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A rentabilidade é sempre um fator decisivo na contratação de qualquer investimento. Ao analisar a da Previdência Privada e compará-la com a da Caderneta de Poupança, por exemplo, fica claro porque cada vez mais brasileiros estão priorizando a primeira em detrimento da segunda. Tradicionalmente mais popular, a Poupança perdeu força nos últimos anos devido às reduções da taxa que define os juros de seu rendimento, a Selic. Além de baixo, seu retorno é estabelecido e inalterável.

A Previdência Privada, por outro lado, dispõe de diversos tipos de planos com diferentes rendimentos – cabe ao investidor encontrar aquele que melhor se adequa ao seu perfil para obter mais lucros e ter uma aposentadoria financeiramente tranquila. Essa rentabilidade da Previdência Privada, por sinal, depende de uma série de fatores: o principal deles é planejar-se para manter o dinheiro aplicado por um bom período. Mas não é o único.

Como calcular a rentabilidade da Previdência Privada?

O dinheiro aplicado em um plano de Previdência Privada geralmente vai para um fundo de investimentos, onde é gerido para que renda melhor pela instituição financeira escolhida pelo investidor. Só que esses fundos variam muito em estratégia: enquanto uns são mais conservadores e trabalham só com renda fixa, outros mais arrojados investem até 70% do patrimônio em renda variável. Quanto mais positivo for o cenário econômico, mais eles rendem.

Ou seja: esses fundos também sofrem com as oscilações do mercado financeiro. É na hora de contratar o plano que o investidor irá escolher, de acordo com seu próprio perfil, em que tipo de fundo o dinheiro da previdência será aplicado. Investimentos em renda fixa oferecem segurança com rendimentos estáveis e reduzidos enquanto a renda variável apresenta mais riscos e a chance de obter maiores lucros. De qualquer forma, uma coisa é certa: quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado, maiores as chances de um bom rendimento.

Ainda que de maneira geral a Previdência Privada seja uma das aplicações mais seguras, a balança risco/lucro também vale para as estratégias dos fundos onde o recurso é aplicado. Mas a valorização mensal do fundo não é a única maneira de ajudar o dinheiro a acumular: ao contratar um plano, o investidor decide se realizará novos aportes de forma obrigatória, mensalmente ou livremente. 



O que influencia na rentabilidade da previdência privada

Como já explicamos, a rentabilidade da Previdência Privada depende do desempenho do fundo onde o dinheiro é aplicado, de novas contribuições por parte do beneficiário e de uma gestão eficiente por parte da instituição financeira – mas não só destes fatores. A maneira como o Imposto de Renda será incidido, as diferentes taxas que cada instituição financeira exige, o tipo de plano de previdência escolhido e a própria forma de resgatar o dinheiro são outros quesitos que influenciam na rentabilidade da Previdência Privada.

Confira abaixo:

🡪 O cálculo de abatimento do Imposto de Renda sobre a Previdência Privada depende, resumidamente, das escolhas do investidor quanto ao tipo de plano (PGBL ou VGBL) e o modo de resgate do dinheiro após o período estabelecido em contrato.
Duas opções de plano:

Plano Gerador de Benefício Livre – PGBL 🡪 Permite abater as contribuições mensais na declaração do IR (máximo de 12% da renda bruta) e, na hora do resgate, o IR incide sobre todo o valor acumulado ao longo do tempo;
Vida Gerador de Benefício Livre – VGBL 🡪
Não permite abater as contribuições na declaração do IR e, na hora do resgate, o IR incide somente sobre os lucros que foram acumulados ao longo do tempo.

Duas opções de regime de cobrança:

Saque total = Regime Regressivo 🡪 Se o beneficiário optar por sacar todo o valor após o tempo concordado, a alíquota de abatimento diminui à medida que os anos vão passando;
Renda mensal = Regime Progressivo
🡪 Se o beneficiário optar por receber uma renda mensal após o tempo concordado, a alíquota aumenta de acordo com o valor da renda que receberá.

As alíquotas de abatimento de cada regime obedecem as tabelas abaixo:

Tabela Regressiva:

PRAZO DE INVESTIMENTO ALÍQUOTA IR
Até 2 anos 35%
2 a 4 anos 30%
4 a 6 anos 25%
6 a 8 anos 20%
8 a 10 anos 15%
Acima de 10 anos 10%

Tabela Progressiva:

R$/MÊS ALÍQUOTA IR
Até 1.903,98 Isento
De 1.903,99 até 2.826,65 7,5%
De 2.826,66 até 3.751,05 15%
De 3.751,06 até 4.664,68 22,5%
Acima de 4.664,68 27,5


🡪 As taxas que cada instituição financeira cobra para gerenciar a Previdência Privada e os fundos onde o dinheiro é aplicado merecem toda a atenção do investidor. Elas influenciam diretamente na rentabilidade da Previdência Privada e podem prejudicar uma rentabilidade aparentemente promissora.

Taxa de Administração: exigida pela maioria dos planos, costuma variar entre 1% e 6% ao ano;

Taxa de Carregamento: nem sempre exigida, incide sobre cada nova contribuição que o investidor faz e pode ser de até 8%;

Taxa de Saída: de cobrança cada vez mais rara, incide sobre todo o montante acumulado no momento do resgate do dinheiro.


Como acompanhar a rentabilidade da Previdência Privada

No fim, após serem pesados todos os fatores que listamos nesse texto – taxas, IR, desempenho dos fundos, rendimento bruto, etc. – é que se chega ao que realmente interessa ao investidor: a taxa de juros real da Previdência Privada. Ela é calculada pelo rendimento bruto do plano descontado de todas as taxas e descontos que estão atreladas a ele.

Uma boa forma de medir a rentabilidade da Previdência Privada é acompanhar a média de rentabilidade dos planos de previdência. Caso o seu plano esteja apresentando um juro real de 1% ao ano ou menos, talvez seja hora de transferir seu dinheiro para outra previdência que ofereça 3% ou mais. Essa mudança é plenamente possível devido à lei da portabilidade, garantindo ao investidor o direito de “trocar” de Previdência Privada – contanto que seja de VGBL para VGBL ou PGBL para PGBL.

Dúvidas sobre Previdência? Acesse o site Sua Previdência e fique bem informado!

Não dá para ignorar o IOF em fundos de investimento — ou em qualquer outra aplicação financeira, para falar a verdade. Trata-se de um imposto que segue uma tabela regressiva, assim como o Imposto de Renda, mas com um impacto bem mais profundo.

Para você ter uma ideia melhor do que estamos falando, a alíquota do IOF parte de 96% do rendimento. Ficou assustado? Calma: depois de um mês, esse imposto vai a zero, e os fundos de investimento recuperam a rentabilidade.

