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Não dá para ignorar o IOF em fundos de investimento — ou em qualquer outra aplicação financeira, para falar a verdade. Trata-se de um imposto que segue uma tabela regressiva, assim como o Imposto de Renda, mas com um impacto bem mais profundo.

Para você ter uma ideia melhor do que estamos falando, a alíquota do IOF parte de 96% do rendimento. Ficou assustado? Calma: depois de um mês, esse imposto vai a zero, e os fundos de investimento recuperam a rentabilidade.

Quer saber mais sobre o assunto, conhecer a tabela do IOF e descobrir como ele impacta fundos de investimento e outras aplicações? Então siga a leitura.

Tem IOF em fundos de investimento?

Sim, há incidência de IOF, o Imposto sobre Operações Financeiras, em fundos de investimento de diferentes tipos. Uma exceção importante são os fundos de ações, que não contam com essa cobrança.

Mas fundos multimercado e renda fixa, muito populares em cenário de Selic tão baixa, têm a incidência do IOF. A boa notícia é que, a partir de 30 dias, todos os investimentos ficam isentos.

Se puder aguardar esse período, sua rentabilidade será muito maior, afinal a alíquota segue uma tabela regressiva e também agressiva, já que começa em 96%.

E, se você está surpreso com essa cobrança e pensando que estará mais seguro na poupança, um aviso: por lá, é pior ainda. Se em um fundo de investimento você perde parte considerável da rentabilidade em resgates de curtíssimo prazo, na poupança simplesmente não há rendimento antes do “aniversário” mensal do depósito.

Então, respondendo melhor à pergunta: sim, há IOF em fundos de investimento, mas é possível e salutar lidar com ele, desde que você consiga fazer um bom planejamento financeiro.

Tabela do IOF em fundos de investimento

A tabela do IOF em fundos de investimento funciona de forma regressiva. A taxa é predeterminada em função do prazo desde o início da operação, conforme o esquema abaixo:

Número de diasIOF (%)Número de diasIOF (%)
196%1646%
293%1743%
390%1840%
486%1936%
583%2033%
680%2130%
776%2226%
873%2323%
970%2420%
1066%2516%
1163%2613%
1260%2710%
1356%286%
1453%293%
1550%300%

Ou seja, se você quiser resgatar um fundo de investimento renda fixa apenas 15 dias após fazer o aporte, por exemplo, deixará de receber 50% da rentabilidade por culpa do IOF.

Então, para onde correr? Aqui está a má notícia: não há para onde fugir, pois CDBs (Certificados de Depósito Bancário), LCs (Letras de Câmbio) e outros títulos também sofrem a incidência do imposto.

Exceções interessantes são as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), mas não se encontram títulos desse tipo com possibilidade de resgate tão rápido.

Além do IOF: tributação em fundos de investimento

Não é apenas o IOF que atrapalha a rentabilidade dos seus fundos de investimento.

A alíquota do Imposto de Renda também varia conforme o tempo de aplicação, entre 15% e 22,5% para a maioria dos fundos de investimento e 35% a 10% para previdência privada.

Basicamente, na tabela regressiva, quanto maior o prazo, menor a incidência de imposto. A exceção fica por conta dos fundos de ações, que são tributados em 15% no resgate, independentemente do prazo.

Os fundos de curto prazo (aqueles cuja carteira de títulos têm prazo médio igual ou inferior a 365 dias) seguem esta regra:

  • Até 180 dias: alíquota de 22,5%.
  • Acima de 180 dias: 20%.

Já os fundos de longo prazo (aqueles cuja carteira têm prazo médio igual ou superior a 365 dias) seguem esta regra:

  • Até 180 dias: alíquota de 22,5%.
  • De 181 a 360 dias: 20%.
  • De 361 a 720 dias: 17,5%.
  • Acima de 720 dias: 15%

E como esses pagamentos são feitos? Além da cobrança no resgate, o Imposto de Renda nos fundos de investimento (com exceções dos previdenciários e de ações) é recolhido semestralmente, sob o apelido de come-cotas.

A dedução é feita automaticamente, no último dia útil de maio e no último de novembro. E essas antecipações no recolhimento fazem uma diferença significativa na rentabilidade dos fundos, já que subtraem valores que ficariam rendendo, possivelmente, por anos.

Entendeu melhor como funciona o IOF em fundos de investimento e como é cobrado o Imposto de Renda nesse tipo de aplicação? Compartilhe este artigo com seus colegas nas redes sociais.

A isenção de Imposto de Renda consiste em uma espécie de compensação para quem não se enquadra nas exigências para pagamento desse tributo. Também é concedida em algumas situações especiais, assim como para algumas categorias de investimentos.

Levando em conta que o Leão pode “abocanhar” até 27,5% da sua renda tributável, toda isenção do IR é sempre muito bem-vinda. Queremos que você se dê bem na hora de declarar, por isso, vá em frente e descubra se é isento ou se pode pagar menos imposto.

O que é a isenção de Imposto de Renda?

Arcar com impostos significa contribuir para o crescimento do país e para a manutenção dos serviços públicos essenciais. Existem diversos tipos deles, cada um aplicável a uma classe de operação, rendimento ou investimento. O Imposto de Renda, nesse contexto, é aquele que o governo cobra a partir de uma certa faixa de rendimentos anuais.

Portanto, quem não recebe nenhum rendimento está automaticamente isento de pagar esse imposto. Claro que essa é uma situação menos comum, já que todos precisam obter algum tipo de renda para a subsistência. Seja como for, uma boa parcela dos brasileiros está isenta de pagar o IR. Veja na sequência quem são.

Quem está isento do Imposto de Renda?

O principal grupo isento de pagar Imposto de Renda são as pessoas cujos rendimentos mensais são de até R$ 1.903,98 com origem em trabalho com carteira assinada. Se você se encontra nesse grupo, então não há com o que se preocupar. Você está 100% livre da mordida do Leão.

Também ficam automaticamente isentas as pessoas que sejam declaradas como dependentes por terceiros.

De qualquer forma, é bom destacar quem não está isento do IR, certo?

Além das pessoas que ganham mais de R$ 1.903.98 por mês, são obrigados a declarar e a pagar imposto quem:

  • Tem em seu nome, até 31 de dezembro do ano anterior, veículos, imóveis e bens cujo valor total esteja acima de R$ 300 mil;
  • ganhou acima de R$40 mil em rendimentos tributáveis na fonte ou isentos e não tributáveis;
  • obteve renda de atividade rural em valores acima de R$142.798,50;
  • ganhou capital com a venda de veículos, imóveis e outros bens tributáveis.

