Dinheiro e felicidade: descubra como resolver essa equação

Home / Dinheiro e felicidade: descubra como resolver essa equação

É possível conciliar dinheiro e felicidade? Afinal, é necessário ter um deles para alcançar o outro? Essas são dúvidas comuns quando falamos da relação entre esses dois fatores.

Apesar da complexidade dessa equação, saiba que é possível conjugar esses dois elementos  — desde que você saiba gastar o dinheiro e de que não deposite toda a felicidade nele. 

Ficou curioso? Neste artigo, pontuamos o que dizem alguns estudos científicos na área e dicas para encontrar o equilíbrio entre dinheiro e felicidade. Acompanhe.

Tem como conjugar dinheiro e felicidade? 

Apesar de ser um desafio na prática, conjugar dinheiro e felicidade é possível. Mas, antes de entender a relação entre eles, é preciso compreender o que de fato significa felicidade.

Dito de forma breve, o conceito de felicidade pode ser traduzido como um estado emocional positivo, em que o indivíduo vive com bem-estar, prazer, motivação e sentimento de sucesso. 

Até aqui, tudo bem. Vamos acrescentar o dinheiro nesse cenário. Aí, a equação fica mais complexa. Não à toa, a relação entre esses dois elementos é alvo de inúmeros estudos científicos.

De maneira geral, se entende que dinheiro e felicidade estão, sim, relacionados. Mas há ressalvas: o dinheiro não é suficiente para que o indivíduo seja realmente feliz. Assim, conjugar os dois fatores com equilíbrio é imprescindível, o que significa não depositar a felicidade inteiramente na renda.

Afinal, outros fatores além do dinheiro (como comportamento, saúde e relacionamentos, por exemplo) são essenciais para o bem-estar emocional.

Dinheiro e felicidade são excludentes?

Provavelmente você já ouviu a seguinte pergunta: “Dinheiro compra felicidade?”. Bem, o dinheiro, de forma isolada, não é suficiente para trazer felicidade. Mas isso não significa que esses dois fatores sejam excludentes. Na verdade, podem caminhar juntos.

Um importante estudo que analisa a relação entre renda e bem-estar emocional chega a um número interessante para a resposta. Com autoria de Angus Deaton e Daniel Kahneman, ambos ganhadores do Prêmio Nobel de Economia, a pesquisa indica, a partir de inúmeros questionários, uma renda familiar exata que está relacionada à felicidade: 75 mil dólares por ano.

Segundo os pesquisadores, a partir dessa renda, nenhum progresso significativo em termos de bem-estar é alcançado. Nesse caso, outros fatores, como circunstâncias de vida, pesam mais. Apesar disso, Deaton e Kahneman pontuam que a baixa renda exacerba a dor emocional associada a infortúnios, como divórcio e problemas de saúde.

Em outras palavras, quer dizer que, mesmo que dinheiro não seja suficiente para comprar felicidade, a falta dele prejudica o bem-estar. “Concluímos que alta renda compra satisfação com a vida, mas não a felicidade, e que a baixa renda está associada à baixa avaliação da vida e ao baixo bem-estar emocional”, refletem os autores do estudo.

Como alcançar a harmonia entre dinheiro e felicidade

Depois de refletir sobre o vínculo entre dinheiro e felicidade, vamos à prática: como encontrar o equilíbrio entre os dois? A seguir, confira três dicas para fazer essa relação dar certo.

1. Use o seu dinheiro para comprar experiências

Para tentar aliar dinheiro e felicidade, talvez valha a pena prestar atenção a uma dica do livro Happy Money: The Science of Happier Spending (Simon and Schuster, 2013). Nele, Elizabeth Dunn e Michael Norton pontuam que bens materiais geram menos bem-estar do que experiências.

Em um artigo para o jornal Correio Braziliense, Ricardo Teixeira, neurologista e diretor clínico do Instituto do Cérebro de Brasília, compartilha dessa visão. 

“Experiências que reforcem as relações de amizade, que promovam o crescimento pessoal, que contribuam para a comunidade onde se vive, pequenos prazeres como uma massagem, flores para a pessoa querida, tudo isso pode dar mais barato do que uma nova mega-TV ou um turbo-super-carro”, diz o especialista.

2. Gaste com familiares e amigos

Outra sugestão para conjugar dinheiro e felicidade se encontra em um estudo dos mesmos autores publicado na revista Science, em 2008. Nele, os pesquisadores sugerem que a maneira como as pessoas gastam o dinheiro é tão importante quanto o montante que elas ganham.

“Participantes que foram designados aleatoriamente a gastar dinheiro com outras pessoas experimentaram maior felicidade do que aqueles designados a gastar dinheiro com eles mesmos”, concluem os autores.

Então, a dica é gastar com amigos e familiares  — atitude que pode ser conciliada com a boa prática de comprar experiências. Além disso, contribuir para causas sociais é outra forma de não usar o seu dinheiro só para si mesmo. 

3. Compre tempo

Outra recomendação de Dunn e Norton no livro Happy Money é a de terceirizar tarefas das quais você não gosta para ter mais tempo para curtir as suas verdadeiras paixões. Trata-se de uma forma direta de obter mais felicidade, já que você vai se envolver com atividades que fazem bem.

Assim, analise a sua rotina e identifique as atividades que comprometem a sua felicidade. Dessa forma, é possível encontrar o equilíbrio para gastar bem o dinheiro e usar o tempo para alcançar o bem-estar fazendo o que você gosta.

E aí, gostou das dicas para aliar dinheiro e felicidade? Continue lendo outros conteúdos do blog para levar suas finanças para o próximo nível.

About Author

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *