Comprometimento de renda: o que é e como afeta suas decisões financeiras

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O comprometimento de renda pode ser considerado um parâmetro para análise da sua saúde financeira. Não por acaso, antes de concederem crédito, os bancos e as instituições credoras sempre avaliam quanto da receita do solicitante pode ser comprometida.

Por isso, ter controle sobre o seu orçamento é a melhor forma de evitar a inadimplência e, assim, poder comprar a prazo e usufruir de outros benefícios.

Quer saber como manter uma vida financeira saudável, dentro dos limites do seu bolso? Continue lendo este texto e confira todas as dicas!

Comprometimento de renda: o que é?

Desde que existe empréstimo a juros, as instituições credoras buscam o máximo de garantias de que os pagamentos posteriores serão cumpridos. 

Portanto, todo crédito é precedido por uma análise minuciosa do perfil do solicitante, no sentido de medir sua capacidade de honrar com o compromisso financeiro. Sendo assim, a renda é o critério número 1. Quanto mais alta, maior será a margem que poderá ser tomada com referência para um possível empréstimo.

É essa a margem, baseada na renda mensal e nos históricos financeiro e de consumido  que é  usada como parâmetro para dizer quanto o cliente tem disponível para tomar emprestado.

Dito de outra forma: o comprometimento de renda consiste na fatia da receita mensal que pode ser tomada como valor-base para concessão de crédito.

Como é definido o comprometimento de renda?

Nada melhor do que a própria lei para ilustrar o mecanismo por trás do comprometimento de renda, certo? Nesse caso, vamos ver o que consta na Lei nº 10.820/2003, mais conhecida como Lei do Empréstimo Consignado

Em seu artigo 1º, parágrafo 1º, ela é bem clara:

“O desconto mencionado neste artigo também poderá incidir sobre verbas rescisórias devidas pelo empregador, se assim previsto no respectivo contrato de empréstimo, financiamento, cartão de crédito ou arrendamento mercantil, até o limite de 35% (trinta e cinco por cento)(…)”

Quando o comprometimento de renda é exigido?

Como visto, é a lei quem diz o quanto da renda mensal de um trabalhador pode ser comprometida com um (ou mais de um) empréstimo. No entanto, não é apenas ao pedir crédito que esse limite deve ser obedecido.

Financiamentos, compras a prazo e todo tipo de despesa recorrente deve ser contraída tomando o percentual da renda que pode ser empenhada. E isso vale, claro, para o seu próprio controle mensal de despesas.

Como fazer do comprometimento de renda seu aliado?

Em uma avaliação menos aprofundada, pode até parecer que essa é uma limitação que reduz o poder de compra do salário ou dos rendimentos mensais. Contudo, a grande vantagem de observar o quanto da renda mensal pode ser gasta em uma área é justamente colocar margens seguras para diferentes despesas.

Para isso, no entanto,  você precisará adotar bons hábitos financeiros que permitam que o seu orçamento se mantenha sempre controlado. Vejamos então o que fazer.

Corte gastos (sim, é possível)

A expressão “cortar na carne” é bastante adequada quando se trata de estipular limites de gastos. Ou seja, quanto menos você gastar, maior será a fatia da sua renda liberada para despesas mais importantes.

Por isso, a primeira medida para quem quer ter uma margem maior de empréstimo sem que o comprometimento de renda atrapalhe é eliminar despesas.

Dica: procure primeiro cortar gastos variáveis, isto é, aqueles que não são recorrentes ou supérfluos, como roupas, idas a bares, entre outros.

Procure estimular o hábito de poupar

Já dizia o sábio personagem da Disney, Tio Patinhas, que quem guarda, tem”. Evidentemente, você não precisa guardar tanto a ponto de acumular dinheiro em uma caixa-forte.

A sabedoria da frase está em justamente apontar para a necessidade de poupar para o futuro. Afinal, quem tem uma reserva financeira sempre terá de onde tirar recursos e, dessa forma, terá sua renda menos comprometida.

Calcule sempre os juros

O número de inadimplentes no Brasil não para de crescer, como apontam os números da Serasa Experian, que indica que há mais de 63 milhõesde devedores no país. Boa parte desse contingente é composto por pessoas que, na hora de comprar a prazo ou pedir dinheiro emprestado, não levaram em conta o peso dos juros em seu orçamento.

Por isso, jamais deixe de avaliar o impacto de um empréstimo ou financiamento a longo prazo.

Mantenha uma lista de compras no supermercado

Você vai ao mercado e, a cada visita, sai com a impressão de que está gastando mais? Nesse caso, é possível que você não tenha estipulado um limite para essa categoria de despesa. 

Sejamos francos: quem não gosta de passear por entre as gôndolas e colocar no carrinho tudo aquilo que tem vontade? Acontece que esse é um hábito nocivo para a sua saúde financeira, porque, a longo prazo, pode fazer com que boa parte da sua renda acabe comprometida.

Negocie para evitar a negativação

Por último, mas não menos importante, nunca deixe que uma conta vença sem antes buscar um acordo. Lembre-se de que boletos atrasados rendem juros e, se não forem quitados, causam um efeito bola de neve difícil de conter.

As instituições financeiras estão sempre abertas para negociação, por isso, não deixe de aproveitar essa oportunidade para evitar o comprometimento de renda excessivo. Aplicando as nossas dicas, dificilmente ficará endividado. Dessa forma, você garante uma boa saúde financeira e um futuro mais tranquilo.

E por falar nisso, não deixe de acompanhar os conteúdos do blog Sua Previdência Privada para ficar sempre por dentro das melhores práticas para alavancar suas finanças.

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