Investimentos com isenção de Imposto de Renda         

Não são apenas os rendimentos que vêm do trabalho livre ou assalariado que são passíveis de tributação. Como geram lucros, os investimentos em ativos financeiros em geral também são alvo da Receita Federal. No entanto, há alguns cuja alíquota de imposto a pagar é zero. Parece interessante? Então veja quais são:

Debêntures incentivadas

Empresas de capital fechado ou aberto em busca de recursos podem ir ao mercado e emitir títulos de dívida, as debêntures. Quem investe nesse ativo financeiro está, na prática, emprestando dinheiro para a empresa emissora do título.

Há, nesse caso, três tipos de debêntures: as conversíveis, as simples e as incentivadas. Para a alegria dos investidores, as debêntures incentivadas são isentas de Imposto de Renda e, ainda por cima, do Imposto sobre Operação Financeira (IOF).

LCI/LCA

Por sua vez, a Letra de Crédito Imobiliário e a Letra de Crédito do Agronegócio fazem parte do grupo de investimentos do tipo renda fixa. Trata-se de títulos emitidos por instituições financeiras para oferecer crédito a dois segmentos distintos.

Sendo assim, é como se os clientes dos bancos emprestassem dinheiro para eles e, em seguida, esses recursos fossem repassados para construtoras e incorporadoras ou para investimentos no agronegócio. Por fomentarem setores estratégicos, há isenção de Imposto de Renda.

CRA/CRI

O Certificado de Recebíveis do Agronegócio e o Certificado de Recebíveis do Imobiliário são emitidos por securitizadoras, mas se destinam aos mesmos setores que LCI e LCA. Para pessoas físicas, eles são totalmente isentos de Imposto de Renda. Já para PJs, a isenção é apenas em relação ao IOF.

Poupança

O mais popular de todos os investimentos também é isento de IR. Em contrapartida, a poupança é a menos atrativa de todas as aplicações financeiras, em virtude do seu baixo rendimento. Não raro, inclusive, ela fica abaixo da inflação acumulada do período, o que significa que seu dinheiro perde valor na caderneta.

E a previdência privada?

A previdência privada não é isenta de Imposto de Renda, mas tem algumas vantagens. Como acontece em outros investimentos, o Leão só morde na hora do resgate. Porém, a previdência se destaca entre as modalidades por não sofrer a ação do come-cotas, que é uma cobrança antecipada do IR.

Quem tem isenção de IR precisa declarar?           

É bom esclarecer que declarar o Imposto de Renda e pagá-lo são situações diferentes. Isso porque, como vimos, há rendimentos que, embora isentos, devem ser declarados. Apresentar as informações corretamente evita que o contribuinte caia na “malha fina” ou tenha problemas com a Receita.

Ficou claro agora o que representa a isenção de Imposto de Renda e quem faz jus a ela? Agora, veja em qual situação você se encaixa e não deixe de declarar. Continue no blog Sua Previdência Privada e tenha acesso aos melhores conteúdos sobre finanças e investimentos.

Como anda a sua saúde financeira pessoal? O conceito não tem a ver apenas com possuir ou não uma renda que permita levar a vida que você sempre sonhou. Estamos falando também sobre a importância de ficar sempre de olho no orçamento e ser capaz de fazer um diagnóstico. Afinal, equilíbrio é tudo

Chegou a hora de falarmos um pouco mais sobre o assunto, avaliando a sua relevância e como a estratégia pode ser adotada no seu dia a dia para lidar melhor com o dinheiro. Siga acompanhando para conferir todas as dicas!

Saúde financeira pessoal: o que é?

Saúde financeira pessoal é um conceito utilizado para avaliar a realidade das finanças de uma pessoa, analisando a renda na relação com os gastos fixos e aquelas despesas que variam de um mês para o outro.

Ou seja, é sobre todos aqueles comportamentos e hábitos que vão afetar a relação que o indivíduo desenvolve com o dinheiro. Quando essa relação se torna pouco saudável, os impactos negativos podem ser sentidos em pouco tempo.

Por que cuidar da saúde financeira pessoal?

Como falamos logo no início do texto, mesmo quem tem um salário alto precisa ficar de olho na saúde financeira pessoal. Ela serve como um termômetro, que vai ajudar a monitorar a realidade vivida em diferentes momentos. 

Afinal, conforme a renda aumenta, a tendência é que o padrão de vida também seja incrementado, o que pode acabar gerando um descompasso entre o dinheiro que entra e sai da conta. Isso vai afetar a sua capacidade de manter a independência financeira e até mesmo de realizar todos aqueles sonhos que sempre planejou.

Benefícios da saúde financeira pessoal

Para ter uma ideia melhor sobre o conceito e sua importância, veja quais são alguns dos principais benefícios de manter a saúde financeira pessoal em dia:

  • Evitar a perda do controle das finanças
  • Impulsionar a realização dos seus sonhos
  • Diminuir a ansiedade e o estresse gerados por problemas financeiros
  • Usar o dinheiro de maneira responsável
  • Ter recursos para investir e alcançar bons rendimentos
  • Eliminar as surpresas desagradáveis quando o assunto é dinheiro

5 dicas de saúde financeira pessoal

Convencido de que está na hora de pensar mais sobre a sua saúde financeira? Então, anote aí as dicas que preparamos para ajudar você nessa missão:

1. Conheça a sua renda

Você sabe quanto realmente ganha? Não aquele número registrado no contrato ou na carteira de trabalho, mas o que ele representa depois de feitos todos os descontos. É um erro comum não considerar o impacto que essa diferença pode ter no orçamento. Além disso, é importante incluir na conta qualquer renda extra que você tenha.

2. Saiba qual é o seu custo de vida

Feito isso, é hora de analisar as saídas. Avalie os últimos meses e faça um balanço do valor médio de gastos, incluindo desde aqueles que são fixos até os que são eventuais e variam de um mês para o outro. Ao fim do balanço, você pode se surpreender com o quanto aquela simples passada na padaria representa em números.

3. Crie um controle mensal

Com todos os valores em mãos, é necessário partir para a definição de um controle mensal de gastos. Ele vai ser o seu guia de como anda a saúde financeira e de quais medidas podem ser tomadas para evitar desperdícios ou fazer o dinheiro render mais. 

Aqui, é preciso criar parâmetros específicos, como um teto de gastos em cada área – alimentação, moradia, transporte, atividades físicas e tantas outras quanto for necessário. Se você separar uma ou duas horas a cada 15 dias, vai conseguir acompanhar os números de perto e entender qual é o balanço da última quinzena. 