Quer saber mais sobre o assunto, conhecer a tabela do IOF e descobrir como ele impacta fundos de investimento e outras aplicações? Então siga a leitura.

Tem IOF em fundos de investimento?

Sim, há incidência de IOF, o Imposto sobre Operações Financeiras, em fundos de investimento de diferentes tipos. Uma exceção importante são os fundos de ações, que não contam com essa cobrança.

Mas fundos multimercado e renda fixa, muito populares em cenário de Selic tão baixa, têm a incidência do IOF. A boa notícia é que, a partir de 30 dias, todos os investimentos ficam isentos.

Se puder aguardar esse período, sua rentabilidade será muito maior, afinal a alíquota segue uma tabela regressiva e também agressiva, já que começa em 96%.

E, se você está surpreso com essa cobrança e pensando que estará mais seguro na poupança, um aviso: por lá, é pior ainda. Se em um fundo de investimento você perde parte considerável da rentabilidade em resgates de curtíssimo prazo, na poupança simplesmente não há rendimento antes do “aniversário” mensal do depósito.

Então, respondendo melhor à pergunta: sim, há IOF em fundos de investimento, mas é possível e salutar lidar com ele, desde que você consiga fazer um bom planejamento financeiro.

Tabela do IOF em fundos de investimento

A tabela do IOF em fundos de investimento funciona de forma regressiva. A taxa é predeterminada em função do prazo desde o início da operação, conforme o esquema abaixo:

Número de diasIOF (%)Número de diasIOF (%)
196%1646%
293%1743%
390%1840%
486%1936%
583%2033%
680%2130%
776%2226%
873%2323%
970%2420%
1066%2516%
1163%2613%
1260%2710%
1356%286%
1453%293%
1550%300%

Ou seja, se você quiser resgatar um fundo de investimento renda fixa apenas 15 dias após fazer o aporte, por exemplo, deixará de receber 50% da rentabilidade por culpa do IOF.

Então, para onde correr? Aqui está a má notícia: não há para onde fugir, pois CDBs (Certificados de Depósito Bancário), LCs (Letras de Câmbio) e outros títulos também sofrem a incidência do imposto.

Exceções interessantes são as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), mas não se encontram títulos desse tipo com possibilidade de resgate tão rápido.

Além do IOF: tributação em fundos de investimento

Não é apenas o IOF que atrapalha a rentabilidade dos seus fundos de investimento.

A alíquota do Imposto de Renda também varia conforme o tempo de aplicação, entre 15% e 22,5% para a maioria dos fundos de investimento e 35% a 10% para previdência privada.

Basicamente, na tabela regressiva, quanto maior o prazo, menor a incidência de imposto. A exceção fica por conta dos fundos de ações, que são tributados em 15% no resgate, independentemente do prazo.

Os fundos de curto prazo (aqueles cuja carteira de títulos têm prazo médio igual ou inferior a 365 dias) seguem esta regra:

  • Até 180 dias: alíquota de 22,5%.
  • Acima de 180 dias: 20%.

Já os fundos de longo prazo (aqueles cuja carteira têm prazo médio igual ou superior a 365 dias) seguem esta regra:

  • Até 180 dias: alíquota de 22,5%.
  • De 181 a 360 dias: 20%.
  • De 361 a 720 dias: 17,5%.
  • Acima de 720 dias: 15%

E como esses pagamentos são feitos? Além da cobrança no resgate, o Imposto de Renda nos fundos de investimento (com exceções dos previdenciários e de ações) é recolhido semestralmente, sob o apelido de come-cotas.

A dedução é feita automaticamente, no último dia útil de maio e no último de novembro. E essas antecipações no recolhimento fazem uma diferença significativa na rentabilidade dos fundos, já que subtraem valores que ficariam rendendo, possivelmente, por anos.

Entendeu melhor como funciona o IOF em fundos de investimento e como é cobrado o Imposto de Renda nesse tipo de aplicação? Compartilhe este artigo com seus colegas nas redes sociais.

taxa de carregamento no Santander Previdência

Quer consultar o saldo do Santander Previdência para saber quanto o seu investimento já rendeu? O passo a passo é bem simples, rápido e pode ser feito no aplicativo do banco.

Mas se o seu objetivo é resgatar o dinheiro, aí é necessário um pouquinho mais de tempo e planejamento.

Essa etapa inclui avaliar a incidência do Imposto de Renda e considerar se é o momento certo para fazer o resgate do saldo do Santander Previdência sem prejudicar a rentabilidade do investimento.

Quer saber como colocar o planejamento em prática e cuidar da sua previdência privada sem erros? Então, continue com a leitura.

Como consultar o saldo do Santander Previdência

A consulta ao saldo do Santander Previdência é simples, e pode ser feita no aplicativo do banco. Veja o passo a passo:

1. Baixe o app do Santander

Primeiro, você precisa baixar o aplicativo do Santander Brasil na loja de apps do seu smartphone. Em seguida, é necessário fazer login com o CPF e a senha do internet banking, para ter acesso às informações da conta.

2. Clique na seção de investimentos

Ao entrar no app, clique no menu no canto superior da tela. Selecione a opção “Investimentos” e depois “Meus Investimentos”.

3. Consulte o saldo

Nesse ponto, você já terá acesso a todos os investimentos que realiza pelo banco. Aí, é só conferir o saldo do Santander Previdência.

Quando é possível resgatar o saldo do Santander Previdência?

O resgate do saldo do Santander Previdência pode ser feito a partir do prazo de carência de 60 dias. Não é possível realizar resgates sem respeitar esse intervalo entre cada um. Vale lembrar que, ao optar pelo resgate do valor total, você é automaticamente desligado do plano.

Porém, mesmo observando o prazo de carência, retirar o dinheiro no curto prazo não é uma opção interessante na previdência privada. Afinal, previdência privada é um investimento de longo prazo.

Se você faz resgates em um período curto, a rentabilidade é afetada, uma vez que incidem taxas e alíquotas maiores de Imposto de Renda. Logo, antes de fazer o resgate do saldo do Santander Previdência, é preciso fazer um planejamento e identificar se é realmente o melhor momento para retirar o dinheiro do fundo.

Como planejar o resgate do saldo do Santander Previdência

Para resgatar o saldo do Santander Previdência, você não pode deixar de lado o planejamento. Nos tópicos abaixo, confira as dicas para fazer isso com sucesso:

1. Avalie a cobrança do Imposto de Renda

Um fator essencial a ser observado é a cobrança de Imposto de Renda no resgate do saldo, que interfere na rentabilidade. A incidência dele varia conforme o plano de previdência que você utiliza e o regime de tributação. Então, vale a pena lembrar como funciona cada categoria.

