Além das matérias obrigatórias, será papel da instituição formar cidadãos capazes de investir no futuro e planejá-lo.

Dessa forma, é possível expandir valores pessoais em relação à educação financeira desde os primeiros anos da vida escolar.

O que é a BNCC?

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica.

Conforme definido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº 9.394/1996), a Base deve nortear os currículos dos sistemas e redes de ensino das Unidades Federativas, como também as propostas pedagógicas de todas as escolas públicas e privadas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, em todo o Brasil.

Reflexo na sociedade

Como isso pode refletir nas famílias?

Além de ensinar aos estudantes como pesar seus gastos a curto e médio prazo, existem reflexos quase imediatos. Ensinamentos sobre assuntos cotidianos são normalmente levados para casa pelos alunos, ou seja, os jovens também se tornarão um canal para conscientizar pais e responsáveis com dicas de como evitar um estresse financeiro.

A educação financeira nas escolas possibilitará aos filhos uma visão sobre as finanças da família, ajudando os pais a enxergarem os cenários de quando devem poupar dinheiro ou investir.

E para as instituições financeiras?

Com o atual cenário de inadimplência, a liberação de crédito para jovens que acabam de completar a maioridade se torna cada vez mais preocupante.

As financeiras já perceberam que, quanto mais cedo um indivíduo aprende sobre a lógica por trás das finanças pessoais, melhor será o preparo para quando se tornar economicamente ativo. Assim, espera-se que o número de inadimplentes caia drasticamente com a implantação da educação financeira nas escolas.

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