4. Defina objetivos

No controle financeiro, também é importante prever a reserva de dinheiro para a realização dos seus objetivos, que devem ser definidos com clareza. 

Nada de metas muito abstratas ou distantes demais da realidade. É preciso definir prazos e traçar estratégias que ajudem você a chegar lá. O monitoramento constante é outro ponto que vai ajudar a te aproximar dos seus sonhos.

5. Faça o seu dinheiro render

Por fim, deixe os juros trabalharem a favor de você. Mensalmente, separe uma parte da sua renda para aplicações financeiras, incluindo o montante que vai servir para a realização dos seus sonhos. 

Para facilitar a escolha do tipo de investimento, entenda quais são os seus planos para o dinheiro e, sobretudo, por quanto tempo deseja que ele fique aplicado. Uma análise consistente do mercado e das taxas de juros também vai permitir que você tome decisões mais acertadas.

Aproveitar um momento específico do mercado para apostar em ações que prometem crescimento ao longo dos próximos meses, por exemplo, é uma oportunidade para atender metas de curto prazo

Já um plano de previdência privada pode ser a alternativa ideal para quem deseja construir um patrimônio sólido em longo prazo e garantir um futuro mais tranquilo. Quer saber quais são as principais vantagens e os cuidados necessários para investir na modalidade? Conte com a Sua Previdência Privada.

Aqui no blog, você encontra sempre os melhores conteúdos e análises!

taxa de carregamento no Santander Previdência

Quer consultar o saldo do Santander Previdência para saber quanto o seu investimento já rendeu? O passo a passo é bem simples, rápido e pode ser feito no aplicativo do banco.

Mas se o seu objetivo é resgatar o dinheiro, aí é necessário um pouquinho mais de tempo e planejamento.

Essa etapa inclui avaliar a incidência do Imposto de Renda e considerar se é o momento certo para fazer o resgate do saldo do Santander Previdência sem prejudicar a rentabilidade do investimento.

Quer saber como colocar o planejamento em prática e cuidar da sua previdência privada sem erros? Então, continue com a leitura.

Como consultar o saldo do Santander Previdência

A consulta ao saldo do Santander Previdência é simples, e pode ser feita no aplicativo do banco. Veja o passo a passo:

1. Baixe o app do Santander

Primeiro, você precisa baixar o aplicativo do Santander Brasil na loja de apps do seu smartphone. Em seguida, é necessário fazer login com o CPF e a senha do internet banking, para ter acesso às informações da conta.

2. Clique na seção de investimentos

Ao entrar no app, clique no menu no canto superior da tela. Selecione a opção “Investimentos” e depois “Meus Investimentos”.

3. Consulte o saldo

Nesse ponto, você já terá acesso a todos os investimentos que realiza pelo banco. Aí, é só conferir o saldo do Santander Previdência.

Quando é possível resgatar o saldo do Santander Previdência?

O resgate do saldo do Santander Previdência pode ser feito a partir do prazo de carência de 60 dias. Não é possível realizar resgates sem respeitar esse intervalo entre cada um. Vale lembrar que, ao optar pelo resgate do valor total, você é automaticamente desligado do plano.

Porém, mesmo observando o prazo de carência, retirar o dinheiro no curto prazo não é uma opção interessante na previdência privada. Afinal, previdência privada é um investimento de longo prazo.

Se você faz resgates em um período curto, a rentabilidade é afetada, uma vez que incidem taxas e alíquotas maiores de Imposto de Renda. Logo, antes de fazer o resgate do saldo do Santander Previdência, é preciso fazer um planejamento e identificar se é realmente o melhor momento para retirar o dinheiro do fundo.

Como planejar o resgate do saldo do Santander Previdência

Para resgatar o saldo do Santander Previdência, você não pode deixar de lado o planejamento. Nos tópicos abaixo, confira as dicas para fazer isso com sucesso:

1. Avalie a cobrança do Imposto de Renda

Um fator essencial a ser observado é a cobrança de Imposto de Renda no resgate do saldo, que interfere na rentabilidade. A incidência dele varia conforme o plano de previdência que você utiliza e o regime de tributação. Então, vale a pena lembrar como funciona cada categoria.

Plano de previdência

Se você tem o plano PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), pode fazer restituição de IR de até 12% da renda bruta tributável. A alíquota segue o regime de tributação escolhido, e incide sobre o valor total do investimento: rendimento + capital.

Já o plano VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) não permite restituição. Mas a alíquota, nesse caso, incide apenas sobre os rendimentos do período.

Regime de tributação

A tributação da previdência privada pode ser regressiva ou progressiva. Se você escolheu o regime regressivo, a alíquota diminui de acordo com o período de aplicação. Ela é cobrada da seguinte forma:

  • Até 2 anos: 35%;
  • De 2 a 4 anos: 30%;
  • De 4 a 6 anos: 25%;
  • De 6 a 8 anos: 20%;
  • De 8 a 10 anos: 15%;
  • Acima de 10 anos: 10%.

Porém, se você optou pelo regime progressivo, o investimento é tributado na fonte à alíquota de 15%. Posteriormente, no momento do resgate, esse desconto sofre um ajuste de acordo com a tabela progressiva do IR. A alíquota varia conforme a renda, e vai de 0 a 27,5%.

2. Certifique-se de que é o momento ideal para fazer o resgate

Conforme mencionamos, a previdência privada é um investimento de longo prazo. Veja o modelo regressivo, por exemplo: a alíquota mais baixa é aquela cobrada em resgates a partir de 10 anos. Para não prejudicar a rentabilidade da aplicação, você precisa, então, avaliar se é de fato o momento certo para retirar o dinheiro.

3. Defina a forma de renda

Depois de calcular o Imposto de Renda e avaliar se é o momento ideal para resgatar o saldo do Santander Previdência, você deve escolher a forma de renda.

Ela pode ser renda mensal vitalícia, por prazo determinado, ou, ainda, um resgate único. Vale a pena considerar o uso que você fará do dinheiro. Se for para complementar a aposentadoria, por exemplo, a renda mensal é a escolha mais adequada.

E aí, compreendeu como consultar e resgatar o saldo do Santander Previdência? Coloque as dicas deste artigo em prática para não errar no processo. Se você gostou deste conteúdo, continue acompanhando nosso blog.

Você já ouviu falar sobre o viés de confirmação? Tem a ver com o conceito de finanças comportamentais, que, por sua vez, estuda a forma como lidamos com o dinheiro.