Plano de previdência

Se você tem o plano PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), pode fazer restituição de IR de até 12% da renda bruta tributável. A alíquota segue o regime de tributação escolhido, e incide sobre o valor total do investimento: rendimento + capital.

Já o plano VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) não permite restituição. Mas a alíquota, nesse caso, incide apenas sobre os rendimentos do período.

Regime de tributação

A tributação da previdência privada pode ser regressiva ou progressiva. Se você escolheu o regime regressivo, a alíquota diminui de acordo com o período de aplicação. Ela é cobrada da seguinte forma:

  • Até 2 anos: 35%;
  • De 2 a 4 anos: 30%;
  • De 4 a 6 anos: 25%;
  • De 6 a 8 anos: 20%;
  • De 8 a 10 anos: 15%;
  • Acima de 10 anos: 10%.

Porém, se você optou pelo regime progressivo, o investimento é tributado na fonte à alíquota de 15%. Posteriormente, no momento do resgate, esse desconto sofre um ajuste de acordo com a tabela progressiva do IR. A alíquota varia conforme a renda, e vai de 0 a 27,5%.

2. Certifique-se de que é o momento ideal para fazer o resgate

Conforme mencionamos, a previdência privada é um investimento de longo prazo. Veja o modelo regressivo, por exemplo: a alíquota mais baixa é aquela cobrada em resgates a partir de 10 anos. Para não prejudicar a rentabilidade da aplicação, você precisa, então, avaliar se é de fato o momento certo para retirar o dinheiro.

3. Defina a forma de renda

Depois de calcular o Imposto de Renda e avaliar se é o momento ideal para resgatar o saldo do Santander Previdência, você deve escolher a forma de renda.

Ela pode ser renda mensal vitalícia, por prazo determinado, ou, ainda, um resgate único. Vale a pena considerar o uso que você fará do dinheiro. Se for para complementar a aposentadoria, por exemplo, a renda mensal é a escolha mais adequada.

E aí, compreendeu como consultar e resgatar o saldo do Santander Previdência? Coloque as dicas deste artigo em prática para não errar no processo. Se você gostou deste conteúdo, continue acompanhando nosso blog.

O resgate da Brasilprev é mais vantajoso na fase de usufruto, como em qualquer plano de previdência. Afinal, quanto mais tempo seu dinheiro ficar rendendo, maior será seu patrimônio no futuro — sem falar nos benefícios fiscais que reduzem os impostos em aplicações de longo prazo. 

Mas, se você precisa retirar algum dinheiro por conta de um imprevisto financeiro ou programar resgates antes do prazo, precisa analisar as condições do seu plano para não ter prejuízos. Neste artigo, vamos dar dicas para planejar seu resgate da Brasilprev e pensar bem antes de sacar dinheiro na fase de acumulação.

Continue lendo para tomar a melhor decisão sobre seu investimento. 

Dicas para o resgate da Brasilprev 

O resgate da Brasilprev deve ser realizado, preferencialmente, na fase de usufruto do plano de previdência privada. Esse momento também é chamado de “data-alvo” do plano, quando você interrompe as contribuições da fase de acumulação e escolhe como quer receber seu patrimônio final — contratando uma renda ou resgatando tudo de uma vez, por exemplo.

Quanto mais tempo você deixar o dinheiro rendendo no plano Brasilprev, maior será a renda ou capital recebido no futuro. Além disso, há benefícios fiscais importantes que exigem o investimento em longo prazo, como a redução de alíquotas do IR pela tabela regressiva (acima de 10 anos de aplicação, você paga apenas 10% de imposto sobre o resgate). 

No entanto, se fizer um resgate da Brasilprev antes do prazo, o Imposto de Renda será mais pesado e você terá um impacto significativo na construção do seu patrimônio. Por isso, antes de confirmar a operação, é importante pensar nos seus objetivos de longo prazo e considerar outras alternativas. 

Antes de fazer o resgate da Brasilprev 

Se você está pensando em fazer um resgate da Brasilprev, é melhor considerar todas as variáveis antes de tomar sua decisão. 

Veja o que levar em conta antes de efetuar o saque.

Considere outras alternativas

Se você quer resgatar um valor do Brasilprev antes do prazo, verifique se é possível fazer essa retirada de algum investimento com maior liquidez. Em um imprevisto financeiro, a previdência privada deve ser sua última opção, pois é um investimento de longo prazo que não oferece vantagens para retiradas durante a fase de acumulação — pelo contrário, pode ter custos maiores. 

Se você precisa de dinheiro imediato, pode usar sua reserva de emergência em títulos públicos e CDBs, por exemplo.

Calcule todos os custos da retirada

Dependendo do seu tipo de plano e regime de tributação, o resgate da Brasilprev pode sair caro. Supondo que você tenha um plano PGBL com tributação progressiva, por exemplo, serão descontados 15% de IR na fonte (com posterior ajuste na declaração anual) sobre o valor total resgatado (capital aplicado + rentabilidade) e mais a alíquota da tabela vigente da Receita, que pode chegar a 27,5%

Se for um plano VGBL com tabela regressiva, será cobrada a alíquota correspondente ao tempo de aplicação sobre os rendimentos do plano, que começa em altíssimos 35% para aplicações de até 2 anos. Além disso, se o seu plano Brasilprev for do tipo Renda Garantida/Tradicional, pode ser cobrada a chamada taxa de carregamento postecipada, ou taxa de saída (porcentagem cobrada sobre todos os resgates). 

Leve em conta o impacto nos seus planos futuros

Além do prejuízo imediato que você pode ter com os custos do resgate da Brasilprev, é importante pensar no quanto essa retirada irá impactar seus planos para o futuro. Afinal, qualquer quantia a menos representa um retorno menor e uma renda mais baixa ou capital inferior lá na frente.

Como fazer o resgate da Brasilprev

Se mesmo assim você decidiu fazer o resgate da Brasilprev, o processo é bastante simples

Veja quais são os caminhos para fazer seu saque.

Pelas agências ou Site BB (correntista do BB)

Os correntistas do Banco do Brasil podem solicitar resgates de até R$ 150 mil pessoalmente, nas agências, ou pelo site do BB. No site, basta acessar o menu Previdência> Solicitações diversas> Resgate e solicitar o crédito na conta corrente.  

Pela Central de Relacionamento (correntista do BB)

Se o valor do resgate for maior que R$ 150 mil, o correntista do BB deverá ligar para a Central de Relacionamento, nos telefones 4004 0001 ou 0800 729 0001, das 9h às 18h, de segunda a sexta-feira (opções, 2,5,2). O crédito também será feito diretamente na conta corrente. 

