Declaração completa ou simplificada: qual escolher no IR?

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Todo contribuinte é obrigado a optar pela declaração completa ou simplificada a cada acerto de contas com o Leão. A questão, nesse caso, é descobrir qual é o modelo mais indicado, considerando a renda anual, as deduções a abater e os eventuais investimentos.

De fato, uma escolha equivocada pode representar prejuízos, considerando, por exemplo, os valores a pagar ou a restituir de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). 

Há, ainda, outras questões a serem ponderadas antes de clicar em “enviar” no software do IRPF. Elas serão levantadas a partir de agora, então, sinta-se convidado para prosseguir na leitura e ficar por dentro de um tema que interessa ao bolso de todo brasileiro.

A escolha entre declaração completa ou simplificada

Não é novidade que a carga tributária em nosso país é pesada e atinge em cheio tanto pessoas físicas quanto jurídicas. Se o contribuinte não se cuidar nem se planejar para pagar seus impostos, corre o risco de amargar perdas consideráveis.

Um desses cuidados envolve justamente a escolha entre declaração completa ou simplificada. Afinal, existem certos tipos de despesas que, pela sua natureza, não são passíveis de tributação, gerando créditos que podem ser restituídos depois.

É o caso, por exemplo, dos planos de previdência privada do tipo PGBL. O mesmo vale para a pensão alimentícia paga nos termos de uma ordem judicial. Tendo em vista esses detalhes, é fundamental fazer a declaração corretamente para garantir as deduções esperadas e devidas.

Diferenças entre declaração completa e simplificada

Se você está em dúvida entre fazer a declaração completa ou simplificada, a primeira questão a observar é se possui despesas a deduzir. Afinal, essa é a diferença principal entre elas.

Na declaração completa, você informa ao Fisco todos os gastos que teve com saúde e educação, entre outros, além de dados relativos aos seus dependentes. Já no modelo simplificado, praticamente se limita aos valores recebidos no ano-exercício anterior.

Como estamos falando de um imposto sobre a renda, quem ganha mais, paga mais. E para reduzir o montante a pagar, o contribuinte tenta comprovar que tem muitos gastos – são as despesas dedutíveis, que só podem ser informadas na declaração completa.

Declaração completa ou simplificada no IR: qual é a melhor?

Se você deseja uma resposta rápida entre declaração completa ou simplificada, é a seguinte: quem tem valores significativos em despesas a deduzir, costuma optar pela completa. Já quem não tem, pode escolher a simplificada.

As despesas sobre as quais falamos podem ser relacionadas, por exemplo, a gastos médicos, com educação ou previdência privada. Apresentar esses dispêndios é a forma que o contribuinte encontra para pagar menos imposto ou até ser restituído – isso quando comprova que teve retido na fonte mais do que deveria.

Se você tem dúvidas sobre qual é o modelo de declaração ideal, fique tranquilo. O programa da Receita Federal, automaticamente, informa qual é o mais vantajoso a partir das informações inseridas.

Mas se você quiser se antecipar e não inserir no sistema possíveis despesas dedutíveis, seja porque elas não são numerosas ou porque não tem dependentes, pode apostar na versão simplificada.

Como fazer a declaração completa no IR?

Embora pareça uma tarefa árdua, não é tão difícil assim fazer uma declaração completa. Tudo vai depender da composição da sua renda e de quantas despesas dedutíveis você tem para registrar. Ou seja, quanto mais rendimentos e gastos a serem registrados, mais extensa será a sua declaração.

Considere que, fora os planos de previdência privada PGBL, podem ser incluídas despesas como pensão alimentícia, com a condição de terem sido estipuladas em juízo.

Cabe ressaltar que despesas com dependentes, como plano de saúde e educação, podem ser incluídas. Nesse caso, vale não apenas para os filhos, como para os cônjuges, enteados ou os pais.

Também é preciso salientar que filhos de pais divorciados não devem ser declarados como dependentes por ambos. Isso significa que apenas a mãe, o pai ou tutor legal pode declará-lo nessa condição. Pais que pagam pensão determinada por juiz só podem declarar seus filhos como “alimentandos”.

Dessa forma, o filho precisa ser primeiramente cadastrado na ficha de dependentes com seu nome e CPF. Em seguida, os gastos com pensão alimentícia devem ser lançados na opção “Alimentandos”. 

Resumidamente, a declaração completa pode ser feita da seguinte forma:

  • Abra o software do IRPF
  • No menu à direita, declare seus rendimentos conforme a sua natureza (isentos, tributáveis, recebidos de pessoa jurídica ou de pessoa física no exterior)
  • Declare outros rendimentos conforme sua classificação, como doações efetuadas ou espólio
  • Se tiver dependentes, não deixe de cadastrá-los na opção à direita
  • Preenchidos todos os dados, o próprio software indicará qual é o modelo adequado.

Como fazer a declaração simplificada no IR?

Já a declaração simplificada, como o nome já diz, não precisa de muita coisa para ser feita.

Basicamente, o contribuinte só precisa lançar tudo aquilo que recebeu como salário e outros rendimentos no ano ao qual se refere a declaração. Feito isso, basta enviar e aguardar pelo recibo.

Como você viu neste conteúdo, as diferenças entre declaração completa ou simplificada dependem mais dos rendimentos do contribuinte. Quanto maior a renda, maiores serão as despesas e, assim, a declaração fica cada vez mais “recheada”.

Agora que você está por dentro, que tal compartilhar este material em suas redes sociais e ajudar a divulgar essa informação útil? E, para continuar se informando, leia outros conteúdos do blog Sua Previdência Privada.

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