A psicologia estabelece uma série de padrões de comportamento humano para caracterizar condicionantes que moldam o pensamento.  O viés de confirmação é um deles e faz parte da lista dos chamados vieses cognitivos. 

Como todos os outros, ele representa um sério entrave, porque impede quem o adota de refletir e ponderar criticamente. Se aplicado nas decisões sobre finanças, esse padrão pode realmente levar a resultados bastante negativos. 

No entanto, evitá-lo não é tão difícil quanto parece. Veja, neste conteúdo, como fazer isso. 

O que é o viés de confirmação?

Por definição, o viés de confirmação é um desvio de lógica e, por isso, leva a decisões sem qualquer racionalidade. Ele consiste em buscar dados, fatos, tendências ou qualquer evidência de forma aleatória para validar uma crença ou suspeita.

É assim, por exemplo, com as pessoas que apresentam memória seletiva. Nesse caso, elas só se lembram daquilo que confirma algo em que acreditam. Dados que refutam suas hipóteses, portanto, são sempre descartados.

Essa é a raiz para problemas de relacionamento e de trato da informação, como a polarização. É isso que acontece quando uma pessoa radicaliza ao ser confrontada com um argumento que a contrarie.

Não por acaso, essa forma enviesada de lidar com a realidade tem sido constantemente observada em assuntos políticos. Também é comum que ela se manifeste nas decisões que envolvem finanças e investimentos.

Impactos do viés de confirmação em nossas decisões

Essa abordagem, normalmente, está associada ao preconceito, já que é sempre ligada a opiniões e juízos com pouco embasamento. Decidir por esse viés é potencialmente nocivo, porque leva a consequências indesejadas para todos os lados.

É o caso das decisões sobre investimentos feitas sem um critério realmente sólido. Afinal, o viés de confirmação toma como verdade aquilo que a pessoa acha que é, e não a realidade.

Imagine, por exemplo, que alguém acredita que os preços das ações das startups unicórnio vão subir em setembro. No entanto, quando o mês chega, os valores caem por qualquer motivo, contrariando as expectativas.

Se a pessoa que decidiu investir por esse critério enviesado não buscar dados que comprovem essa crença, tenderá a repetir o erro indefinidamente.

Como o viés de confirmação afeta as finanças?

Esse comportamento compreensível -e estranho ao mesmo tempo- também pode se manifestar em assuntos do dia a dia.

Uma compra por impulso pode ser motivada a partir de um raciocínio pautado nesse viés cognitivo. O perigo está no falso conforto que ele representa, já que é muito mais fácil decidir com base em uma única evidência e sem contrapor dados ou provas contrárias.

Por isso, nas finanças, o viés de confirmação tem sempre um alto potencial destrutivo, já que atrapalha o processo decisório, tornando-o demasiadamente simples.

Em assuntos envolvendo dinheiro, nada pior do que decidir sem uma base de conhecimento sólida e informações de fontes variadas.

Outro problema causado é que esse viés encurta o campo de visão para o uso de ferramentas de cálculo ou de mensuração de resultados. Assim, ele deve ser evitado a todo custo por meio de uma postura vigilante a respeito das próprias crenças e atitudes.

Fuja do viés de confirmação com estas 4 dicas

A verdade é que interpretar a realidade é algo muito complexo, já que uma situação pode ser avaliada por diferentes perspectivas. É isso que o cinema tenta mostrar em produções nas quais os vilões não são tão maus assim e os mocinhos também não vêm a ser 100% bons.

Dessa maneira, veja a seguir o que você pode fazer para melhorar a relação com o dinheiro e tomar decisões mais racionais:

1. Questione suas próprias certezas

O viés de confirmação é um desvio que ocorre em função de uma certeza que não pode ser validada, pelo menos não de forma racional ou científica.

Por outro lado, o cérebro humano pode pregar peças, já que é condicionado a trabalhar por mecanismos cognitivos que nos façam evitar o desconforto ou a fadiga.

Isso acontece quando, por exemplo, vivenciamos o fenômeno da pareidolia, que consiste em atribuir significado a coisas e fatos aleatórios, como quando vemos formas nas nuvens. Por isso, só siga suas próprias certezas quando tiver dados realmente confiáveis para confirmá-las.

2. Busque sempre mais de uma fonte

Todo viés cognitivo é, por definição, parcial. Sendo assim, quem se pauta por ele tende a decidir e fazer juízos com base em uma fonte apenas, nem sempre legítima ou de confiança.

Dessa forma, para evitar agir por uma perspectiva enviesada, busque sempre fontes variadas para confirmar uma crença ou suspeita.

3. Evite tomar decisões por impulso ou sob fortes emoções

Além do preconceito, o viés de confirmação se liga fortemente às decisões tomadas por impulso. Trata-se de um grave problema para as finanças, porque leva a consumir sem respeitar um planejamento orçamentário. Logo, decisões tomadas sob efeito de uma emoção mais forte devem ser evitadas a todo custo.

4. Leia e informe-se 

Por tudo que vimos até aqui, conclui-se que o viés de confirmação se caracteriza pela desinformação. Então, para não cair nessa armadilha, o melhor a se fazer é procurar se manter sempre informado e atualizado.

Essa é a proposta do blog Sua Previdência Privada, ser um espaço de difusão do conhecimento e de informação útil. Acompanhe nossos conteúdos e decida com muito mais embasamento.

O comprometimento de renda pode ser considerado um parâmetro para análise da sua saúde financeira. Não por acaso, antes de concederem crédito, os bancos e as instituições credoras sempre avaliam quanto da receita do solicitante pode ser comprometida.

Por isso, ter controle sobre o seu orçamento é a melhor forma de evitar a inadimplência e, assim, poder comprar a prazo e usufruir de outros benefícios.

Quer saber como manter uma vida financeira saudável, dentro dos limites do seu bolso? Continue lendo este texto e confira todas as dicas!

Comprometimento de renda: o que é?

Desde que existe empréstimo a juros, as instituições credoras buscam o máximo de garantias de que os pagamentos posteriores serão cumpridos. 

Portanto, todo crédito é precedido por uma análise minuciosa do perfil do solicitante, no sentido de medir sua capacidade de honrar com o compromisso financeiro. Sendo assim, a renda é o critério número 1. Quanto mais alta, maior será a margem que poderá ser tomada com referência para um possível empréstimo.

É essa a margem, baseada na renda mensal e nos históricos financeiro e de consumido  que é  usada como parâmetro para dizer quanto o cliente tem disponível para tomar emprestado.