Pelo formulário de resgate (não correntista do BB)

Para os investidores não correntistas do Banco do Brasil, o resgate da Brasilprev deve ser solicitado pelo formulário especial disponível no site. Basta preencher os campos indicados e enviar o documento para atendimento@brasilprev.com.br.

Essa opção também é válida para os correntistas do Banco do Brasil que querem receber o valor do resgate em outros bancos

Viu como é importante se planejar antes de fazer o resgate da Brasilprev? Com os nossos conteúdos, você vai entender por que a previdência privada é um investimento de longo prazo e tomar decisões mais inteligentes para garantir seu futuro. 

Como melhorar a vida financeira, se a todo instante somos bombardeados com publicidade nos incentivando a gastar e a consumir? Ainda, de que forma ter dinheiro sempre disponível, considerando que, no Brasil, o hábito de poupar é tão pouco difundido?

Não existe uma resposta simples para essas questões. No entanto, é possível apontar alguns caminhos, a maioria ligado ao desenvolvimento pessoal. Vejamos, então, por onde começar a trilhá-lo nos tópicos abaixo.

Siga acompanhando!

Como melhorar a vida financeira em 6 passos

Um bom ponto de partida é entender que dinheiro e trabalho caminham juntos. É o que diz a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), que em 2019 constatou que 72,5% da renda média domiciliar per capita, no Brasil, vem do trabalho.

Portanto, a imagem até certo ponto hedonista, na qual o sucesso nas finanças está associado a uma vida de luxo e ostentação é um pouco equivocada. Afinal, sem trabalho, não há como custear as despesas básicas, tampouco lazer e diversão.

Confira, a seguir, o que fazer para ter uma relação mais saudável com o dinheiro e extrair dele o melhor que ele pode dar.

1. Seja mais produtivo

Já que trabalho e renda caminham juntos, o primeiro passo para aumentar os rendimentos é elevar a sua própria capacidade produtiva. Você pode fazer isso, basicamente, de duas formas: incrementar o valor pago pelo trabalho que já desempenha ou trabalhar mais no tempo que tem disponível.

Para o primeiro, a solução é investir em formação e em novas competências. Afinal, quanto mais estudo, maior o salário, como mostra os dados deste comparativo realizado pelo IBGE.

Porém, investir em formação leva tempo. Então, em certas situações, a única opção disponível é trabalhar mais.

Nesse caso, a saída é se organizar para realizar o máximo de atividades e tarefas no tempo que se tem. Uma forma de fazer isso é aplicar o método Pomodoro, por exemplo.

2. Desenvolva o autoconhecimento

Hábitos de consumo ruins podem minar as finanças. Esse é, inclusive, um problema de saúde reconhecido pelos médicos e tem até nome: Transtorno de Compras Compulsivas (TCC).

Segundo um artigo publicado no Jornal Brasileiro de Psicologia, esse problema está diretamente ligado a dificuldades financeiras.

Por sua vez, todo vício ou transtorno tem relação com o autoconhecimento pouco desenvolvido. Dessa forma, conhecer a si mesmo é a maneira mais segura, em longo prazo, para melhorar as finanças.

3. Poupe certo

Economizar não é sinônimo de avareza. Por isso, ao guardar dinheiro, hábitos como o velho cofrinho ou o ainda mais anacrônico colchão devem ser abolidos.

Busque guardar dinheiro na poupança, assim, o impacto da inflação pelo menos será minimizado.

4. Invista com sabedoria

O mesmo princípio se aplica na hora de investir. Não basta apenas aplicar no primeiro fundo de renda fixa e esperar as coisas acontecerem. Acima de tudo, procure conhecer a rentabilidade do fundo, os riscos associados e, não menos importante, os seus objetivos.

5. Planeje o futuro desde já

Enquanto estamos produtivos e trabalhando, nada parece nos preocupar. No entanto, é na melhor idade que vamos sentir o peso por não ter nos antecipado às questões econômicas.

Assim sendo, quanto antes você investir em uma renda mensal ou na formação de um patrimônio para uso futuro, mais seguro estará quando resolver se aposentar.

6. Tenha no dinheiro um meio, não um fim

Dinheiro não traz felicidade” – você concorda com isso? A verdade é que, sem dinheiro, é inevitável que surjam problemas e, dessa forma, não há como ser feliz.

Por outro lado, apenas ter dinheiro não garante a felicidade, afinal, o ser humano tem necessidades cuja satisfação não depende do fator monetário. Dessa forma, o melhor mesmo é ter nele um meio e não um fim por si só para ser feliz.

Razões para melhorar a vida financeira

De forma sucinta, veja quais razões você tem para pensar a partir de agora em como melhorar a vida financeira.

Para realizar metas e sonhos

Para quem não tem objetivos, qualquer coisa serve, não é mesmo? Por isso, vincular metas ao progresso econômico é essencial.

Pode ser fazer uma viagem, comprar um imóvel ou garantir uma aposentadoria mais tranquila, por exemplo. Afinal, não há meta em termos materiais que seja alcançada sem os recursos indispensáveis.

Para depender menos de dinheiro

Pode parecer um paradoxo dizer que finanças estáveis servem para reduzir nossa dependência de dinheiro, mas talvez seja essa sua principal razão de ser.

Isso porque não há como melhorar a vida financeira enquanto estamosconstantemente preocupados em ter renda suficiente para pagar as contas e custear as despesas básicas.

Em outras palavras: a liberdade só é possível quando nossa relação com o dinheiro deixa de ser de dependência e passa a ser pautada em escolhas.

Para ter mais tranquilidade no futuro

A insegurança financeira começa quando não sabemos de onde tirar o próprio sustento. Na melhor idade, as incertezas só podem ser eliminadas quando, desde cedo, pensamos no futuro.

Por isso, ao melhorar a sua vida financeira agora, você garante um amanhã mais tranquilo.

Aplique as dicas que você conheceu aqui e certamente suas finanças começarão a entrar nos eixos gradativamente. Continue lendo os conteúdos no blog Sua Previdência Privada para ficar sempre por dentro das melhores práticas financeiras pessoais.

Finanças-comportamentais

Quando o assunto é dinheiro, a regra deveria ser tomar decisões de maneira racional, mas as finanças comportamentais mostram que nem sempre é assim. Aliás, já parou para pensar como as questões emocionais interferem nas escolhas financeiras que você faz? Muitas delas sequer são percebidas, mas geram grande impacto.

Para entender melhor o assunto e descobrir como fugir dessas armadilhas, siga na leitura deste artigo. Conhecer o conceito das finanças comportamentais vai te ajudar a ser mais racional no controle do seu dinheiro.

