Como comparar previdência privada com outros investimentos

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Você quer começar a garantir uma renda extra no futuro para atingir um objetivo qualquer? Tem pensado em adquirir um plano de previdência privada, mas também vislumbra a possibilidade de adquirir ações, CDB, tesouro direto ou LCI? 

Está na dúvida sobre em qual deles investir? 

Então leia esse texto até o fim. Iremos lhe explicar como comparar previdência privada com todos os outros investimentos disponíveis no mercado. 

Cinco dicas para comparar previdência privada com outros investimentos

  • Avalie o risco

Todo investimento possui um risco. Esses riscos vão desde a volatilidade do mercado (para ativos de renda variável) até a quebra de um banco ou seguradora. A previdência privada também não é garantida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), como os investimentos de renda fixa. 

  • Analise a rentabilidade

Os fundos de previdência privada são compostos por ativos de diversos segmentos. Há fundos somente de ações, outros de renda fixa e os mistos, que equilibram renda fixa com variável.

Esses fundos também estão disponíveis em investimentos que não estejam na modalidade previdência privada, e podem ter taxas administrativas menores. No entanto, é preciso que o investidor tenha conhecimento sobre os fundos nos quais pretende investir.

  • Confira a liquidez

A previdência privada pode sim ser resgatada antes do prazo, mas geralmente isso não é o ideal e pode comprometer muito os rendimentos. Para quem precisa de liquidez, esse não é o investimento ideal. A previdência privada é uma aplicação de longo prazo, para ser resgatada em 10, 20, 30 anos.

  • Atente para a liberdade para investir

A liberdade de investir pode ser algo determinante para determinadas pessoas. Já outras preferem deixar os investimentos a cargo de quem entenda, como bancos e corretoras, como no caso dos planos da previdência privada.

Se formos comparar previdência privada com ações, por exemplo, o acionista é muito mais livre para fazer o que bem entender com seus ativos, comprando e vendendo ações diariamente.

Já o investidor da previdência não gerencia seu dinheiro, e também tem várias restrições de saque antes do prazo.

  • Saiba sobre a questão dos aportes

Se você quer algo que o discipline a realizar aportes mensais, foque na previdência privada, já que nesses planos é obrigatório o investimento mensal.

Se você não precisa desse incentivo e já consegue economizar uma certa quantidade de dinheiro, independentemente da obrigatoriedade, pode haver investimentos mais interessantes.

Quatro cuidados na hora de contratar uma previdência privada

Agora que você já sabe como contratar uma previdência privada, saiba alguns cuidados na hora de adquirir o seu plano, como:

  • Escolher a modalidade ideal para você

Existem duas modalidades de planos de previdência privada: o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). 

O PGBL é indicado a quem utiliza a declaração completa do imposto de renda e  realiza contribuições para a Previdência Social, o INSS. Por esse plano, o investidor precisa contribuir com até 12% da renda anual tributável para conseguir a dedução anual do IR. No resgate, o imposto incidirá sobre o montante total, e não apenas sobre os rendimentos. 

Já o VGBL é indicado para pessoas isentas ou que utilizam a declaração simplificada do IR, contribuem ou não para o INSS ou pretendem contribuir com mais de 12% da renda anual em previdência privada. No VGBL, os valores depositados não são deduzidos da base de cálculo do IR, mas o montante a ser pago na hora de retirar o investimento incide apenas sobre os rendimentos.

  • Conferir as taxas de cada instituição

Existem basicamente duas taxas que incidem sobre os planos de previdência: a taxa de carregamento e a taxa administrativa. 

A taxa de carregamento incide sobre os aportes realizados ao investimento, e pode ocorrer de três formas: no momento de cada aporte, somente em caso de portabilidade ou resgates ou em ambos os momentos.

Essa taxa, em muitos casos, pode ser decrescente, dependendo do número de aportes e do prazo do plano, chegando muitas vezes a zero. Assim, informe-se bem sobre essa taxa na hora de definir o melhor plano de previdência privada, e escolha de acordo com a sua previsão de número de aportes e retiradas.

Já a taxa administrativa é cobrada pelo trabalho de gerir os seus recursos. Geralmente, quanto mais complexo é esse trabalho, maior a taxa cobrada e, assim, fundos previdenciários que somente possuam ativos de renda fixa terão taxas menores de fundos de ações, por exemplo. Nesse caso, é preciso pensar menos no valor da taxa e mais no seu perfil de investimento para escolher a melhor previdência privada.

  • Equilibrar os rendimentos de acordo com seu objetivo

A previdência privada nada mais é do que um fundo de investimento pelo qual você garante rendimentos no longo prazo. Existem fundos mais ousados e fundos mais conservadores. Os mais ousados, por exemplo, são formados por ações, e os mais conservadores, exclusivamente por ativos de renda fixa. 

Como a previdência privada é uma forma de se garantir no futuro, idealmente esses fundos precisam ser de conservadores a moderados, e isso significa uma carteira que pode ser composta de ativos tanto de renda fixa, como CDB, tesouro direto e LCI, quanto de renda variada, como ações.

Para escolher a melhor previdência privada, acesse o histórico de rendimento dos fundos mais atrativos para você e faça um comparativo antes de optar por um ou outro.

  • Escolher uma boa instituição financeira

A previdência privada pode ser disponibilizada por bancos ou corretoras. Converse com quem já investe em uma instituição, procure informações disponíveis na internet e escolha um estabelecimento de confiança. Afinal, é essa instituição que irá gerenciar seu futuro.

Dúvidas sobre previdência? Acesse www.suaprevidencia.com.br e fique bem informado!

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