Dito de outra forma: o comprometimento de renda consiste na fatia da receita mensal que pode ser tomada como valor-base para concessão de crédito.

Como é definido o comprometimento de renda?

Nada melhor do que a própria lei para ilustrar o mecanismo por trás do comprometimento de renda, certo? Nesse caso, vamos ver o que consta na Lei nº 10.820/2003, mais conhecida como Lei do Empréstimo Consignado

Em seu artigo 1º, parágrafo 1º, ela é bem clara:

“O desconto mencionado neste artigo também poderá incidir sobre verbas rescisórias devidas pelo empregador, se assim previsto no respectivo contrato de empréstimo, financiamento, cartão de crédito ou arrendamento mercantil, até o limite de 35% (trinta e cinco por cento)(…)”

Quando o comprometimento de renda é exigido?

Como visto, é a lei quem diz o quanto da renda mensal de um trabalhador pode ser comprometida com um (ou mais de um) empréstimo. No entanto, não é apenas ao pedir crédito que esse limite deve ser obedecido.

Financiamentos, compras a prazo e todo tipo de despesa recorrente deve ser contraída tomando o percentual da renda que pode ser empenhada. E isso vale, claro, para o seu próprio controle mensal de despesas.

Como fazer do comprometimento de renda seu aliado?

Em uma avaliação menos aprofundada, pode até parecer que essa é uma limitação que reduz o poder de compra do salário ou dos rendimentos mensais. Contudo, a grande vantagem de observar o quanto da renda mensal pode ser gasta em uma área é justamente colocar margens seguras para diferentes despesas.

Para isso, no entanto,  você precisará adotar bons hábitos financeiros que permitam que o seu orçamento se mantenha sempre controlado. Vejamos então o que fazer.

Corte gastos (sim, é possível)

A expressão “cortar na carne” é bastante adequada quando se trata de estipular limites de gastos. Ou seja, quanto menos você gastar, maior será a fatia da sua renda liberada para despesas mais importantes.

Por isso, a primeira medida para quem quer ter uma margem maior de empréstimo sem que o comprometimento de renda atrapalhe é eliminar despesas.

Dica: procure primeiro cortar gastos variáveis, isto é, aqueles que não são recorrentes ou supérfluos, como roupas, idas a bares, entre outros.

Procure estimular o hábito de poupar

Já dizia o sábio personagem da Disney, Tio Patinhas, que quem guarda, tem”. Evidentemente, você não precisa guardar tanto a ponto de acumular dinheiro em uma caixa-forte.

A sabedoria da frase está em justamente apontar para a necessidade de poupar para o futuro. Afinal, quem tem uma reserva financeira sempre terá de onde tirar recursos e, dessa forma, terá sua renda menos comprometida.

Calcule sempre os juros

O número de inadimplentes no Brasil não para de crescer, como apontam os números da Serasa Experian, que indica que há mais de 63 milhõesde devedores no país. Boa parte desse contingente é composto por pessoas que, na hora de comprar a prazo ou pedir dinheiro emprestado, não levaram em conta o peso dos juros em seu orçamento.

Por isso, jamais deixe de avaliar o impacto de um empréstimo ou financiamento a longo prazo.

Mantenha uma lista de compras no supermercado

Você vai ao mercado e, a cada visita, sai com a impressão de que está gastando mais? Nesse caso, é possível que você não tenha estipulado um limite para essa categoria de despesa. 

Sejamos francos: quem não gosta de passear por entre as gôndolas e colocar no carrinho tudo aquilo que tem vontade? Acontece que esse é um hábito nocivo para a sua saúde financeira, porque, a longo prazo, pode fazer com que boa parte da sua renda acabe comprometida.

Negocie para evitar a negativação

Por último, mas não menos importante, nunca deixe que uma conta vença sem antes buscar um acordo. Lembre-se de que boletos atrasados rendem juros e, se não forem quitados, causam um efeito bola de neve difícil de conter.

As instituições financeiras estão sempre abertas para negociação, por isso, não deixe de aproveitar essa oportunidade para evitar o comprometimento de renda excessivo. Aplicando as nossas dicas, dificilmente ficará endividado. Dessa forma, você garante uma boa saúde financeira e um futuro mais tranquilo.

E por falar nisso, não deixe de acompanhar os conteúdos do blog Sua Previdência Privada para ficar sempre por dentro das melhores práticas para alavancar suas finanças.

Dentro do estudo das finanças comportamentais, o viés de ancoragem é mais uma das posturas perigosas com relação ao seu dinheiro.

Ele tem relação indireta com o comportamento de manada, já que é uma forma irrefletida de agir. Assim, se caracteriza como um problema, em função das armadilhas que podem surgir quando se manifesta.

O viés de ancoragem é especialmente nocivo quando engloba decisões financeiras e sobre investimentos, já que impede uma análise mais aprofundada a respeito de um ativo. Portanto, evitá-lo é fundamental para quem quer fazer escolhas melhores na vida, nos negócios e na hora de aplicar o seu dinheiro.

Quer saber mais sobre o assunto e entender como evitar esse comportamento? Continue lendo e confira!

Viés de ancoragem: o que é?

Também conhecido como efeito de ancoragem, esse é um entre os vários vieses cognitivos listados pela psicologia moderna. Ele se caracteriza pelo comportamento no qual decisões são tomadas levando em conta apenas uma referência ou dado.

Esse tipo de condicionamento tem uma relação estreita com a curiosa Teoria do Charuto. Trata-se de um experimento cuja origem é desconhecida, em que é sugerido ao participante anotar os dois últimos números do seu CPF em um papel.

Em seguida, é sugerida uma situação na qual a pessoa terá que presentear alguém com um charuto, devendo escrever o preço que ela acredita que ele tenha ao lado do número do CPF.

Na maioria dos casos, esse valor se aproxima ao dos números do seu documento, comprovando a tendência em decidir sem planejamento e com base apenas na referência mais recente que se tem.

O viés de ancoragem nas suas decisões

O que destacamos até aqui é o processo mental de escrita. Quando não se tem tanta prática, é muito comum a repetição de palavras ao longo de um texto – via de regra, em uma mesma frase ou parágrafo.

Isso acontece porque o cérebro humano procura sempre um apoio, uma “âncora” na qual possa fundamentar as decisões.

O viés também se manifesta em situações nas quais não há nenhuma referência prévia para basear uma decisão e, na falta de dados, a primeira que aparece é imediatamente adotada. O experimento do charuto evidencia isso, aliás.