O que são finanças comportamentais?

As finanças comportamentais são um campo de estudo que busca compreender as decisões que o indivíduo toma sobre como gasta o seu próprio dinheiro. Trata-se de um ponto de encontro entre os campos da Psicologia e da Economia, em que teorias cognitivas são postas ao lado de análise comportamentais.

A área começou verdadeiramente a avançar a partir da década de 1970, com base em dois importantes trabalhos. O primeiro, dos psicólogos Daniel Kahneman e Amos Tversky, deu origem à chamada Teoria da Perspectiva, que questiona a racionalidade dos investidores trazida pelas teorias clássicas.

O segundo trabalho é do economista Richard Thaler, publicado em 1980. Nele, o autor também aborda anomalias não explicadas pelas teorias anteriores. Uma das questões centrais era a incapacidade tida até então em abordar padrões que não se encaixavam no comportamento que seria economicamente racional.

Funcionamento das finanças comportamentais

A mente pode ser mesmo traiçoeira. Afinal, o lógico seria que as pessoas sempre fizessem escolhas financeiras que as beneficiassem. Porém, há momentos em que a irracionalidade toma o controle das ações. Um dos principais focos da área de finanças comportamentais é justamente entender esses equívocos.

Para isso, são utilizadas duas categorias principais: a de heurísticas e a de vieses. O primeiro grupo representa atalhos que o cérebro cria para que as decisões sejam tomadas de forma mais rápida.

Ainda que as heurísticas possam ser positivas no dia a dia, elas também podem acabar levando a decisões equivocadas por simplificar demais o raciocínio.

Já o segundo está relacionado a padrões equivocados de julgamento. Essa categoria é tão importante para entender as finanças comportamentais, que vamos fazer uma análise mais detalhada a seguir.

Os vieses nas finanças comportamentais

Ao falarmos de investimentos, uma decisão enviesada ou tomada de forma automática pode acabar com a sua rentabilidade e até mesmo fazer com que você perca dinheiro. Os vieses abaixo descrevem situações exatas em que isso acontece.

Viés da ancoragem

O viés de ancoragem mostra como a tomada de decisão pode ser influenciada pela exposição a informações prévias, ainda que a sua relevância seja pequena ou nula.

Uma situação comum é desconsiderar o orçamento definido para comprar uma televisão nova ao ver uma promoção anunciada como imperdível, mesmo que ela não se encaixe nas características procuradas.

Entre os investidores, é comum encontrar aquele que decide se ancorar no valor de compra de um papel para tomar a decisão futura sobre continuar com a aplicação ou não — ainda que isso signifique esperar por uma recuperação que não parece possível.

Viés da confirmação

Esse é o tipo de viés que todo mundo já praticou: buscar informações e interpretações que confirmem as suas opiniões e decisões, deixando de lado questionamentos e visões contrárias. Isso acontece quando, por exemplo, você admira uma empresa e decide comprar ações ligadas a ela sem considerar os dados de mercado, ignorando todos os alertas.

Viés do comportamento de manada

O comportamento de manada, como o próprio nome sugere, é a tendência de seguir a maioria, optando sempre pelos consensos.

Mesmo que esse raciocínio possa fazer sentido em algumas situações, ele é extremamente perigoso. Pense na caderneta de poupança: ela ainda é a opção mais conhecida e adotada pelos brasileiros, o que não significa que é a melhor em termos de rendimento.

Viés da falácia do apostador

O viés da falácia do apostador tem origem na falha em entender a interdependência de acontecimentos e qual é a probabilidade de que eles voltem a ocorrer.

Se uma moeda for jogada para cima, a chance de dar cara é de 50%, assim como a de dar coroa. Se por quatro vezes seguidas der cara, isso não significa que existe uma chance maior de dar coroa da próxima vez – por mais que a sensação possa ser a contrária.

Agora, imagine o que isso representa quando falamos de alguém que está de olho na bolsa de valores diariamente.

Como ser mais racional nas finanças?

A principal forma de evitar todas essas armadilhas é manter um bom planejamento das finanças, que evite deixar margem para decisões tomadas de forma irracional.

Pense sempre nas questões objetivas relacionadas às suas resoluções, especialmente no que diz respeito aos benefícios de optar por uma escolha ou outra.

Quer saber mais sobre como tomar as melhores decisões para o seu dinheiro? Acompanhe sempre os conteúdos exclusivos aqui do blog da Sua Previdência Privada!

Resgate do Itaú Previdência

O resgate do Itaú Previdência deve ser planejado com cuidado para evitar prejuízos. Como em qualquer plano de previdência privada, é preciso deixar o dinheiro aplicado pelo máximo de tempo possível para aproveitar os benefícios fiscais — e um saque antes da hora pode ter altos custos.

Por isso, antes de retirar dinheiro da sua previdência privada, é preciso considerar todos os custos, impactos na rentabilidadee condições da seguradora. Nos próximos tópicos, você vai entender como planejar o resgate do Itaú Previdência e se vale a pena resgatar esse tipo de investimento.

Leia até o fim antes de confirmar a operação.

Dicas para o resgate do Itaú Previdência

Fazer um resgate do Itaú Previdência é uma decisão complexa, que deve ser tomada após considerar todos os custos, impactos no patrimônio e condições de retirada antes do prazo.

Veja algumas dicas para planejar essa operação.

Planeje o resgate com antecedência

Se você pretende fazer um resgate do Itaú Previdência, é melhor se planejar com bastante antecedência. Isso porque a retirada de qualquer quantia da previdência privada antes do prazo envolve riscos, já que se trata de um investimento de longo prazo.

Por isso, você terá que analisar com calma quanto precisa sacar, quanto terá que pagar de Imposto de Renda e outros custos, qual será o impacto na rentabilidade do seu patrimônio para o futuro, entre outras questões que exigem cuidado.

O ideal é programar o resgate somente para a fase de usufruto, quando você terá a opção de contratar uma renda ou realizar o resgate total para administrar seu patrimônio.

Escolha o plano certo para seus objetivos de resgate

Outro ponto importante na previdência privada é escolher um tipo de plano ou regime de tributação mais vantajoso para seus objetivos de resgate.

O ideal é manter o dinheiro no fundo o máximo de tempo possível para aproveitar os benefícios fiscais, mas também é possível se planejar para pagar menos imposto nos resgates.

Por exemplo, se você optar pela tabela regressiva, pagará apenas 10% de Imposto de Renda sobre os resgates após completar 10 anos de investimento (as alíquotas diminuem em função do tempo de aplicação).

