Brasilprev é um bom investimento? Tire suas dúvidas

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Quer saber se a Brasilprev é um bom investimento? Não há uma resposta única para essa pergunta, já que a seguradora oferece vários fundos de previdência, com rentabilidades, objetivos e taxas diferentes. 

Logo, você precisa ter conhecimento para analisar critérios como retorno, risco, qualidade da gestão, composição da carteira de investimentos e custos de cada fundo previdenciário. 

Neste artigo, vamos explorar os principais aspectos para ajudar você a decidir se Brasilprev é um bom investimento. Leia até o fim antes de investir na sua previdência privada. 

O que é Brasilprev

Ao pesquisar se a Brasilprev é um bom investimento, é importante saber que se trata da seguradora que administra a previdência privada do Banco do Brasil (BB), em parceria com a empresa americana Principal Financial Group. A empresa oferece diversas opções de fundos previdenciários individuais, juniores e empresariais, incluindo os tipos VGBL e PGBL. 

Os planos são voltados a investimentos de médio e longo prazo com foco na construção de patrimônio, garantia de aposentadoria tranquila e outros objetivos financeiros para o futuro. Como em outras seguradoras, há fundos com diferentes graus de risco e rentabilidade, que atendem desde os investidores mais conservadores aos mais agressivos.

Características dos fundos da Brasilprev

Brasilprev pode ser um bom investimento, mas, antes de definir sua aplicação, é necessário compreender bem quais são as características dos fundos da seguradora. Confira os principais aspectos dessa previdência privada:

VGBL e PGBL

Seguindo o padrão do mercado, a Brasilprev oferece as opções PGBL e VGBL para os investidores. A diferença entre os dois tipos é que o PGBL cobra o IR do valor total acumulado (aplicações + rendimentos) e permite uma dedução de 12% da base de cálculo na declaração anual, sendo indicado para quem usa o formulário completo.

Já o VGBL não permite a dedução, mas cobra o IR apenas sobre os rendimentos no resgate, sendo ideal para quem declara no modelo simplificado. De resto, ambos funcionam da mesma forma: um período de acumulação e outro de recebimento, com cobrança do IR apenas nos resgates e opções de tributação progressiva ou regressiva.

Tributação progressiva ou regressiva

Tanto os planos PGBL quanto VGBL da Brasilprev permitem a escolha entre tributação pela tabela regressiva ou progressiva. Na regressiva, as alíquotas do IR diminuem conforme o tempo da aplicação, começando em 35% e chegando a apenas 10% após 10 anos. Já a tabela progressiva é a mesma que incide sobre salários e aposentadorias, com alíquota mínima de 7,5% e máxima de 27,5%. 

Composição das carteiras 

Em relação à composição das carteiras oferecidas nos fundos Brasilprev, há três categorias principais:

  • Ciclos de vida: são fundos de previdência que começam focando em renda variável e, conforme se aproxima a data de saída (recebimento do benefício ou resgate), passam a fortalecer os ativos de renda fixa para reduzir os riscos
  • Renda fixa: são fundos previdenciários que alocam ativos em títulos públicos e privados de renda fixa, com opções mais conservadoras e também arrojadas (com maior volatilidade e rentabilidade)
  • Multimercado: são fundos com maior risco que combinam ativos de renda fixa com 20% a 49% de ativos de renda variável. Os subtipos disponíveis são multimercado dinâmico, multimercado dividendos, multimercado multiestratégia e multimercado especial, conforme o perfil do investidor e grau de tolerância ao risco.

A escolha do fundo ideal depende do perfil do investidor (conservador, moderado ou arrojado), expectativas de rentabilidade e tempo de aplicação. 

Taxas cobradas

Nos fundos de previdência Brasilprev, não são cobradas taxas de carregamento de entrada ou saída (porcentagem cobrada a cada aplicação e resgate. Já as taxas de administração variam entre 0,6% e 2%, de acordo com a complexidade do fundo, composição da carteira e gestão. 

Formas de recebimento

Analisar as formas de recebimento também é importante para dizer se a Brasilprev é um bom investimento. Atualmente, a seguradora oferece as seguintes opções de resgate e recebimento de benefício após o término do período de acumulação:

  • Pagamento único: nessa opção, você pode resgatar o montante acumulado de uma só vez (lembrando que o IR será cobrado sobre rendimentos no PGBL e sobre o valor total no VGBL)
  • Renda por prazo certo: você escolhe por quantos anos quer receber uma renda mensal corrigida pela inflação
  • Renda vitalícia: você garante uma renda mensal corrigida pela inflação para o resto da vida.

Brasilprev é um bom investimento?

Agora a pergunta decisiva: Brasilprev é um bom investimento? A própria seguradora deixa claro que os planos só valem a pena para aplicações de médio ou longo prazo (a partir de seis anos em média), para compensar os custos e a tributação do produto e gerar a rentabilidade esperada. 

Para decidir se os planos da Brasilprev estão dentro das suas expectativas de retorno, você deve analisar a rentabilidade de cada fundo (lista disponível no site), tendo em mente que os resultados anteriores não garantem resultados futuros. Além desse desempenho, é importante levar em conta as taxas de administração e verificar se são compatíveis com a complexidade da gestão da carteira.

Em cada fundo da Brasilprev, há uma lâmina com todas as informações, incluindo objetivo do fundo, público-alvo, taxas cobradas e histórico de rentabilidade. Logo, só você pode decidir se Brasilprev é um bom investimento — lembrando que você pode fazer a portabilidade a qualquer momento se encontrar uma previdência mais vantajosa. 

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