Efeitos do viés de ancoragem nas finanças

Compras feitas por impulso também podem ser desencadeadas por esse viés comportamental. Nos investimentos, utilizar o viés de ancoragem tem um alto potencial de induzir ao erro. Por essa perspectiva, é comum fazer comparações superficiais e, portanto, sem qualquer embasamento.

Por exemplo, digamos que você viu o preço de uma ação a R$ 40,00, enquanto uma outra custa R$ 20,00. Pelo viés de ancoragem, a tendência é achar que a de R$ 20,00 é mais vantajosa, apenas porque uma que custa o dobro foi apresentada antes.

Acontece que o valor de uma ação é definido por uma série de critérios. Assim, dizer se ela está com um bom preço de compra depende de vários fatores, entre os quais não está o custo de outra ação.

Evite o viés de ancoragem em 4 dicas

Como visto, o viés de ancoragem é potencialmente perigoso, porque leva a pessoa a tomar decisões baseadas em uma perspectiva bastante limitada.

No aspecto financeiro, ele leva a comportamentos irracionais, ainda que a pessoa não perceba. Na verdade, quem age conforme esse viés tende a achar que está tomando uma decisão bem fundamentada. Ou seja, é uma armadilha que construímos contra nós mesmos

Mas o que fazer para escapar dela? É o que ensinamos a seguir.

1. Tome decisões bem fundamentadas

Âncoras só são úteis quando estão prendendo navios a um cais, ao leito do mar ou de um curso d’água. No ramo financeiro, e até em outras áreas da vida, ancorar-se em um dado ou na referência mais recente é algo que deve ser evitado.

Por isso, ao decidir sobre um investimento, procure saber se os fatores tomados como referência têm uma base sólida ou se estão ancorados arbitrariamente. Além disso, tome cuidado com pretensos “especialistas” que se aproveitam do viés de ancoragem para lucrar em cima da boa fé alheia.

2. Informe-se sobre os indexadores financeiros

No mundo das finanças, o preço e o rendimento de ações e títulos dependem dos chamados indexadores. Entre os principais, no Brasil, estão o CDI, a taxa Selic e o câmbio.

Assim sendo, para saber se um ativo valorizou-se ou não, use esses indicadores como base e tome suas decisões de forma mais consciente.

3. Evite decisões por impulso

Ainda que até tenha algumas similaridades, o mercado financeiro não é um ambiente de apostas. Além do que, até nos jogos de azar, é preciso pensar estrategicamente e ter critérios para decidir onde aplicar o dinheiro. Logo, a pior coisa que se pode fazer é seguir o viés de ancoragem e agir com base em um impulso.

4. Questione enquanto puder

Não podemos deixar de associar esse tipo de comportamento com uma certa tendência à acomodação. Afinal, é muito mais confortável e rápido decidir “de primeira” do que pesar prós e contras ou analisar dados e informações nem sempre simples de se obter.

Dessa forma, o comportamento oposto ao viés de ancoragem é o espírito crítico e o questionamento constante.

Ficou claro o que isso significa e os impactos negativos que essa postura equivocada pode gerar, não? Então, comece a aplicar nossas dicas e evite esse comportamento.

No blog Sua Previdência Privada, você aprende a investir e, acima de tudo, a pensar antes de tomar uma decisão. Leia nossos conteúdos e tenha recursos para ir mais longe com seu dinheiro.

O plano de ação pessoal é uma poderosa ferramenta para quem tem objetivos e quer prosperar, não importa em qual área da vida. Afinal, com organização, se torna mais fácil realizar qualquer tarefa, certo?

Quando associada às questões financeiras, a técnica surge como um apoio para a realização de metas e uma aliada para lidar melhor com os imprevistos. Vamos ver, então, como fazer um bom plano de ação pessoal? Siga na leitura!

Plano de ação pessoal: o que é?

Planejamento é a base para o sucesso, porque ele serve como guia e, até mesmo, como um fator motivacional. Ele é especialmente útil quando você não sabe exatamente quais tipos de desafios terá que superar para chegar ao seu destino – seja ele qual for.

Essa é a essência do plano de ação pessoal aplicado às finanças: ser a bússola que vai levar você em direção ao objetivo traçado.

Por que você precisa de um plano de ação pessoal?

Todo objetivo traz consigo, em maior ou menor grau, o desconhecido. Por isso, o plano de ação pessoal é tão útil, afinal, ele permite que você aja pensando no futuro, mas sem comprometer o presente.

Não por acaso, ele deve se dividir em metas menores realizadas em sequência. Por sua vez, elas precisam ser realistas e mensuráveis, como veremos mais à frente.

Benefícios de um plano de ação pessoal

Um plano de ação pessoal elaborado com atenção e sabedoria traz as seguintes vantagens:

  • Guia você ao longo da jornada em direção a uma meta pessoal
  • Reduz as incertezas em relação aos recursos e meios 
  • Garante que objetivos maiores sejam alcançados em um prazo definido
  • Mantém o foco quando aparecem “desvios” no meio do caminho (problemas pessoais, crises econômicas, entre outros).

Plano de ação pessoal: como construir em 5 passos

Sem mais delongas, vamos conferir, então, como tirar do papel aquele projeto que você tem, mas não sabe exatamente por onde começar.

1. Reflita sobre o que vai fazer

Antes de agir, é importante fazer uma reflexão sobre sua própria capacidade de se planejar, respondendo às questões abaixo.

  • Você tem o hábito de registrar o que precisa fazer para alcançar uma meta ou tem apenas a imagem mental?
  • Para ter os recursos necessários, você efetivamente os calcula ou faz apenas uma estimativa geral?
  • Quando traça metas, você prioriza as que são mais realizáveis ou sonha alto sempre?
  • Deixa que outras pessoas respondam pelas suas metas ou determina responsáveis e parceiros para ajudar em cada etapa?
  • Você só foca no resultado final ou entende que as metas “do meio do caminho” têm seu valor?

2. Fracione a meta até onde der

Uma boa analogia em um plano de ação pessoal é construí-lo como se fosse uma escada. Degrau por degrau, aos poucos, você se aproxima do ponto mais alto

Por isso, procure desmembrar seu plano em etapas menores e, assim sucessivamente, até que se tenha uma rotina de tarefas e atividades diárias a cumprir para realizá-lo.

3. Estipule o que fazer para atingir cada uma

Tendo metas menores, será o momento de definir que tipo de ação você deverá colocar em prática para alcançá-la. Lembre-se sempre de, primeiro, determinar o objetivo e, em seguida, vincular a ele a ação para que seja atingido.