Agora, se você planeja resgatar valores mais baixos, que ficam na faixa isenta do IR, a tabela progressiva pode valer a pena.

Fique atento à tributação no VGBL e PGBL

Ainda sobre custos do resgate do Itaú Previdência, é preciso ficar atento às diferenças de tributação nos planos VGBL e PGBL. No VGBL, o IR é descontado somente sobre os rendimentos, e não sobre o total aplicado no fundo.

Já no PGBL, o Imposto de Renda incide sobre o valor total aplicado (capital investido + rentabilidade). Em contrapartida, esse tipo de plano permite o abatimento de até 12% das contribuições na declaração anual do IR.

Logo, dependendo do seu tipo de plano, o resgate pode sair caro para o bolso.

Antes de fazer o resgate do Itaú Previdência

É melhor pensar duas vezes antes de fazer o resgate do Itaú Previdência, pois os custos podem ser mais altos do que em outros investimentos.

Não confirme a operação antes de ler estas dicas:

Avalie o impacto no seu patrimônio

Como vimos, o resgate do Itaú Previdência pode ter um impacto significativo no seu patrimônio e perspectivas de rendimento em longo prazo. Por isso, antes de confirmar a operação, calcule todos os custos, verifique o desempenho do seu plano e decida se vale a pena retirar dinheiro agora — e, possivelmente, ter prejuízo — para receber menos lá na frente.

Veja se não há investimentos mais líquidos para resgatar

O resgate do Itaú Previdência deve ser seu último recurso em caso de imprevistos financeiros, pois é um dos tipos de investimentos menos recomendados para retirada antes do prazo.

Antes de tomar essa decisão, verifique se não há investimentos com maior liquidez aos quais você possa recorrer, como um título do Tesouro Direto, CDB ou LCI/LCA (geralmente, usados para a reserva de emergência).

Confira as taxas e condições do resgate

Por fim, é fundamental conferir quais taxas podem ser cobradas no resgate do Itaú Previdência, assim como prazos de carência que precisam ser cumpridos antes do saque.

Como fazer o resgate do Itaú Previdência

O processo de resgate do Itaú Previdência é muito simples, uma vez que você tenha decidido fazê-lo, mesmo com todas as ressalvas.

Veja quais canais utilizar.

Pelo site Itaú (para correntistas)

Os correntistas do Itaú podem fazer o resgate a qualquer momento pelo site do banco. Basta fazer login com agência, conta e senha eletrônica, e navegar até a opção Previdência> Resgates> Cancelamentos e Solicitação de resgate.

Pelo site Itaú com senha (não correntistas)

Para não correntistas que possuem senha eletrônica (planos empresariais), basta acessar o site do Itaú, clicar em Opções de acesso e em seguida Mais acessos> Previdência> Não correntista. Depois, o caminho é: Outros produtos> Previdência> Resgatar e cancelar> Solicitar resgate.

Pelo site Itaú sem senha (clientes em geral sem senha)

Por fim, os clientes não correntistas e correntistas sem senha eletrônica deverão fazer o download do formulário de Solicitação de Resgate em Planos de Previdência Itaú.

O documento deverá ser impresso, preenchido, digitalizado e enviado para: resgateprevidencia@itau-unibanco.com.br junto à foto do RG ou CPF e um comprovante de endereço atualizado.

Entendeu como fazer o resgate do Itaú Previdência e quais cuidados tomar? Agora, avalie se é realmente necessário retirar dinheiro do seu plano de previdência. Para saber mais sobre o assunto, acesse os demais conteúdos do nosso blog.

Todo brasileiro deveria saber o que é IOF, já que esse imposto incide sobre um amplo espectro de operações financeiras. Além disso, é preciso considerar que as alíquotas podem ser bem pesadas, especialmente em transações com cartão de crédito em compras no exterior ou moeda estrangeira.

Como você sabe, o objetivo do blog Sua Previdência Privada é informar a respeito dos assuntos mais importantes sobre finanças e investimentos. Então continue lendo para saber em que situações o IOF se aplica e não ser pego desprevenido!

O que é IOF?

O IOF, sigla para Imposto sobre Operação Financeira, é um dos mais antigos tributos em vigor no Brasil. Ele foi instituído pela Lei nº 5.143/66 e, desde então, vem sendo uma das principais fontes de divisas para os cofres públicos.

Esse tributo também serve como uma espécie de termômetro das atividades econômicas no Brasil, já que as variações na sua arrecadação podem gerar alguns indicadores. 

Quando há mais arrecadação de IOF, conclui-se que mais movimentações financeiras foram realizadas. No entanto, isso não significa necessariamente um crescimento na economia, já que o imposto também incide sobre operações como empréstimos.

Situações em que o IOF é cobrado

Como veremos mais à frente, o IOF incide sobre uma grande variedade de transações financeiras. Por isso, todo cuidado é pouco ao movimentar dinheiro, já que, dependendo da operação, a alíquota pode ser bastante salgada.

Um ponto interessante a observar é que não há um padrão na cobrança. Ou seja, o IOF não incide uniformemente sobre todas as movimentações de dinheiro. Em alguns casos, ele pode ser mais brando, como na compra de moeda estrangeira no Brasil. Já nas compras com cartão de crédito internacional, a alíquota será bem menos “amistosa”.

São razões mais que suficientes para você jamais perder de vista o impacto desse imposto em seu orçamento, concorda?

Conheça, então, em que tipo de transação ele afeta as suas finanças e qual alíquota é aplicada em cada um dos casos:

Tipo de operaçãoAlíquota de IOF 
Compra de Moeda Estrangeira1,1%
Transferência Internacional – Titularidade Própria1,1%
Transferência Internacional – Terceiros0,38%
Compras com Cartão de Crédito Internacional6,38%
Compras com Cartão de Débito Internacional6,38%
Compras com Cartão Pré-Pago Internacional6,38%
Compras com Traveler Cheque6,38%

Como funciona o IOF nos investimentos?

A abrangência do IOF é realmente muito grande e ele pode incidir, inclusive, em investimentos. Ou, melhor dizendo, no rendimento deles. Significa que, quando o imposto se aplica, ele é calculado apenas sobre a rentabilidade da aplicação e não sobre o saldo total.

Um exemplo para você entender melhor: se investiu R$ 1.000 e sacou R$ 1.010 (sendo R$ 10 a rentabilidade da aplicação), você paga IOF apenas sobre os R$ 10 e não sobre o total.

Uma peculiaridade muito importante sobre esse imposto é que existe uma variação nas alíquotas em aplicações financeiras. Sendo assim, deve-se seguir a tabela regressiva, na qual as alíquotas vão sendo reduzidas de acordo com o tempo da aplicação. 

Basicamente, quanto mais tempo o dinheiro permanecer aplicado, menor a chance de incidir IOF sobre o rendimento. Tanto é assim que, se o resgate não ocorrer antes do investimento completar 30 dias, não há imposto a pagar. Já se o saque ocorrer em prazo inferior, a alíquota se aplica da seguinte forma:

Dias CorridosAlíquota de IOF sobre o rendimentoPrazo de dias corridosAlíquota de IOF sobre o rendimento
196%1646%
293%1743%
390%1840%
486%1940%
583%2036%
680%2130%
776%2226%
873%2323%
970%2420%
1066%2516%
1163%2613%
1260%2710%
1356%286%
1453%293%

A ideia do governo, com essa tabela, é estimular a permanência dos recursos nas aplicações, garantindo assim os fundos necessários para lastrear suas finanças.

Aplicações com incidência de IOF

A tabela que acabamos de apresentar incide sobre investimentos, mas não sobre todos. Veja exemplos de aplicações sobre as quais há incidência de IOF:

  • Tesouro Direto 
  • CDB – Certificados de Depósitos Bancários
  • RDB – Recibos de Depósitos Bancários
  • Fundos DI
  • Letra de Câmbio
  • Fundos de Curto Prazo
  • Ações
  • ETF – Exchange Traded Funds
  • Contratos futuros
  • Opções

Previdência privada tem IOF?

A previdência privada tem uma série de vantagens que você provavelmente já deve ter conhecido nos conteúdos que sempre publicamos por aqui. Isenção do come-cotas, possibilidade de abatimento no Imposto de Renda e alíquotas mais baixas de imposto são algumas delas.

Mas além disso, há ainda a isenção do IOF em transações para planos tanto do tipo PGBL quanto VGBL.

Ela se aplica até mesmo na hora de fazer a portabilidade, que é a mudança de plano para outra instituição financeira. Não é uma boa notícia?

Agora que você sabe o que é IOF, poderá fazer investimentos e usar o seu dinheiro com muito mais sabedoria. Continue acompanhando nossas publicações e fique sempre por dentro de assuntos relacionados às suas finanças.

Brasilprev

O saldo Brasilprev deve ser acompanhado de perto, pois estamos falando do seu patrimônio para o futuro. Cada aporte realizado na previdência privada é um passo que você dá em direção a uma aposentadoria tranquila, independência financeira e outros objetivos de longo prazo.

Além de consultar seu extrato e analisar seus rendimentos, é importante saber como resgatar dinheiro do plano e se vale a pena fazer isso antes do prazo. Para ajudar você a administrar sua previdência privada, preparamos um guia rápido para consultar e resgatar o saldo Brasilprev.

Leia até o fim e veja como gerenciar corretamente seu fundo previdenciário. 

Como consultar o saldo do Brasilprev

Consultar o saldo Brasilprev é fundamental para acompanhar o desempenho dos seus investimentos em previdência privada.

Confira algumas opções de canais para fazer suas consultas. 

Pelo App BB ou Site BB (para correntistas)

Se você é correntista do Banco do Brasil, a maneira mais simples de consultar o saldo Brasilprev é acessando os canais digitais App BB ou Site BB. Em ambos, você deverá digitar os dados da sua agência e conta, efetuar login e selecionar a opção “Previdência”, depois “Extrato” no menu.

No caso do aplicativo de celular, você terá duas opções de consulta do extrato: 

  • Novo extrato Brasilprev: opção simplificada e intuitiva disponível para os planos PGBL e VGBL, que facilita a análise do seu investimento
  • Extrato Brasilprev: é o extrato básico, disponível para os planos Tradicionais, PGBL e VGBL.

Pelo Site Brasilprev

Para não correntistas do Banco do Brasil, o canal mais rápido para conferir o saldo da Brasilprev é por meio do Site Brasilprev. Nessa opção, basta acessar o site, clicar na opção “Já sou cliente” e fazer login com CPF e senha.

Depois, é só escolher a opção “Extrato” e verificar suas movimentações e saldo da previdência privada. 

Pelo WhatsApp

Para correntistas e não correntistas do BB, uma opção interessante é consultar o saldo da Brasilprev pelo WhatsApp. É só enviar uma mensagem para (11) 2540-2001 ou utilizar o QR Code para iniciar uma conversa com o consultor virtual da seguradora.

Ao acessar, no menu lateral esquerdo, clique em “Extrato”.

Quando é possível resgatar o saldo da Brasilprev?

O saldo aplicado nos fundos da Brasilprev pode ser resgatado a qualquer momento após o cumprimento da carência determinada pelo plano. Essa informação consta no certificado do fundo previdenciário e varia de plano para plano (média de carência inicial de seis meses). 

Depois do período inicial, os planos VGBL e PGBL possuem carência entre resgates de 60 dias, enquanto os planos Renda Garantida reduzem o período para 30 dias. No entanto, é preciso ficar atento às regras e condições do resgate, pois podem ser cobradas taxas, além da incidência do Imposto de Renda

De modo geral, os saques da Brasilprev ficam disponíveis em até cinco dias úteis após a data de solicitação, e podem ser transferidos para uma conta corrente de sua titularidade ou qualquer conta poupança do Banco do Brasil. Se o titular se arrepender, também é possível cancelar o resgate no mesmo dia de sua solicitação (até 22h). 

Para realizar o saque, há dois caminhos:

  • Correntista do BB: pelas agências ou site BB (até R$ 150 mil) ou Central de Relacionamento (acima de R$ 150 mil)
  • Não correntista do BB: preenchendo o formulário de resgate correspondente ao plano e enviando para atendimento@brasilprev.com.br.

Como planejar o resgate do saldo da Brasilprev 

Se você precisa fazer um resgate do saldo da Brasilprev, é melhor planejar bem a retirada para não sair no prejuízo.

Veja quais cuidados tomar.

1. Pense duas vezes antes de resgatar

É preciso pensar duas vezes antes de fazer um resgate do saldo Brasilprev, pois você estará retirando o dinheiro antes da data planejada e abrindo mão dos benefícios de um investimento de longo prazo. Se o resgate for total, seu plano será cancelado automaticamente e, se for parcial, terá impacto na rentabilidade esperada. 

Por isso, a decisão de resgatar antes do prazo deve ser sua última alternativa em caso de imprevistos financeiros — lembrando que a previdência privada é sua garantia de um futuro tranquilo. 