4. Associe prazos para conclusão

Um plano de ação serve também para assegurar que uma meta seja atingida em tempo hábil. Por isso, conforme as ações sejam identificadas, estipule prazos realistas para concluir cada uma delas. 

5. Use ferramentas como o 5W2H

Uma boa maneira de facilitar a identificação de metas e associá-las a medidas indispensáveis para batê-las é a ferramenta 5W2H. Ela consiste em levantar respostas para sete perguntas.

5W:

  • What: o que será realizado?
  • Why: por que será realizado?
  • Where: onde será realizado?
  • When: quando será realizado?
  • Who: por quem será realizado?

2H:

  • How: como será realizado?
  • How much: qual é o custo?

4 erros a evitar no plano de ação pessoal

Todo plano é passível de falhas. No entanto, você pode se antecipar e evitá-las, certo? Veja, então, quais são os erros mais comuns ao elaborar um plano de ação pessoal e saiba como se prevenir.

1. Só pensar nos grandes objetivos

Como vimos, o plano de ação serve para que uma meta grande seja atingida por meio do seu fracionamento. Assim sendo, não deixe de valorizar os pequenos sucessos ao realizar metas menores, porque serão eles que o levarão ao ponto mais alto.

2. Não registrar nada

Outro “pecado capital” é confiar apenas na memória para dar conta de todas as ações traçadas anteriormente. O mesmo se aplica na hora de mensurar os custos e de delegar funções, tarefas ou pedir a orientação a outras pessoas. Dessa forma, não deixe de registrar tudo, até as ações mais triviais e rotineiras.

3. Deixar de avaliar os avanços (ou retrocessos)

Todo plano está sujeito a imprevistos e à influência de fatos novos que podem alterar o rumo esperado

Para reduzir as incertezas em função disso, registrar todos os avanços e eventuais retrocessos ajuda a entender o que levou uma etapa a ser cumprida, sofrer atraso ou mesmo ser cancelada.

4. Não ser realista

Como diz um sábio provérbio chinês, “toda grande jornada começa com o primeiro passo”. Portanto, procure avaliar as metas a serem atingidas a partir de onde você está e dos recursos disponíveis. Afinal, é melhor dar um passo de cada vez do que não dar passo nenhum.

Tenha no plano de ação pessoal um ponto de apoio para chegar mais longe e, junto a ele, procure se manter sempre atualizado em relação a finanças. Até porque, quanto mais bem administrados seus recursos forem, maiores são as chances de sucesso, seja qual for o seu objetivo. 

O blog Sua Previdência Privada está ao seu lado nessa jornada. Confira nossos conteúdos exclusivos e garanta uma vida financeira mais tranquila e saudável!

O resgate da Brasilprev é mais vantajoso na fase de usufruto, como em qualquer plano de previdência. Afinal, quanto mais tempo seu dinheiro ficar rendendo, maior será seu patrimônio no futuro — sem falar nos benefícios fiscais que reduzem os impostos em aplicações de longo prazo. 

Mas, se você precisa retirar algum dinheiro por conta de um imprevisto financeiro ou programar resgates antes do prazo, precisa analisar as condições do seu plano para não ter prejuízos. Neste artigo, vamos dar dicas para planejar seu resgate da Brasilprev e pensar bem antes de sacar dinheiro na fase de acumulação.

Continue lendo para tomar a melhor decisão sobre seu investimento. 

Dicas para o resgate da Brasilprev 

O resgate da Brasilprev deve ser realizado, preferencialmente, na fase de usufruto do plano de previdência privada. Esse momento também é chamado de “data-alvo” do plano, quando você interrompe as contribuições da fase de acumulação e escolhe como quer receber seu patrimônio final — contratando uma renda ou resgatando tudo de uma vez, por exemplo.

Quanto mais tempo você deixar o dinheiro rendendo no plano Brasilprev, maior será a renda ou capital recebido no futuro. Além disso, há benefícios fiscais importantes que exigem o investimento em longo prazo, como a redução de alíquotas do IR pela tabela regressiva (acima de 10 anos de aplicação, você paga apenas 10% de imposto sobre o resgate). 

No entanto, se fizer um resgate da Brasilprev antes do prazo, o Imposto de Renda será mais pesado e você terá um impacto significativo na construção do seu patrimônio. Por isso, antes de confirmar a operação, é importante pensar nos seus objetivos de longo prazo e considerar outras alternativas. 

Antes de fazer o resgate da Brasilprev 

Se você está pensando em fazer um resgate da Brasilprev, é melhor considerar todas as variáveis antes de tomar sua decisão. 

Veja o que levar em conta antes de efetuar o saque.

Considere outras alternativas

Se você quer resgatar um valor do Brasilprev antes do prazo, verifique se é possível fazer essa retirada de algum investimento com maior liquidez. Em um imprevisto financeiro, a previdência privada deve ser sua última opção, pois é um investimento de longo prazo que não oferece vantagens para retiradas durante a fase de acumulação — pelo contrário, pode ter custos maiores. 

Se você precisa de dinheiro imediato, pode usar sua reserva de emergência em títulos públicos e CDBs, por exemplo.

Calcule todos os custos da retirada

Dependendo do seu tipo de plano e regime de tributação, o resgate da Brasilprev pode sair caro. Supondo que você tenha um plano PGBL com tributação progressiva, por exemplo, serão descontados 15% de IR na fonte (com posterior ajuste na declaração anual) sobre o valor total resgatado (capital aplicado + rentabilidade) e mais a alíquota da tabela vigente da Receita, que pode chegar a 27,5%

Se for um plano VGBL com tabela regressiva, será cobrada a alíquota correspondente ao tempo de aplicação sobre os rendimentos do plano, que começa em altíssimos 35% para aplicações de até 2 anos. Além disso, se o seu plano Brasilprev for do tipo Renda Garantida/Tradicional, pode ser cobrada a chamada taxa de carregamento postecipada, ou taxa de saída (porcentagem cobrada sobre todos os resgates). 

Leve em conta o impacto nos seus planos futuros

Além do prejuízo imediato que você pode ter com os custos do resgate da Brasilprev, é importante pensar no quanto essa retirada irá impactar seus planos para o futuro. Afinal, qualquer quantia a menos representa um retorno menor e uma renda mais baixa ou capital inferior lá na frente.

Como fazer o resgate da Brasilprev

Se mesmo assim você decidiu fazer o resgate da Brasilprev, o processo é bastante simples

Veja quais são os caminhos para fazer seu saque.