2. Calcule o desconto do Imposto de Renda 

A desvantagem de resgatar o saldo da Brasilprev antes do prazo são os custos que podem impactar seu dinheiro. Para começar, o Imposto de Renda será aplicado conforme sua opção tributária:

  • Tributação regressiva: a alíquota do IR será aplicada conforme a tabela regressiva, começando em 35% para aplicações de até dois anos (ou seja, quanto mais cedo você resgatar, mais imposto irá pagar)
  • Tributação progressiva: serão cobrados 15% de IR no momento do resgate (com ajuste posterior na declaração do IR) e mais a alíquota correspondente na tabela do Imposto de Renda, que vai de zero a 27,5%, dependendo do valor resgatado. 

3. Considere a taxa de carregamento

Os planos VGBL e PGBL da Brasilprev não têm taxa de carregamento, mas as opções de Renda Garantida/Tradicional cobram as seguintes taxas de entrada e saída:

  • Antecipada: incide sobre cada depósito que é feito no plano de forma decrescente
  • Postecipada: incide somente em caso de portabilidade ou resgates e diminui em função do tempo de permanência no plano
  • Híbrida: a cobrança ocorre tanto na entrada (no ingresso de aportes ao plano), quanto na saída (na ocorrência de resgates ou portabilidades).

Ao fazer um resgate, é preciso considerar esses descontos no valor retirado do saldo da Brasilprev. No fim das contas, pode não valer a pena retirar dinheiro antes da hora e acabar tendo prejuízo no seu investimento — além de comprometer seu retorno em longo prazo.

Entendeu como consultar e resgatar o saldo da Brasilprev? Agora é com você: avalie a situação e tome a melhor decisão para o seu futuro financeiro

Brasilprev

Declarar os planos da Brasilprev no Imposto de Renda é um processo que gera dúvidas em muitos investidores. Na prática, as regras são simples, mas mudam conforme o tipo de plano escolhido e o modelo de tributação. 

Por isso, é importante entender as diferenças entre os fundos PGBL e VGBL, assim como as características da tributação regressiva e progressiva do IR. Vamos explicar como funcionam essas categorias na declaração da Brasilprev no Imposto de Renda e ensinar o procedimento passo a passo conforme seu tipo de plano.

Continue lendo e declare certo para não cair na malha fina. 

Imposto de Renda na Brasilprev: tabela regressiva x progressiva

Há duas formas de tributação dos planos da Brasilprev no Imposto de Renda, como em todos os fundos previdenciários: pela tabela progressiva ou regressiva

Veja como funcionam essas duas modalidades no IR. 

Tabela regressiva

Se você optou pela tabela regressiva no fundo da Brasilprev, as alíquotas do IR serão reduzidas conforme o tempo de aplicação, seguindo os valores abaixo:

Prazo de acumulaçãoAlíquota retida na fonte
Até dois anos35%
Acima de dois anos e até quatro anos30%
Acima de quatro anos e até seis anos25%
Acima de seis anos e até oito anos20%
Acima de oito anos e até 10 anos15%
Acima de 10 anos10%

Ou seja: quanto mais tempo seu dinheiro ficar investido, menor será o Imposto de Renda cobrado. Lembrando que o IR é descontado nas retiradas do seu plano.

Tabela progressiva

Já pela tabela progressiva, sua previdência privada é tributada de acordo com a tabela geral da Receita aplicada aos salários e aposentadorias, com alíquotas que aumentam conforme o valor resgatado. Em 2020, esta é a tabela vigente:

Base de cálculo mensalAlíquotaParcela a deduzir do IRPF
Até R$ 1.903,98Isento
De R$ 1.903,99 até R$ 2.826,657,5%R$ 142,80
De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 15%R$ 354,80
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,6822,5%R$ 636,13
Acima de R$ 4.664,6827,5%R$ 869,36

Imposto de Renda no Brasilprev: PGBL x VGBL

Agora que você entendeu como é cobrado o Imposto de Renda no Brasilprev, também precisa conhecer as diferenças entre a tributação dos planos PGBL e VGBL.

Confira as regras de cada modalidade.

PGBL

Na modalidade PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) do Brasilprev, o Imposto de Renda é descontado sobre o valor total acumulado (capital investido + rentabilidade) no momento do resgate. Além disso, há um recolhimento na fonte de 15% e a possibilidade de deduzir  até 12% das contribuições na base de cálculo do IR. 

Por isso, o PGBL é indicado para quem contribui com o INSS e/ou faz a declaração do Imposto de Renda pelo formulário completo. Dessa forma, o investidor pode aproveitar os benefícios fiscais e adiar o pagamento do imposto.  

VGBL

Na modalidade VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), a alíquota do IR é cobrada apenas sobre os rendimentos do plano, e não sobre seu valor total no momento da retirada. Em contrapartida, não é possível deduzir os aportes na declaração do IR como no PGBL.

Por essa razão, esse tipo de plano é indicado para quem é isento ou apresenta a declaração simplificada do Imposto de Renda.

Como declarar a previdência do Brasilprev

Para declarar a previdência privada do Brasilprev no Imposto de Renda, basta considerar as opções acima (VGBL ou PGBL, regressivo ou progressivo) e seguir as normas da Receita.

Veja quais são os passos.

1. Selecione a ficha e códigos pelo tipo de plano

Para começar, você deverá selecionar a ficha e código corretos para cada tipo de plano no programa IRPF disponível no site da Receita ou no aplicativo Meu Imposto de Renda. Estas são as regras:

  • VGBL: ficha “Bens e Direitos e código “07 – VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre
  • PGBL: ficha “Pagamentos Efetuados” e opção “36 – Previdência Complementar”.

2. Informe os dados solicitados em cada campo

O próximo passo para declarar Imposto de Renda do Brasilprev é informar os dados solicitados em cada campo:

  • VGBL: informar o CNPJ da seguradora/corretora, número da conta e informações da apólice no campo “discriminação”, e situação nas datas anteriores detalhada no informe de rendimentos
  • PGBL: despesa com titular ou dependente, CNPJ da seguradora/corretora, nome da instituição e valor total de contribuições (não é preciso declarar o saldo acumulado). Nesse caso, o próprio programa já calcula sua dedução de 12% na declaração completa.

3. Declare rendimentos dos saques (se houver)

Se você tiver feito saques ou estiver na fase de recebimento do benefício da Brasilprev, será necessário declarar os rendimentos no IR. Para isso, basta seguir as regras para tabela regressiva e progressiva:

  • Tabela regressiva: selecione a ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”, escolha o código “06 – Rendimentos de aplicações financeiras” e preencha o valor líquido recebido
  • Tabela progressiva: declare os rendimentos na ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica. 

Entendeu como declarar sua previdência privada da Brasilprev no Imposto de Renda? Aproveite para conferir se o plano está valendo a pena e compare com outras opções do mercado.