Pelas agências ou Site BB (correntista do BB)

Os correntistas do Banco do Brasil podem solicitar resgates de até R$ 150 mil pessoalmente, nas agências, ou pelo site do BB. No site, basta acessar o menu Previdência> Solicitações diversas> Resgate e solicitar o crédito na conta corrente.  

Pela Central de Relacionamento (correntista do BB)

Se o valor do resgate for maior que R$ 150 mil, o correntista do BB deverá ligar para a Central de Relacionamento, nos telefones 4004 0001 ou 0800 729 0001, das 9h às 18h, de segunda a sexta-feira (opções, 2,5,2). O crédito também será feito diretamente na conta corrente. 

Pelo formulário de resgate (não correntista do BB)

Para os investidores não correntistas do Banco do Brasil, o resgate da Brasilprev deve ser solicitado pelo formulário especial disponível no site. Basta preencher os campos indicados e enviar o documento para atendimento@brasilprev.com.br.

Essa opção também é válida para os correntistas do Banco do Brasil que querem receber o valor do resgate em outros bancos

Viu como é importante se planejar antes de fazer o resgate da Brasilprev? Com os nossos conteúdos, você vai entender por que a previdência privada é um investimento de longo prazo e tomar decisões mais inteligentes para garantir seu futuro. 

Todo brasileiro deveria saber o que é IOF, já que esse imposto incide sobre um amplo espectro de operações financeiras. Além disso, é preciso considerar que as alíquotas podem ser bem pesadas, especialmente em transações com cartão de crédito em compras no exterior ou moeda estrangeira.

Como você sabe, o objetivo do blog Sua Previdência Privada é informar a respeito dos assuntos mais importantes sobre finanças e investimentos. Então continue lendo para saber em que situações o IOF se aplica e não ser pego desprevenido!

O que é IOF?

O IOF, sigla para Imposto sobre Operação Financeira, é um dos mais antigos tributos em vigor no Brasil. Ele foi instituído pela Lei nº 5.143/66 e, desde então, vem sendo uma das principais fontes de divisas para os cofres públicos.

Esse tributo também serve como uma espécie de termômetro das atividades econômicas no Brasil, já que as variações na sua arrecadação podem gerar alguns indicadores. 

Quando há mais arrecadação de IOF, conclui-se que mais movimentações financeiras foram realizadas. No entanto, isso não significa necessariamente um crescimento na economia, já que o imposto também incide sobre operações como empréstimos.

Situações em que o IOF é cobrado

Como veremos mais à frente, o IOF incide sobre uma grande variedade de transações financeiras. Por isso, todo cuidado é pouco ao movimentar dinheiro, já que, dependendo da operação, a alíquota pode ser bastante salgada.

Um ponto interessante a observar é que não há um padrão na cobrança. Ou seja, o IOF não incide uniformemente sobre todas as movimentações de dinheiro. Em alguns casos, ele pode ser mais brando, como na compra de moeda estrangeira no Brasil. Já nas compras com cartão de crédito internacional, a alíquota será bem menos “amistosa”.

São razões mais que suficientes para você jamais perder de vista o impacto desse imposto em seu orçamento, concorda?

Conheça, então, em que tipo de transação ele afeta as suas finanças e qual alíquota é aplicada em cada um dos casos:

Tipo de operaçãoAlíquota de IOF 
Compra de Moeda Estrangeira1,1%
Transferência Internacional – Titularidade Própria1,1%
Transferência Internacional – Terceiros0,38%
Compras com Cartão de Crédito Internacional6,38%
Compras com Cartão de Débito Internacional6,38%
Compras com Cartão Pré-Pago Internacional6,38%
Compras com Traveler Cheque6,38%

Como funciona o IOF nos investimentos?

A abrangência do IOF é realmente muito grande e ele pode incidir, inclusive, em investimentos. Ou, melhor dizendo, no rendimento deles. Significa que, quando o imposto se aplica, ele é calculado apenas sobre a rentabilidade da aplicação e não sobre o saldo total.

Um exemplo para você entender melhor: se investiu R$ 1.000 e sacou R$ 1.010 (sendo R$ 10 a rentabilidade da aplicação), você paga IOF apenas sobre os R$ 10 e não sobre o total.

Uma peculiaridade muito importante sobre esse imposto é que existe uma variação nas alíquotas em aplicações financeiras. Sendo assim, deve-se seguir a tabela regressiva, na qual as alíquotas vão sendo reduzidas de acordo com o tempo da aplicação. 

Basicamente, quanto mais tempo o dinheiro permanecer aplicado, menor a chance de incidir IOF sobre o rendimento. Tanto é assim que, se o resgate não ocorrer antes do investimento completar 30 dias, não há imposto a pagar. Já se o saque ocorrer em prazo inferior, a alíquota se aplica da seguinte forma:

Dias CorridosAlíquota de IOF sobre o rendimentoPrazo de dias corridosAlíquota de IOF sobre o rendimento
196%1646%
293%1743%
390%1840%
486%1940%
583%2036%
680%2130%
776%2226%
873%2323%
970%2420%
1066%2516%
1163%2613%
1260%2710%
1356%286%
1453%293%

A ideia do governo, com essa tabela, é estimular a permanência dos recursos nas aplicações, garantindo assim os fundos necessários para lastrear suas finanças.

Aplicações com incidência de IOF

A tabela que acabamos de apresentar incide sobre investimentos, mas não sobre todos. Veja exemplos de aplicações sobre as quais há incidência de IOF:

  • Tesouro Direto 
  • CDB – Certificados de Depósitos Bancários
  • RDB – Recibos de Depósitos Bancários
  • Fundos DI
  • Letra de Câmbio
  • Fundos de Curto Prazo
  • Ações
  • ETF – Exchange Traded Funds
  • Contratos futuros
  • Opções

Previdência privada tem IOF?

A previdência privada tem uma série de vantagens que você provavelmente já deve ter conhecido nos conteúdos que sempre publicamos por aqui. Isenção do come-cotas, possibilidade de abatimento no Imposto de Renda e alíquotas mais baixas de imposto são algumas delas.

Mas além disso, há ainda a isenção do IOF em transações para planos tanto do tipo PGBL quanto VGBL.

Ela se aplica até mesmo na hora de fazer a portabilidade, que é a mudança de plano para outra instituição financeira. Não é uma boa notícia?

Agora que você sabe o que é IOF, poderá fazer investimentos e usar o seu dinheiro com muito mais sabedoria. Continue acompanhando nossas publicações e fique sempre por dentro de assuntos relacionados às suas finanças.